Profissionais da rede municipal de ensino voltaram a protestar pelo cumprimento de seus direitos e valorização da categoria nesta quinta-feira (30), na frente da sede da Prefeitura de Campos. O ato acontece na Rua Coronel Ponciano de Azeredo, que está interditada. A Guarda Civil Municipal (GCM) está no local.
Neste momento, o prefeito Frederico Paes está reunido com representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos de Campos (Siprosep).
Um dos diretores do Sepe Campos, Edson Braga, explicou o questionamento dos profissionais do magistério, principalmente em relação à reposição do piso salarial nacional da categoria.
“Nós temos o piso salarial nacional do magistério. Todo ano ele tem uma reposição. Em janeiro saiu a nossa reposição de 6,4%. E a prefeitura ficou na negociação acho que até maio daria um posicionamento, nesse posicionamento pagaria, inclusive, retroativo a janeiro. Saiu o dissídio, mas não saiu o piso. E o dissídio foi abaixo do que o piso recomenda. Então, o nosso questionamento era o seguinte: Se, por exemplo, a verba vem per capita, os municípios vizinhos fazem isso, por que que Campos não está fazendo?”, questiona.
Edson explicou ainda o que ficou acordado na última reunião e que ainda estava faltando o que era previsto.
“Na última reunião, ele deu o dissídio, mas ficou faltando 1.17%. Antes de ontem, ele chamou os representantes para tentar negociar e calar a mobilização. E a gente sabe que calando a mobilização, isso vai ficar só em acordo. E a gente não quer acordo, a gente quer coisa de forma prática. A categoria está aqui dizendo: eu quero o meu salário dentro do PIS e não somente um acordo com o papel”, disse o diretor do sindicato.

