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quinta-feira, 7 de maio de 2015

AMIGO PET: BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO


Se existe um assunto controverso entre os proprietários de cães e gatos é a castração, não é raro que eles estejam mal informados sobre o assunto.

Diferentemente da espécie humana, o “desejo sexual” nos animais está diretamente ligado a influências hormonais e com a perpetuação da espécie, não existindo nenhuma ligação psicologia para tal. É comum as pessoas acharem que o animal precisa se reproduzir pelo menos uma vez antes de ser castrado, esse fato não é verdadeiro, podendo o animal ser castrado antes mesmo do amadurecimento sexual.

A castração é responsável por trazer uma série de benefícios para o animal. Em machos reduz a zero as possibilidades de aparecimento de tumores de testículo, diminui a incidência de tumores de próstata, está ligada a redução de agressividade e pode suprimir comportamentos como a marcação de território através da micção, quando o animal é castrado ainda antes da puberdade. Em fêmeas reduz a zero as possibilidades de tumores de ovários e de útero e infecções uterinas, suprime distúrbios hormonais responsáveis pela pseudociese, ou “gravidez psicológica”, e quando a castração acontece antes do primeiro cio reduz significativamente as chances da cadela apresentar tumor de mama. 

Não podemos esquecer que a castração é um procedimento cirúrgico, logo precisam ser tomados cuidados tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório para que os riscos sejam minimizados e que somente um médico veterinário tem capacitação e autorização para realizar tal procedimento. 

A castração também é a forma mais eficaz e segura para controle populacional, diminuindo a incidência de animais abandonados e errantes. 

Castração é vida, é um ato de amor para como seu amiguinho. Se você o ama, não fique na dúvida, castre.





quarta-feira, 29 de abril de 2015

AMIGO PET: PORQUE NÃO MEDICAR O SEU ANIMAL EM CASA



A automedicação tem sido um problema enfrentado pelos médicos já há algum tempo dentro da medicina humana, pessoas que acham saber a origem de suas patologias tomam medicações sem nenhuma orientação médica. Qual o problema das pessoas se automedicarem para a medicina veterinária? É que as mesmas pessoas que tomam medicações sem orientação médica também medicam os seus pets sem nenhuma orientação de um veterinário.


Na rotina do consultório veterinário nos deparamos frequentemente com animais medicados de forma indevida pelo proprietário ou até mesmo tendo medicações “prescritas” por pessoas que não são qualificadas para tal. 

Você pode estar se perguntando: “Mas qual seria o problema de eu fazer um analgésico para o meu bichinho com dor?” 

Algumas coisas precisam ficar bem claras aqui. 

É fato que dentro da prescrição veterinária utilizamos muitas vezes de medicações similares as medicações de uso humano, porém nem todas as medicações de uso humano são adequadas para o uso veterinário, podendo levar o animal a quadros de hipersensibilidade, intoxicação e até mesmo a óbito dependendo da medicação utilizada e da dose administrada. 

Entre as espécies animais existem particularidades, por exemplo, a medição que eu utilizo para o cão nem sempre pode ser utilizada para o gato. E também existem alterações entre indivíduos da mesma espécie, onde certas raças podem ser intoxicadas com determinadas medicações, ou até mesmo indivíduos com alguma doença sistêmica que seja limitante para a utilização de algumas medicações. 


Na medicina o tempo entre o diagnóstico de uma patologia e o início do tratamento correto é determinante para o sucesso do tratamento. Por isso, quando o seu amiguinho estiver doente não perca tempo e nem corra o risco de agravar o seu quadro tentando medicá-lo em casa, leve-o ao veterinário. 

E nunca esqueça que o médico veterinário é o único profissional capacitado a prescrever qualquer medicação para o seu animalzinho.



sexta-feira, 27 de março de 2015

AMIGO PET: COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O SEU FILHOTE


Os “proprietários de primeira viagem” têm muitas dúvidas sobre os cuidados com o seu novo filhote, e em mais da metade das consultas pediátricas que chegam ao consultório, o proprietário está pouco informado ou até mal informado sobre os cuidados que deve ter com o seu animalzinho. Um dos primeiros cuidados que o filhotinho pode receber, a partir dos 15 dias de vida, é a primeira dose do remédio de verme, porém devem ser adotados alguns cuidados quanto à dosagem e ao tipo de remédio, para que sejam evitadas intoxicações. 

No período de desmame devemos estar atentos a qualidade da ração que é oferecida ao filhote, pois quanto melhor a qualidade nutricional do alimento oferecido melhor será o desenvolvimento do bebê, pois terá as suas necessidades nutricionais atendidas para que possa crescer de forma saudável, não deixando de ressaltar que, uma boa alimentação para a mamãe durante o período de gestação e amamentação também garantirá um bom desenvolvimento dos filhotes.

A partir dos 45 dias de vida já pode ser administrada a primeira dose da vacina polivalente, que iniciará a proteção do filhote contra as principais doenças infecciosas as quais ele está exposto e que lhe conferem risco de morte. O protocolo vacinal deve ser definido entre o veterinário e o proprietário, levando em consideração a raça do filhote, o ambiente em que vive e o manejo que será adotado. O seu novo amiguinho somente estará apto a passear na rua após o término do protocolo vacinal, nunca antes.

Lembre-se, o médico veterinário é o único profissional capacitado para prescrever medicações e administrar vacinas.