O alerta é do comandante da Guarda Civil Municipal, Eliel Silveira: há criminosos que estão se infiltrando entre pessoas em situação de rua e aproveitando a vulnerabilidade de quem realmente precisa da assistência para cometer delitos. Segundo dados do Cadastro Único do Governo Federal, há em Petrópolis 463 pessoas vivendo nas ruas. Silveira afirma que, durante as ações de abordagem, a GCM primeiro tenta retirar objetos das pessoas que podem resultar em brigas de rua, como facas, por exemplo. No entanto, quando há suspeita, as forças de segurança podem levantar a ficha criminal dos indivíduos. Alguns casos chamam a atenção: tem sido cada vez mais frequentes pessoas de outros municípios com mais de 30 ou 40 passagens pela polícia, como foi o caso do homem preso acusado de cometer estupro próximo ao Abrigão do Alto da Serra. E além das várias passagens, há também quem tenha cometido delito nos mais diferentes municípios, até mesmo de outros Estados.
O comandante da Guarda Civil Municipal, no entanto, destaca que o problema é social e a maioria das pessoas que vivem nas ruas, de fato, passam por uma situação de vulnerabilidade e não devem ser atacadas ou marginalizadas. O diagnóstico de Silveira vem acompanhado da intensificação que a GCM têm feito para tentar minimizar o problema. Recentemente, a corporação fez um trabalho no entorno da antiga Rodoviária para evitar brigas ou até casos que levam à morte, como aconteceu em anos anteriores. O trabalho de segurança em si é uma das partes da ação intersetorial, que envolve Assistência, Saúde, Educação e outras pastas, e pode ser fortalecido, vale lembrar, com duas ações por parte do município: o concurso da Guarda, prometido pelo prefeito Hingo Hammes após mais de 20 anos; e o retorno das câmeras do Cimop, cujo sistema segue desmobilizado.
Assim a proliferação de ratos em toda a cidade vai acabar aumentando mesmo. Partisans registraram o lixo mal ensacado na Rua Sete de Abril, em pleno Centro Histórico, com restos de comida e outros bichos (quase literalmente). A Comdep bem que poderia passar ali e buscar uma solução com os comerciantes, porque a situação é crônica.
Com informações Les Partisans


