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domingo, 24 de julho de 2016

Mar avança em Atafona, e ameaça mais uma referência

(Fotos: Ralph Braz | Pense Diferente)
O avanço do mar em Atafona é responsável por mudanças drásticas. Desde a década de 1960, centenas de casas foram tragadas pela força das “águas douradas”, deixando apenas na memória, ou em escombros expostos, locais que foram referenciais. É o caso da primeira capelinha de Nossa Senhora dos Navegantes, o Recanto do Amor, as aventuras no Bar Esteirinha, o Bar do Espanhol, o Palafitas do Ronaldo, a Sirilândia, casarões, a cooperativa e a vila dos pescadores, entre outros. Todas essas construções já foram encobertas pela areia fina da praia ou já foram engolidas pelas águas revoltas. Foi esse também o destino do prédio do Julinho, a principal referência para quem partia para o antigo Pontal. O prédio sucumbiu em 2008, na tarde de um sábado, dia 5 de abril. Antes que o mar a derrube, mais uma construção referencial vai ao chão em Atafona: o reservatório de água que fica na esquina da avenida Atlântica com a João Batista de Almeida.


A força referencial da “caixa d’água” de Atafona é tamanha, que talvez muitos turistas, veranistas e moradores não saibam a localização da rua João Batista de Almeida, senão como “rua da caixa d’água”. Segundo a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), “o reservatório está desativado e deve ser demolido”. A Cedae, no entanto, não confirmou prazo para demolição.


Mediante aos comentários nas redes sociais sobre o risco de desabamento da construção, o coordenador da Defesa Civil de São João da Barra, Felício Valiengo, informou que a Cedae já tinha sido “notificada do risco e das medidas a serem adotadas”.


Jornalista, membro da Academia Campista de Letras e pesquisador da história de Atafona, João Noronha já publicou dois livros sobre Atafona — “Uma dama chamada Atafona” (2003) e “Atafona: sua história, sua gente” (2008) — está com o terceiro, “Atafona: o moinho do pescador”, pronto desde 2010, aguardando incentivo para publicação. Ele comentou sobre a construção do primeiro reservatório e a necessidade da atual, que será demolido:

— O campista governador (1966-1967) do Estado do Rio de Janeiro, Teotônio Ferreira de Araújo (1918-1978), implementou o sistema de saneamento e água encanada até o antigo pontal. Com o aumento populacional de Atafona, a primeira caixa d’água não estava dando vazão para a demanda. Foi então que no final dos anos 1980, início dos anos 1990, foi construída a segunda caixa d’água, essa que está comprometida hoje. A estrutura dela é de concreto e com cisternas que funcionam como reservatório abaixo dela. 


Mesmo com o reservatório desativado, a companhia informa que atende a cerca de 3,1 mil residências em Atafona, totalizando mais de 12 mil pessoas. “Esta população é flutuante e aumenta bastante nos períodos de férias e feriados prolongados”, informou.

Intervenções — A caixa d’água, quando for demolida, não será a primeira construção a ser derrubada antes de o mar chegar. Por intervenção da Defesa Civil, a casa do jornalista, já falecido, Hervé Salgado — que ficou conhecida como a “casa inclinada” e atraia turistas que se arriscavam para fotos — foi demolida no dia 11 de setembro de 2015. No mesmo dia, foi derrubado o prédio do Atafona Praia Clube. O terreno vazio de hoje representa mais uma parte da história de Atafona, que perde dia após dia a briga com o mar. Um projeto apresentado pela Prefeitura para conter o avanço do mar no litoral sanjoanense, continua engavetado.


Estudos realizados em 2013 pelo Instituto Nacional de Pesquisa Hidroviárias (INPH)apontam que seria possível alargar a faixa litorânea de Atafona — desde a foz do Paraíba até as imediações do Balneário. Contudo, seria necessário recursos de outras esferas governamentais ou da iniciativa privada. A previsão é que a obra seja orçada entre R$ 140 e 180 milhões.










Fonte: Folha da Manhã

segunda-feira, 16 de março de 2015

COMISSÃO APARTIDÁRIA EM DEFESA DE ATAFONA, COBRA AUDIÊNCIA PÚBLICA DE NECO

(Fotos Ralph Braz)
SENHOR PREFEITO DE SÃO JOÃO DA BARRA.
"Fui" ao sítio da Prefeitura e ali não encontrei espaço para o "recado" que pretendo lhe passar.

Lá, no site da Prefeitura, só há espaços para louvações, o que não é o caso atual...

Dependendo das circunstâncias a ocorrer - AINDA...

É que a gente ficou sabendo que V. Exa. esteve em BRASÍLIA, cuidando dos mais elevados interesses de seu município, nossa casa também...

