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quinta-feira, 30 de julho de 2015

LEITE ESPECIAL: MÃES VOLTAM SEM LATAS OU RECEBEM EM QUANTIDADE INSUFICIENTE

(Foto: Michelle Richa | Folha da Manhã)
Após previsão da Secretaria Municipal de Saúde de que a distribuição de latas dos leites especiais Neocate, Neocate Advance, Pregomin, Aptamil — sem lactose —, Pediasure e Isomil, que custam entres R$ 50 e R$ 220, seria normalizada nesta quinta-feira (30), diversas mães ainda voltaram para casa sem as latas nas mãos. Apenas mães que necessitam do leite Neocate e Pregomin receberam as latas, mesmo assim, algumas em quantidade insuficiente. A Prefeitura de Campos chegou a divulgar que os leites seriam distribuídos na última quarta-feira (29).

Tais Barroso, mãe de uma criança de um ano e três, que necessita do leite Neocate LPC, disse estar aliviada por ter conseguido, pelo menos, o Neocate. “Mesmo não sendo o que meu filho precisa, por que ele tem a Síndrome da Enterocolite Induzida por Proteína Alimentar (FPIES), o jeito foi pegar esse (Neocate), que tem uma quantidade menor de nutrientes”, disse.

De acordo Karen Ribeiro, 20 anos, mãe de um menino de 2 anos, que utiliza o Neocate Advance desde os dez meses, disse que nunca conseguiu pegar a quantidade de latas certas por quinzena. Como não tem condições financeiras de comprar as latas, que não seriam distribuídas há dois meses, ela conta que seu filho só tem se alimentado através de suco. “O suco é a minha única saída, pois as latas são muito caras”, falou.

A avó de outra criança que precisa das latas do leite Isomil, por ter intolerância a lactose, Regina Assad, 58 anos, diz que a “situação está complicada”.

— A última vez que consegui pegar as latas do leite para o meu neto foi em janeiro deste ano. Como as latas são caras, não sei como vou fazer para alimentar ele —, concluiu.

Através de nota, enviada na noite desta quinta, a Prefeitura informou que “novos lotes de fórmulas especiais de nutrição, incluindo neocate, foram entregues pela empresa fornecedora, nesta quinta-feira (30). Nenhum paciente cadastrado que procurou a Secretaria de Saúde nesta quinta ficou sem atendimento. Os pacientes citados também não ficaram desassistidos e levaram quantidade suficiente para 15 dias, quando retornarão à Secretaria para retirar novas latas. O serviço não é garantido pelo SUS, mas é um programa municipal, pago com royalties do petróleo. A Secretaria realizou todos os trâmites administrativos para aquisição das fórmulas, que vêm sendo distribuídas ao longo do ano. As fórmulas isomil e pediasure não são fornecidas pelo Ministério da Saúde”.





Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

PREFEITURA DE CAMPOS INVESTIGA MORTES POR INTOXICAÇÃO EM RIO PRETO

(Foto: Ralph Braz)

Após a entrada de quatro moradores da localidade de Rio Preto, no Hospital Ferreira Machado (HFM), em estado grave, com dois vindo a óbito, por possível intoxicação por agrotóxico, utilizado pela iniciativa de produtores rurais da localidade, a Prefeitura de Campos está investigando os fatos e tomando todas as providências necessárias junto à população, enquanto se investiga as causas. 

Neste momento, equipes da Secretaria Municipal de Saúde, Defesa Civil e Vigilância Sanitária estão no local, por determinação da Prefeita Rosinha Garotinho, orientando aos moradores que não utilizem água de poços artesianos, por precaução, já que há suspeita de possível contaminação do lençol freático, através de agrotóxico. Por isso, a Prefeitura irá fazer a distribuição de água potável aos moradores que utilizam poços artesianos. 

O Superintendente de Águas do Paraíba, Mário Fazza, garantiu agora à tarde que os laudos realizados hoje (quarta-feira) pela empresa não apontam qualquer contaminação da água fornecida pela concessionária. E orienta os moradores que somente utilizem água fornecida e tratada por Águas do Paraíba. 

O diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, diz que todas as providências estão sendo tomadas, inclusive, com o pedido de necropsia das vítimas fatais (retirada de parte do fígado) e de encaminhamento de amostras de sangue para análise toxicológica ou outras doenças infecciosas.



Fonte: Secom PMCG