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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Demissão de terceirizados do Isepam gera revolta em pais de alunos


Pais de alunos do Isepam (Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert) iniciaram uma mobilização a fim de que a unidade possa funcionar normalmente no ano de 2017, já que todos os funcionários terceirizados através da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) foram demitidos. Na noite desta quinta-feira (25), foi realizada uma reunião entre pais, professores e a direção da escola onde foram debatidas medidas a serem tomadas com a situação.

Cerca de 40 contratados que exercem atividades na limpeza, portaria e serviços administrativos estariam de aviso prévio, encerrando suas funções no próximo dia 30.

“Eu me sinto lesada com essa situação, porque meu filho está sem aula. Os terceirizados foram demitidos e não tem funcionário para cuidar da escola e das crianças. Eu espero que o Estado resolva essa situação porque a escola não tem nada a ver com isso. A escola está cumprindo com a parte dela e quem tem que resolver é o governo”, disse Luana Rangel, mãe de aluno.

Tatiane Mota, de 20 anos, mãe de dosi alunos também falou ao Campos 24 Horas. “Eu me sinto humilhada. O Estado está falido. Se paramos a escola mais uma vez, em janeiro o problema não vai estar resolvido. Já temos vários pedidos no Ministério Público e até agora nenhum foi ouvido. Se a gente entrar com outro processo nós não vamos conseguir nada. O ano letivo era pra terminar em abril. meu filho não tem base nos estudos, ele começou o ano atrasado e vai terminar atrasado, e se parar de novo nós só vamos prorrogar o problema”, disse Tatiane acrescentando que ela propõe que os pais assumam o lugar dos funcionários para que a escola não feche. “Se o Governo não faz, nós temos que acompanhar nossos filhos. Se tiver precisando de limpeza nós temos que limpar, se está precisando de vigia nós temos que dar um jeito e colocar a escola para andar. Eu proponho que a gente venha limpar, que a gente arca com vigilantes, porque tem muitos pais e nãoo vai ficar pesado para ninguém, pedir apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar para a escola continuar aberta. Protesto, manifestação, Ministério Público nós vamos fazer, mas ficar parado não vai adiantar”.

Tatiane destacou ainda que a escola está sem merenda há pelo menos um mês, mas que isso não pode deixar a escola parar. “A escola é nossa. Os nossos filhos estão aqui dentro e nós temos que lutar para a escola continuar aberta”, concluiu.

A direção da unidade escolar preferiu não comentar o caso.






Fonte: Campos24horas