E, dentre os assuntos da pauta, ouvi dizer que foi incluído o problema de ATAFONA E SEU ENFRENTAMENTO, LOGO...

ALIÁS, COMO, NO MEIO DO ANO PASSADO, FOI TROMBETEADO PELA IMPRENSA DE CAMPOS, A PONTO DE SER ASSEGURADO QUE EM FEVEREIRO DO ANO EM CURSO (FEVEREIRO PASSOU, NÉ?) JÁ TERÍAMOS UMA FAIXA DE AREIA RECUPERADA EM ATAFONA...

COMO É DO CONHECIMENTO DE TODOS, FORMAMOS UMA COMISSÃO DE GENTE QUE CURTE ATAFONA...


EXATAMENTE PARA CUIDAR DAS POSSIBILIDADES E DAS PROBABILIDADES DE RECUPERAÇÃO DE NOSSO CANTO PREDILETO...

ESSA COMISSÃO TEM NECESSARIAMENTE O CARÁTER APARTIDÁRIO, NÃO SE LIGA A GRUPOS POLÍTICOS DE ESPÉCIE ALGUMA, SE BEM QUE ENTENDAMOS TODOS QUE O ESTUÁRIO ONDE CHEGAM OS RECLAMOS DA SOCIEDADE, SEJA NATURALMENTE O AMBIENTE POLÍTICO...

SABEMOS TODOS QUE É PLENAMENTE POSSÍVEL QUE OS CARTÕES POSTAIS DE SÃO JOÃO DA BARRA DEIXEM DE OSTENTAR AS RUINAS ATAFONENSES, PARA PASSAR A RETRATAR A REDENÇÃO DA ORLA E DOS SENTIMENTOS, LEMBRANÇAS, SONHOS - DE TODA UMA GENTE QUE SOMENTE AMA ...


ESPERO QUE V. EXA. LEIA ESSE DESPRETENSIOSO RECADO...

QUE, ESPERO E ROGO - NÃO SEJA LIDO E "INTERPRETADO" POR ALGUM AUXILIAR...

COMO ESPERO E ESPERAMOS TODOS OS DA COMISSÃO, OS QUE NÃO SÃO AINDA E OS QUE ESTÃO TORCENDO - QUE V. EXA. VENHA A PÚBLICO EXPLANAR O QUE PÔDE E PODE SER FEITO.

E DISCUTIR...

SUGERE-SE UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA, NA PREFEITURA, PARA A QUAL OS PODERES CONSTITUÍDOS DEVEM SER CONVOCADOS...

QUE TAL SENHOR PREFEITO ?

AH...POR FAVOR...A GENTE IMPLORA - NÃO SE VEJA NO MOVIMENTO QUALQUER EIVA DE CONSPIRAÇÃO CONTRA O GOVERNO DE V. EXA. NEM CONTRA SÃO JOÃO DA BARRA.

OS SENTIMENTOS DA GENTE QUE AMA ATAFONA AGRADECEM!



GERALDO MACHADO




Fonte: Blog Pense diferente


sábado, 28 de fevereiro de 2015

PRÉDIO QUE ESTÁ SENDO LEVADO PELO MAR VIRA ATRAÇÃO EM ATAFONA

(Fotos: Ralph Braz)
Depois que mais prédio começou a ser levado pela força do mar, o prédio se tornou a mais nova atração de turistas, moradores e curiosos, uma verdadeira peregrinação No local se vê um grande número de pessoas que buscam guardar um registro do prédio sendo levado pela força do mar. Até mesmo selfies são vistas a todo o momento sendo feitas com o prédio ao fundo.


O prédio caiu na quarta-feira (18/02), parte de uma casa, que era habitada pelo falecido jornalista Hervé Salgado, caiu no local. “Era uma das residências mais antigas de Atafona. Há seis anos o mar levou a casa principal situada naquele terreno. O que restou foi um anexo dela, que é esse sobrado. Ele já estava inabitado e acabou de ser derrubado hoje (quarta) pelas forças da natureza. O imóvel fica localizado em uma rua emblemática, conhecida como rua dos Aquinos, onde muitas famílias se reuniam. A via era fechada para a realização de festas, muitas coisas boas já aconteceram naquela região. Em três anos já é a terceira casa que é derrubada na rua. O que fica é a dor da perda”, disse a jornalista Sílvia Salgado. “Ninguém vai fazer nada pela cidade? Desse jeito Atafona vai desaparecer”, concluiu.


 O fato também foi comentado na rede social facebook. “É o último suspiro de uma casa que proporcionou grandes alegrias e foi palco de muitas confraternizações, Réveillons e carnavais”, relatou outra jornalista.


