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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

REGIÃO SERRANA DO RIO TERÁ MAIS UM VERÃO DE INSEGURANÇA E IMPROVISO

(Foto: Gabriel de Paiva)

Os moradores da Região Serrana do Rio que enfrentaram a maior tragédia natural da história do país, em janeiro de 2011, vão enfrentar o terceiro verão seguido em situação precária. A região onde morreram mais de 900 pessoas em deslizamentos e inundações, para a qual foram prometidas 8.000 casas populares para moradores de áreas de risco, até hoje só recebeu 500 delas. As medidas destinadas a dar precisão à previsão meteorológica vão pelo mesmo caminho – nada aconteceu. Um cronograma do governo do Estado solicitado pelo site de VEJA informa que grande parte das entregas de casas populares vai se concentrar no período de campanha eleitoral, com o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), à frente das inaugurações. Pezão corre o risco de, a caminho dos eventos festivos, ser cobrado por novas tragédias na região de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

(Foto: Isabela Marinho)

O balanço dos três anos desde a calamidade que se abateu sobre a cadeia de montanhas que conecta as três cidades é de que, diante do sofrimento da população, as promessas foram despejadas como um forte analgésico para as famílias à míngua. Em 27 de janeiro de 2011, a presidente Dilma Rousseff anunciou, durante evento no Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro, a construção de 6.000 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, destinadas aos moradores que viviam em áreas de risco naquela região. No encontro, foi anunciado que caberia ao governo do estado e aos municípios a cessão de áreas para a construção das residências. Outras 2.000 seriam construídas através de parceria com empreiteiros. No início deste ano, no entanto, a Secretaria Estadual de Obras anunciou uma redução drástica: em vez de mais de 8.000, o órgão entregaria 4.702 imóveis até o segundo semestre de 2013. O prazo já se esgotou há meses e, até agora, foram entregues apenas 506 imóveis – ou seja, só 6% dos que receberiam imóveis em áreas seguras foram contemplados.

As soluções provisórias – e caras – se perpetuaram. Enquanto não são contemplados com os imóveis prometidos, 6.589 famílias de oito municípios da Região Serrana (Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Bom Jardim, Areal, Sapucaia, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto) recebem o aluguel social. O valor gasto desde janeiro de 2011 é superior a 109 milhões de reais, segundo a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.

A falta de fiscalização da aplicação do aluguel social e a resistência de alguns moradores em deixar as casas indicam que o pagamento do valor referente ao aluguel é solução precária, que nem sempre cumpre o papel de garantir a segurança das famílias, o que seria garantido pela entrega da casa própria. Relatório da Comissão de Acompanhamento da Recuperação da Região Serrana do Rio, elaborado pela Assembleia Legislativa do Rio e publicado em dezembro de 2012, aponta que moradores que deveriam ter deixado residências em áreas de risco estão utilizando o aluguel social para fazer obras e reformas nas residências das quais deveriam ter saído.

Procurada pelo site de VEJA, a Secretaria Estadual de Obras atribuiu o atraso a dificuldades de encontrar terrenos disponíveis para a construção dos imóveis. E informou que entregará pelo menos 2.520 unidades habitacionais até outubro de 2014, a tempo da eleição. De acordo com a secretaria, outros 1.388 imóveis serão disponibilizados entre janeiro e dezembro de 2014 – com grande parte inaugurada no período da campanha de Pezão para o Palácio Guanabara. Pezão, que foi o primeiro a chegar de helicóptero às áreas atingidas, comandou a Secretaria de Obras e hoje acumula o cargo de coordenador de Infraestrutura do Estado. De acordo com pesquisas do próprio PMDB, Pezão estaria em quarto lugar, atrás do ministro da pesca, Marcelo Crivella, do deputado Anthony Garotinho e do senador Lindbergh Farias, nesta ordem.

“O sentimento dos moradores da Região Serrana em relação ao governo é de desalento devido à demora na entrega das casas e na conclusão das obras de reconstrução das regiões afetadas pelas chuvas de 2011. Se esse atraso tem fins eleitorais, não sei se terá algum efeito”, disse o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB), que presidiu a CPI que investigou as causas da tragédia de 2011.

Outras obras, como a construção de pontes destruídas em 2011, também não foram concluídas. Das 85 pontes que estavam previstas, 27 ainda não foram feitas. A Secretaria de Obras afirma que entregou 18 e que outras duas estão sendo construídas. Vinte e cinco estão sendo licitadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Outras 40 teriam sido construídas pela Secretaria de Agricultura.


Fonte: Veja

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

"GENESIS" DE SEBASTIÃO SALGADO: LIVRO, EXPOSIÇÕES E FILME

Vista da confluência do Colorado e do Little Colorado, a partir do território dos navajos. O Parque Nacional do Grand Canyon começa a partir daqui. Arizona. EUA. Abril, 2010.
Sebastião Salgado passou a infância em meio à natureza, numa fazenda em Aimorés (MG). E veio dessa experiência a inspiração de seu trabalho mais recente: “Genesis”.


