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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Pacientes reclamam de falta de medicamento em Campos

(Foto: Ralph Braz |  Pense Diferente) 
A falta de medicamento para tratamento de diabetes está gerando reclamações. Na manhã desta terça-feira (22), pessoas que fazem uso do Actos, para tratamento de diabetes tipo II, não encontraram encontraram o medicamento na farmácia do município.'

Além do medicamento para diabetes, pacientes também não encontraram o Besilato de Anlodipino, que previne infarto. Essas pessoas não foram informadas sobre o prazo para voltar a fornecer os medicamentos.

Até a publicação desta matéria a Secretaria Municipal de Saúde ainda não havia se posicionado sobre o caso.






Fonte: Campos24horas

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

SAÚDE FAZ RECADASTRAMENTO PARA DIABÉTICOS EM CAMPOS

(Foto: Ralph Braz)
A Secretaria de Saúde de Campos deu início nesta segunda-feira (8), ao recadastramento de pacientes que recebem medicamentos para o tratamento e o controle do diabetes (hipoglicemiantes). Cerca de 4 mil usuários de insulina deverão comparecer até 27 de fevereiro, de segunda a sexta, das 8h às 14h, à Farmácia Municipal, na sede da Secretaria.

A convocação foi publicada no Diário Oficial do município de sexta-feira (5). Este ano, a Secretaria Municipal de Saúde distribuiu cerca de 5 milhões de itens de medicamentos para mais de 30 mil pacientes diabéticos, incluindo os 4 mil usuários de insulina, como afirmou a gerente do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), Bruna de Araújo Siqueira.

- Quem não comparecer à secretaria no prazo estipulado, poderá perder o direito de acesso aos medicamentos. Algumas mudanças nos critérios de recebimento e a inclusão de novos medicamentos na grade do município tornaram o recadastramento necessário. Esses critérios constam no Protocolo Clínico Terapêutico elaborado pelo Departamento de Assistência Farmacêutica juntamente com os endocrinologistas da rede - disse.

Entre os critérios para receber os medicamentos estão: residência fixa em Campos e acompanhamento de um endocrinologista. Para o preenchimento do formulário de solicitação dos medicamentos, o paciente deverá agendar consulta com um endocrinologista. “Nos outros municípios só se consegue insulina por meio de processo judicial. Aqui em Campos, garantimos um acesso muito mais fácil aos nossos pacientes, por meio de processo administrativo”, destacou.




Fonte: Secom

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

PREFEITURA DE CAMPOS DÁ CALOTE NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM CÂNCER

(Foto: Ralph Braz)

A Secretaria Municipal de Saúde de Campos dos Goytacazes não pagou cerca de R$ 3,5 milhões que deve pelos serviços prestados pelos hospitais e clínicas do Dr. Beda. Alguns compromissos – como os referentes aos exames de genética – não foram pagos desde o ano passado. Também estão atrasados os pagamentos a pacientes recém-nascidos que precisaram ser socorridos na UTI neonatal. A experiência médica ensina que, nos casos de pacientes oncológicos ou neonatos, o sofrimento é de uma família inteira – e não somente da pessoa em tratamento.

Somente na Oncologia e nas unidades de maior complexidade – como a UTI neonatal – cerca de 3.500 pacientes correm o risco de ter seus tratamentos interrompidos. Sem a verba municipal – que é devida – o grupo de saúde fica descoberto para honrar os pagamentos de médicos, terapeutas e toda uma equipe de profissionais de saúde especializados no atendimento ao paciente.

Fica também impossível o pagamento de próteses, biópsias e medicamentos junto a laboratórios e fornecedores multinacionais. Para piorar a situação, no próximo dia 10 termina o exercício fiscal de 2013. Assim, todas as dívidas deste ano serão empurradas com a barriga para o ano que vem.

De acordo com o diretor do Oncobeda, André Porto, o setor de oncologia do Beda está prestes a entrar em estado de calamidade. “O câncer é uma das doenças mais delicadas que existem. Por isso, o tratamento necessita de continuidade. A prefeitura de Campos não paga o convênio com o hospital desde junho deste ano. Até agora não deixamos que este problema se refletisse no tratamento dos pacientes mas, se a prefeitura não pagar, não teremos mais como atender os quase 3.500 pacientes só do setor oncológico”, denunciou o médico.

Nas faturas que recebe, a prefeitura não paga desde exames de alta complexidade até simples medicamentos no valor de R$ 17 esbarram na má vontade e burocracia da máquina municipal. Uma paciente de 17 anos teve o tratamento suspenso porque a Secretaria Municipal de Saúde entende que o medicamento que ela usa deve ser prescrito somente a pacientes com mais de 18 anos. Pacientes do SUS, como o lavrador Carlos da Cruz e a dona de casa Regina Celia e a costureira Maria Francisca correm o risco de ter seus tratamentos - na luta contra o câncer - interrompidos.

“Esperamos que a prefeitura se solidarize com a situação da gente, que depende deste tratamento para sobreviver e coloque em dia o pagamento que está atrasado”, disse Teixeira. ”Já sofremos muito por sermos portadores desta doença terrível e nos fazer passar pela preocupação de ficarmos sem tratamento é uma covardia”, desabafou dona Regina.

Para que se tenha uma ideia, o serviço de oncologia é tão importante que a Secretaria Estadual de Saúde – sem poder atender a todos os casos que requerem tratamento e radioterapia - já entrou em contato com o Dr. Beda pedindo que atenda a estes pacientes, vindos de outros municípios do interior do estado. Afinal, o paciente com câncer tem urgência e vai aonde for preciso para ser atendido.

NOTA DE RESPOSTA

Em nota, a secretaria informou: O município está em dia com as obrigações administrativo-financeiras e vem cumprindo sua parte na contratualização com os hospitais. A Secretaria de Saúde repassou R$ 115.635.004,08 de recursos municipais e federais às unidades contratualizadas, este ano, referentes a procedimentos e serviços prestados de janeiro a setembro de 2013. 

Ao Grupo IMNE - diz ainda a nota - foram repassados R$ 7.845.888.53, incluindo serviços de nefrologia e atendimentos na Unidade de Assistência de Alta Complexidade (UNACON). Os serviços executados em outubro são processados em novembro e pagos em dezembro.

A nota - enviada por e-mail - diz ainda: O vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, explicou a dinâmica da Administração Pública. “Assim que as Secretarias Municipais de Saúde recebem as contas médicas das instituições conveniadas, elas são enviadas para o Ministério da Saúde e, somente depois, efetuamos o pagamento”, disse.


Fonte: Terceira Via