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quarta-feira, 25 de maio de 2016

SJB recebe R$ 5,2 milhões de royalties em maio



São João da Barra recebe R$ 5.217.388,17 nesta quarta-feira (25) referente aos royalties de petróleo do mês de maio. O valor é 10% superior ao repassado no mês passado, quando a administração pública recebeu R$ 4.733.032,53. Em 2015, neste mesmo mês, SJB recebeu pouco mais de R$ 8 milhões.

Confira o valor dos royalties para todos os municípios da região aqui, na Folha Online, e nesta quarta-feira (25) na Folha da Manhã.

A situação econômica do município sanjoanense não é das melhores, o que levou o prefeito Neco (PMDB) a decretar emergência econômico-financeira no último domingo. A medida foi necessária devido a constantes quedas na arrecadação dos royalties do petróleo, fonte responsável por cerca de 2/3 das receitas de São João da Barra.

— Em 2014, arrecadamos R$ 425 milhões, no ano passado caiu para R$ 346 milhões e neste ano até agora R$ 88 milhões. Neste ritmo, arrecadaremos R$ 250 milhões neste ano, ou seja, uma queda brusca que nos fez ter necessidade imediata de corte de despesas — explicou Neco.

A queda na última parcela da participação especial agravou a situação do município sanjoanense. “Nosso município chegou a receber R$ 35 milhões de participação especial. Neste mês, entrou apenas R$ 1, 9 milhão. Então, não tem como administrar um município sem dinheiro. Nós fizemos um planejamento em receber tal valor, mas vem muito aquém do esperado e acaba complicando as finanças do município”.









Fonte: Blog do Arnaldo Neto

sexta-feira, 13 de maio de 2016

“Rombo parcelado em 60 vezes”

( Foto: Tércio Teixeira  |  Folha da Manhã))
A Câmara de Campos aprovou nessa quarta-feira (11) o Projeto 0041/2016, pelo qual a Prefeitura de Campos pode parcelar a dívida que tem com o PreviCampos. Como garantia, foi fixado o chamado “crédito podre” do Fundecam – dívidas que empresas têm com o Fundo de Desenvolvimento de Campos. A dívida é referente ao período de novembro de 2014 a abril de 2016 e o parcelamento será em 60 meses. O projeto, que chegou aos vereadores um pouco antes da sessão para ser votado em regime de urgência, gerou muita discussão. “A prefeita quer parcelar em até 60 meses o rombo que ela mesma provocou”, disparou o vereador Marcão (Rede). Também foi aprovado, este por unanimidade, o Projeto 0039/2016, que reajustou em 9,39% os salários dos servidores.

A aprovação ocorreu com votos contrários dos vereadores Marcão, Nildo Cardoso (DEM), Rafael Diniz (PPS), Fred Machado (PPS), Tadeu To Contigo (PRB), Dayvison Miranda (PSDC), Zé Carlos (PSDC), Gil Vianna (PSB) e Genásio (PSC). Eles alegaram a necessidade de discutir mais profundamente o assunto e disseram que o presidente do Siprosep, Sérgio Almeida, esteve na Câmara ontem em reunião apenas com a bancada governista. A Folha não conseguiu falar com o presidente do Sindicato.

Os vereadores de oposição e independentes reagiram ao projeto e à urgência pedida pelo Executivo. A sessão chegou a ser interrompida e prorrogada posteriormente, só terminando por volta das 16h30.

Para o vereador Rafael Diniz, o caso é de extrema gravidade: “O projeto de lei compromete o futuro dos nossos servidores. Votei contra, mas a maioria governista a favor, sendo aprovado o pedido. Ele permite o parcelamento e reparcelamento de débitos do governo com o Regime Próprio de Previdência Social, o fundo do nosso servidor público. Já venderam o futuro de Campos e agora dos servidores públicos. “Estão desesperados. Querem saquear o que puderem porque sabem que o próximo gestor não será do grupo deles”, disse o vereador José Carlos.

Líder da oposição, Nildo Cardoso questionou: “Como eles querem parcelar em 60 vezes uma dívida deles, que só têm mais oito meses de governo?”. O prazo, entre outros fatores, também foi questionado por Marcão: “A prefeita quer parcelar em até 60 meses o rombo que ela mesma provocou. Vamos encaminhar ao Ministério Público Estadual para que seja feita auditoria nas contas do Previcampos”.