A ideia surgiu depois que o fotógrafo e sua mulher, Lélia, deram início ao processo de reflorestamento na fazenda que ele, no início dos anos 90, recebeu dos pais – o local hoje abriga o Instituto Terra. O prazer proporcionado por essa experiência foi tal que Salgado se viu motivado a conhecer e registrar regiões onde a natureza permanece intocada.


Para selecionar os locais que visitaria, Salgado apresentou sua proposta a cientistas da Unesco. A lista final continha 32 países, pelos quais o fotógrafo viajou a pé, de avião, de canoa e até de balão. Enfrentou calor e frio extremos, como no período em que passou com os Nenets, uma tribo indígena que vive no norte da Sibéria e com a qual viajou por quarenta dias. “Com eles, descobri o sentido do essencial”, conta Salgado, que tem 69 anos. “Como eles vivem no clima mais extremo durante o inverno, com -30ºC, -40ºC, eles só podem carregar o mínimo de que precisam para sobreviver.”



A deslumbrante viagem empreendida por Sebastião Salgado por paragens que lembram o Dia da Criação. Ao longo de oito anos, o mais premiado e famoso fotógrafo brasileiro colheu milhares de imagens que eternizam maravilhas da natureza, bichos raros e gente que habita grotões isolados da civilização moderna. Depois de sucessivas triagens, 245 fotos foram reunidas no livro GENESIS, uma síntese do mais recente trabalho desse brasileiro mundialmente admirado.


Nos trabalhos anteriores, Salgado concentrou-se no registro de seres humanos sobrevivendo ou agonizando em cenários devastados por guerras, pela fome e pelo desespero. “Fiquei tão abalado com o que vi que pensei em parar de fotografar”, diz esse mineiro de Aimorés na entrevista concedida ao programa Roda Viva que irá ao ar pela TV Cultura nesta segunda-feira, 16 de setembro. A desilusão foi substituída pela esperança quando começaram as incursões por paragens belíssimas e praticamente intocadas.


Uma baleia-franca-austral (Eubalaena australis ). Península Valdés, Argentina. 2004.
Expostas em Londres e no Rio de Janeiro, as fotografias incluídas em Genesis, à venda nas livrarias, chegaram neste mês a São Paulo. A exposição no Sesc Belenzinho se estenderá até 1° de dezembro. Confira abaixo sete amostras do que Sebastião Salgado qualifica de “uma viagem ao paraíso”.

Iguana-marinha (Amblyrhynchus cristatus ). Galápagos. Equador. 2004.



Além do livro, também está previsto o lançamento de um filme sobre o trabalho de Salgado, dirigido por Wim Wenders.



Tipicamente, as mulheres da povoação zo’é Towari Ypy usam o urucum (Bixa orellana), o fruto vermelho do urucueiro, para colorir seus corpos. Também o usam para cozinhar. Pará, Brasil. 2009
BIOGRAFIA


O livro ‘Da minha terra à Terra’ é uma autobiografia em que ele, junto a Isabelle França, conta sua história pessoal, raízes políticas, éticas e existenciais de seu engajamento fotográfico.

A autobiografia de Salgado já foi lançada na França, onde o fotojornalista mora desde 1973. No Brasil, o livro está a venda. Em outubro deste ano, será lançado do documentário sobre Sebastião Salgado, dirigido por Wim Wenders (diretor de Pina e Buena Vista Social Club).

No livro ‘Da minha terra à Terra’, o talento de Salgado surpreende, assim como nas imagens em preto e branco de trabalhadores e refugiados, que já ganharam inúmeros prêmios e são reconhecidas pela profunda dignidade que despertam no interlocutor.

Entre as principais obras de Salgado estão ‘Outras Américas’, onde registrou as condições de vida de pessoas pobres da América Latina; ‘Trabalhadores’, em que fotografou a rotina de produção de trabalhadores manuais; e ‘Terra’, retratos das condições de vida dos trabalhadores rurais sem-terra do Brasil.

Depois de oito anos de reportagens, Salgado expôs pela primeira vez o celebrado projeto ‘Gênesis’, que deu origem ao livro de mesmo nome. Em uma jornada fotográfica por lugares intocados, onde o homem convive em harmonia com a natureza, o fotógrafo pôde declarar seu amor à Terra, em sua grandeza e fragilidade. ‘Gênesis’ teve tiragem inicial de 12 mil exemplares e já foi reimpresso. O título chegou às livrarias no primeiro semestre de 2013 e ficou por meses na lista dos mais vendidos.



Fonte: Veja/ Valor Econômico/ ISTO É

domingo, 19 de maio de 2013

CLASSIFICADOS: EIKE BATISTA VENDE JATO USADO POR R$ 14 MILHÕES

(foto: Marco Zappatori

Eike Batista botou à venda um dos seus aviões, o Legacy 600, o segundo melhor jato de sua frota. O avião tem cozinha, dois banheiros e guarda-roupa. Transporta dezesseis passageiros e viaja do Brasil aos EUA sem escalas. A ordem é vender rápido. Para quem se interessar, Eike está pedindo 14 milhões de dólares pelo brinquedo comprado em 2008.


Fonte: Veja