Segundo o coordenador da Defesa Civil de São João da Barra, Adriano Martins Assis, o mar avançou cerca de cinco metros no local. “Uma casa caiu com o avanço do mar em Atafona, mas os moradores já haviam sido retirados do local. A área está sendo interditada. Em outro local, pescadores estavam em uma casa que já estava fechada, mas já haviam saído antes do avanço. Em locais de situação de risco, a Defesa Civil isola a área e coloca placas informando da interdição do local”, disse.






Fonte: Folha da Manhã | Blog Pense diferente

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

DEFESA CIVIL DE SJB REALIZA INTERDIÇÕES EM ATAFONA, APÓS CASAL SE FERIR

(Foto: Elis Gomes | SJBarra News)
Após um casal se ferir depois que parte da estrutura de uma casa desabou na noite desta quarta-feira (18), na rua Carlos Silva de Oliveira, na praia de Atafona, em São João da Barra (SJB), a Defesa Civil do município realizou intervenções pelo local na manhã desta quinta-feira (19). Na região, o cenário atraiu olhares de curiosos. Pessoas tiravam fotos e observavam os estragos causados pela força da natureza. Chamava atenção também outra casa – que pertencia ao jornalista já falecido Hervé Salgado – atingida pelo mar de Atafona. A estrutura na manhã desta quinta estava inclinada com o risco de cair a qualquer momento.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de SJB, Adriano Assis, o imóvel onde o casal se feriu estava interditado há cerca de quatro meses e estaria desabitada. Os pontos mais críticos em relação ao avanço do mar estão localizados nas ruas Carlos Silva de Oliveira, rua Capitão Nelson Pereira e rua do Farol. “Viemos fazer intervenção antecipada para carros não avançarem. Também tombamos o restante da estrutura da casa”, disse na manhã desta quinta.

Ainda de acordo com Adriano, os imóveis que estão na face da erosão costeira entre o trecho da caixa d’água até o Pontal estão interditados. “Três famílias antes do carnaval foram retiradas e estão em aluguel social”, destacou, acrescentando que outras três estão sendo acompanhadas e futuramente podem ser retiradas.

Adriano ressaltou também que em pontos mais críticos o mar chegou avançar cerca de dez metros e em outros pontos avançou cerca de cinco. “Devido o rio (Paraíba do Sul) assoreado, a tendência é avançar. A foz não tem força e o mar adentra. O vento nordeste também tem estado forte e colabora com a erosão em velocidade maior”, explicou.

O coordenador pediu a colaboração da população. “A gente faz a interdição e pede para que não se aproxime. É perigoso. Pedimos para que respeite as placas de sinalização”, concluiu.

Frequentadora de Atafona há cerca de 50 anos, Neusa Rocha, de 75 anos, contou que estava na casa de veraneio desde dezembro e nesta quinta estava arrumando as coisas para retirar do local, temendo que sua casa seja uma das próximas a ser atingida pelo avanço do mar. “Aqui tem história. Estou chateada”, lamentou.

Queda – O casal ficou ferido após parte da estrutura da residência cair na noite da última quarta-feira. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital Ferreira Machado (HFM). Na manhã desta quinta, a assessoria da unidade hospitalar informou que o homem, de 47 anos, e a mulher, de 53, estavam estáveis nos repousos masculino e feminino, respectivamente.




Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

MAR AVANÇA ENTRE FAROL E O AÇU E INVADE TAMBÉM A VARIANTE FEITA PELA PREFEITURA

(Foto: Divulgação)
O mar continua avançando no litoral de Campos e São João da Barra e invadiu a variante construída pela Prefeitura de Campos, através da Secretaria de Obras, Urbanismo e Infraestrutura. Equipes da Defesa Civil vão interditar o local nesta quarta-feira (21). A orientação é que os motoristas que estiverem no Farol, com destino ao Porto do Açu, não utilizem a estrada litorânea e, sim, o caminho alternativo a RJ-216, entrando em Baixa Grande, na rodovia municipal, que liga o distrito à localidade de Capela de São Pedro, onde tem acesso novamente à estrada litorânea.

– Logo cedo, a Defesa Civil estará no local para interditar a estrada. A nossa recomendação é que não utilizem esta estrada. O mar está avançando e é perigoso que o veículo seja arrastado para o mar – informa o secretário da Defesa Civil, Henrique Oliveira.

No último dia 06, foi necessária a primeira interdição na estrada litorânea entre o Xexé e Maria da Rosa, no Cabo de São Tomé. Devido à destruição de trecho da estrada, na curva situada nas proximidades da Ponte sobre o Rio Açu, em Maria Rosa, a Defesa Civil de Campos interditou a estrada para evitar acidente, com queda de veículos dentro do mar. Esta semana, foi concluída a construção de variante para facilitar o acesso no local mas, com o avanço do mar, o novo acesso foi destruído.




Fonte: Secom