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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

CAMPANHA PARA O FIM DOS "PRIVILÉGIOS"A DEFICIENTES ERA PEGADINHA

(Foto: reprodução Facebook)
O mistério por trás da campanha que pedia o fim dos "privilégios" dos deficientes, por meio de um outdoor em Curitiba e das redes sociais, foi revelado nesta tarde (1). Trata-se de uma campanha publicitária do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoas com Deficiência. "O choque que vocês sentiram é o nosso alívio. Nós colocamos essa campanha no ar e conseguimos chamar a atenção de milhões de pessoas para os nossos direitos", disse a presidente do Conselho, Mirella Prosdocimo, na página da Prefeitura de Curitiba, no Facebook. 

A campanha foi planejada para discutir o Dia internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado na quinta-feira (3). "O absurdo na internet durou só um dia, mas as pessoas com deficiência enfrentam esse desrespeito todos os dias. Pedimos que cada um que se revoltou na internet seja uma voz real na luta pelo respeito aos nossos direitos, que não se calem ao ver uma pessoa com deficiência sendo desrespeitada ou discriminada", disse Mirella. De acordo com dados do Censo 2010, 24% da população do Brasil tem algum tipo de deficiência.

A reação, no entanto, foi negativa. Nas redes sociais da Prefeitura de Curitiba, os comentários foram, em maioria, negativos à ação. "Os fins não justificam os meios. Existem outros meios de chamar a atenção. Péssimo exemplo de ética publicitária. Mesmo que honrosa a tentativa, lamentável a execução", disse um usuário de rede social. "Dessa vez, acho que não foi uma boa campanha. Acabaram sendo ditas muitas coisas pesadas pelos 'apoiadores' e não sei se o impacto foi justamente o contrário", comenta outro seguidor.

Essas campanhas são conhecidas como teaser – oriundo do inglês "provocação". Normalmente realizada em outdoors, a ação conta com uma frase polêmica, que depois de um período se revela para a compreensão da mensagem inicial. Para o professor de Ética e Legislação Publicitária da Escola de Comunicação e Negócios da Universidade Positivo, André Tezza, a campanha desrespeita o artigo 48 do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). 

"Fala-se explicitamente que você não pode mentir na primeira mensagem e não pode abusar da boa-fé do consumidor. Portanto, do ponto de vista do Conar, não se pode fazer esse tipo de campanha", diz Tezza. Na opinião do professor, a estratégia foi perigosa, polêmica e arriscada. "Trata-se de um momento conturbado do país para uma campanha que fala em restringir direitos em um primeiro momento. Além de poder não ter o efeito esperado, ela usa uma mentira com o propósito de conscientizar. É um paradoxo que muitos não aceitam", diz.

A campanha entra agora em uma segunda fase, que inclui a mudança na mensagem do outdoor instalado - pichado na segunda-feira (30). O novo painel ganhou uma tarja preta sobre o "fim dos privilégios" e questiona: "Se tantos se revoltaram, por que tantos ainda desrespeitam?"







Fonte: UOL

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

SJB FOI PIONEIRA NA CONSTRUÇÃO DE PASSARELAS DE ACESSIBILIDADE NO ESTADO

(Fotos: Ralph Braz)
São João da Barra foi o primeiro município no estado do Rio de Janeiro a construir passarelas de acessibilidade.
Todo o conjunto faz parte do projeto Praia Acessível, que foi feito com o objetivo de iniciar um projeto de ampliação do turismo aos portadores de necessidades especiais. 

São João da Barra possui quatro passarelas de acessibilidade ( Três em Grussaí e uma em Chapéu do Sol) que permitem aos portadores de necessidades especiais chegarem à beira-mar.  Além das passarelas a é colocado à disposição de quem precisar, cadeiras anfíbias e monitores. O conjunto de passarelas tem ainda um quiosque, onde ficam as cadeiras, rampas de acesso e piso especial para deficientes visuais, facilitando ainda mais o acesso à praia.


As passarelas foram feitas e entregues no governo da ex- prefeita Carla Machado, que na época destacou a importância das passarelas e disse que o município é reconhecido por ter realizado um grande trabalho de acessibilidade. "Essa é a verdadeira essência. Inaugurar uma obra simples, mas de grandiosidade. É uma obra de grande importância porque permite o direito a todos".

De acordo com um dos colaboradores do projeto Praia Acessível, Maurício Ribeiro Pedra, 25, o fluxo de cadeirantes aumenta no verão. Além disso, explicou que os colaboradores que prestam serviço trabalham por escala – trabalha um dia e folga outro. 


— Há dias no verão que transportamos oito cadeirantes à orla. Algumas vezes esperamos e outras vezes, eles nos ligam para buscá-los. Acredito que este projeto é um dos mais enriquecedores da cidade, porque promove lazer a todos. Tenho um tio que precisa desta assistência — destacou. 

Maurício lembrou que, diversas vezes, os familiares das pessoas que precisam deste cuidado pensavam que o trabalho era custeado. “Houve dias que as pessoas queriam nos pagar, porque pensavam que ganhávamos cada vez que levássemos alguém até à praia”.








Fonte: Blog Pense diferente