Para Vereador Dayvison Miranda a história é repetida: “Essa história já vimos lá atrás. Quando Garotinho foi governador raspou também o fundo dos servidores da Cedae com a desculpa que iria despoluir a Baia da Guanabara. A Baia da Guanabara continua poluída e os servidores ficaram à míngua”.

Vice-líder do governo, Paulo Hirano (PR) defendeu o projeto, afirmando que beneficiará servidores ativos e inativos: “O projeto está dentro da legalidade”.

Líder do governo, Mauro Silva (PSDB) também defendeu o projeto, destacando o esforço que o governo vem fazendo “em benefício do servidor” e acrescentando que os salários são mantidos em dia, ao contrário de outros locais.

Ex-secretário apontou “créditos podres”

No último dia 12 de abril, o blog do Bastos replicou postagem do economista Jose Alves de Azevedo Neto, que já atuou como secretário do governo Rosinha, chegando a representar os rosáceos nos debates sobre Orçamentos anuais na Câmara. Na postagem, José Alves apontava uma manobra, com utilização de “crédito podre”, para amortizar a dívida da Prefeitura de Campos com o Previcampos.

A operação antecipada pelo economista usaria como moeda de pagamento à Previcampos, dívidas da Fábrica de Macarrão Duvêneto Indústria de Alimentos Ltda — valor de R$ 25.349.979,64 — e a da Fábrica de Fraldas Jeová Industrial Ltda, valor de R$ 18.400.390,51. As duas empresas no passado não honraram seus pagamentos com o Fundecam e essas dívidas seriam repassadas à Previcampos.

No projeto aprovado ontem, o valor autorizado para ser amortizado pela Prefeitura é de R$ 250.668.915,87, através de direitos de créditos de dívidas de empresas inscritas no Fundecam.








Fonte: Folha da Manhã

quinta-feira, 12 de maio de 2016

“Venda do futuro”: R$ 367 milhões na conta e prestações até 2026


Como mostra o blog “Na Curva do Rio”, da jornalista Suzy Monteiro (aqui), a Prefeitura de Campos anunciou nesta quarta-feira (11) a sua terceira “venda do futuro” em menos de um ano e meio. O valor, adiantado por este blog no último dia 05 (aqui), foi de R$562 milhões.

Porém, em seu comunicado oficial, a Prefeitura esclarece que R$ 195 milhões nem chegaram a entrar nos cofres, já que foram usados para “quitar integralmente o saldo da cessão anterior”. Ainda segundo o comunicado, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) terá R$ 367 milhões para “investimentos em todos os setores do município”.

Juros – O comunicado da Prefeitura não fala sobre os juros oriundos desta terceira “venda do futuro”. Na operação anterior o mistério só foi divulgado quando o advogado José Paes Neto teve acesso ao contrato. Naquela operação o governo havia se comprometido a pagar cerca de R$ 110 milhões só de juros (aqui). De acordo com o comunicado, o parcelamento vai durar uma década.

“Venda do futuro” no balcão de negócios do impeachment – Matéria do jornalista José Casado, publicada em abril no “Extra” (aqui), revela as negociações nos bastidores de Brasília. De acordo com a reportagem, o empréstimo de Campos entrou na negociação.








Fonte: Blog do Bastos | Blog Na Curva do Rio | Extra | Ascom

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

PRESENTE DE NATAL: VENDA DOS ROYALTIES É DE R$ 712 MILHÕES

(Foto: Ralph Braz | Blog  Pense Diferente)
A antecipação de Royalties pela Prefeitura de Campos, no valor de R$ 712.500,000,00, já está concretizada e publicada, agora no início da tarde, numa edição on line do Diário Oficial do Município. A Caixa Econômica Federal é o agente financiador e a operação, conforme extrato de contrato, foi feira com base na Resolução 02/2015 do Senado Federal, ou seja, o município só poderá utilizar 10% do que receber de royalties por ano para pagar o empréstimo.

A taxa de juros não foi anunciada.






Fonte: Blog Eu Penso que... | Blog Na Curva do Rio