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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

CASA INCLINADA E ATAFONA PRAIA CLUBE SÃO DEMOLIDOS PELA DEFESA CIVIL

(Foto: Reprodução)
Uma equipe da Defesa Civil de São João da Barra inicia na tarde desta sexta-feira (11) o trabalho de demolição do Atafona Praia Clube. A medida foi determinada em decreto publicado no início de março. Também nesta sexta, a Defesa Civil já demoliu a “casa inclinada”, propriedade da família Salgado, que virou referência para turistas nos últimos meses. As duas construções ofereciam riscos de desabamento.

(Foto: Ralph Braz | Blog Pense Diferente)
O Atafona Praia Clube marcou a história de gerações de turistas, veranistas e apaixonados pelo místico litoral de “águas douradas”. A erosão costeira, que castiga o balneário com maior intensidade desde a década de 1970, já levou mais de 15 ruas e inúmeros imóveis. O clube — que já foi distante do litoral — está desativado há, pelo menos, cinco anos. No Diário Oficial do dia 7 de março deste ano, a coordenadoria municipal de Proteção e Defesa Civil determinou a interdição do imóvel e intimou os proprietários para demolir as edificações no prazo de uma semana, sob pena ação coercitiva por parte do ente público municipal (demolição) e reparação ao erário público. Expirou o prazo e ninguém apareceu para derrubar “com dignidade” os escombros do clube.

Como ninguém apareceu para demolição, a Defesa Civil acionou o Ministério Público Estadual (MPE) e pediu autorização para fazer o serviço. Em maio, o MPE emitiu documento de nada a opor. A partir daí, a Defesa Civil esperou o momento de ter o maquinário apropriado para demolição.

Vai embora mais uma parte da história de Atafona, que perde dia após dia a briga com o mar. A interdição do imóvel se faz necessária — e não é de hoje — devido ao abandono do prédio e o risco de desabamento, já que curiosos ainda visitam o espaço para ver de perto o poder de destruição que tem as ondas do mar. Isso não dá para negar.







Fonte: Blog do Arnaldo Neto

sexta-feira, 15 de maio de 2015

MPE DÁ AVAL PARA DEMOLIÇÃO DO ATAFONA PRAIA CLUBE

(Foto: Aluyso Abreu Barbosa)
O Atafona Praia Clube marcou a história de gerações de turistas, veranistas e apaixonados pelo místico litoral de “águas douradas” em São João da Barra. No entanto, um processo de erosão costeira castiga o balneário desde a década de 1970 e chegou ao prédio, que um dia já foi distante do mar. Diante do risco de desabamento e a possibilidade de invasores no espaço, a Defesa Civil Municipal interditou o imóvel em março e intimou proprietários, diretores ou sócios para demolir as edificações. Como ninguém compareceu, a coordenadoria do órgão enviou um ofício ao Ministério Público Estadual (MPE) solicitando o nada opor para que pudesse demolir o Praia Clube. Na última semana, chegou a SJB a decisão do promotor Leandro Manhães, no qual não se opõe à medida proposta, “desde que os órgãos competentes tenham avaliado a situação e concluído pela necessidade de demolição do imóvel”.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil em SJB, Adriano Assis, com a decisão expedida pelo MPE cabe somente ao órgão decidir pela necessidade de demolir ou não. Como anteriormente já havia sido solicitada a derrubada do prédio, o coordenador aponta que só depende do maquinário para realização do serviço. “Já fizemos o chamamento para proprietários, sócios e diretores, mas não compareceu ninguém. Com a decisão do Ministério Público, a gente vai ter que providenciar o maquinário específico para esse serviço”, informou.

A invasão do espaço é o maior risco apontado pelo coordenador da Defesa Civil sanjoanense. Segundo Adriano, famílias que tinham invadido o prédio anteriormente foram retiradas e amparadas por um projeto de aluguel social. Agora, existe um monitoramento para que não ocorram novas invasões. Além disso, o imóvel é referência para muitos, que visitam o espaço para os últimos registros antes da demolição ou antes do mar tomar todo edifício. “Parte do imóvel já foi tomado pelo mar. A demolição é necessária para evitar novos invasores”.

O Atafona Praia Clube foi ponto de encontro de várias gerações que escolheram o litoral de São João da Barra para passar alta temporada. Principalmente entre campistas e sanjoanense, muitos têm alguma história para contar tendo como pano de fundo as festas, encontros e bailes de carnaval no clube, que viveu seus tempos áureos entre as décadas de 1970 e 1980.




Fonte: Folha da Manhã

segunda-feira, 9 de março de 2015

VIROU HISTÓRIA: ATAFONA PRAIA CLUBE SERÁ DEMOLIDO EM SJB


(Foto: Aluysio Abreu Barbosa)
Ponto de encontro de várias gerações de veranistas que escolheram o litoral de São João da Barra na alta temporada, o Atafona Praia Clube deve ser demolido em uma semana. Devido ao avanço do mar que castiga o balneário desde a década de 1970 e já destruiu parte das dependências do clube, a Defesa Civil interditou o prédio e intimou os proprietários a executarem a demolição. A decisão foi publicada no Diário Oficial de sábado (07). Quem tem muitas histórias para contar, tendo como pano de fundo as festas, encontros e bailes de carnaval no APC, vê a medida com tristeza, mas também como uma necessidade.

Eleita “Rainha do Clube”, no início da década de 1960, a aposentada Sônia Ferreira, de 70 anos, relata como foi o período de ascensão e apogeu do clube, que atingiu o ponto alto nas décadas de 70 e 80 do século passado. Segundo ela, o clube elegia sua “rainha” anualmente, reunia campistas que veraneavam em Atafona e, além de festas, oferecia espaço para práticas esportivas. “O grande brilho do clube foi na década de 70, com os bailes de carnaval. Vinham bandas de fora, toda a sociedade campista se encontrava, brincava tranquilamente”, lembra Sônia.

De outra geração, a professora Nelita Campos, de 37 anos, recorda as aventuras de infância e juventude no clube. Os encontros aconteciam após os banhos de mar, horário no qual os amigos se reuniam na piscina. Ela também se lembra dos bailes de carnaval e lamenta a situação do espaço. “Sinto um enorme pesar em ver o clube assim. Dói o coração. Esse prédio é um símbolo da minha infância e juventude e de muita gente também”, comentou Nelita.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil de São João da Barra, Adriano Assis, explicou que o prédio já estava interditado e que a convocação dos proprietários para demolição tem como intuito evitar invasões nas dependências do clube, com risco de desabamento. “Foi feito um chamamento para que o presidente e sócios possam realizar a demolição por conta própria. Se não acontecer, a gente vai dar prosseguimento e entrar com uma ação no Ministério Público para resolver a questão”, explicou Adriano.






Fonte: Folha da Manhã