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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

PRIMEIRO CASO DE FEBRE MACULOSA PODE TER SIDO REGISTRADO EM CAMPOS

(Fotos: Ralph Braz)
A secretaria de Saúde de Campos aguarda o resultado da análise de material de um homem que esteve internado por 16 dias no Centro de Referência da Dengue (CRD), no Hospital Plantadores de Cana (HPC) com suspeita de febre maculosa, doença transmitida por carrapatos da espécie estrela. As amostras foram encaminhadas a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e os resultados sairão dentro de 15 dias.

O paciente, identificado pelas iniciais C.O.C., 58 anos, teve alta nesta quarta-feira (25/02) após tratamento intensivo para combater a doença. Ele é morador da localidade da Tapera e teria contraído a doença após caçar pacas (roedores da mesma família da capivara) na região do Morro do Itaoca, em Campos.

De acordo com o diretor do CRD, Luiz José de Souza, o homem chegou ao Hospital com quadro febril, dor de cabeça e no corpo, desânimo e maculopápulas petequiais (pintinhas hemorrágicas semelhantes a picada de pulga e que, às vezes, ocorrem pequenas hemorragias subcutâneas nesses locais). A princípio, houve uma suspeita de leptospirose, o que foi descartada mediante a história contada pelo paciente, que dias antes da internação, teria saído para caçar e pescar.


“Ele é um caçador típico de paca e tatu, dois hospedeiros do carrapato-estrela e também pescador em rios, cujo leito é o habitat natural das capivaras. Outra coisa é que ele apresentou uma lesão na perna parecida com picada de carrapato. Eu não tenho dúvidas de que é febre maculosa, mas somente a sorologia poderá confirmar”, avaliou Luis José.

Em 2014, um surto da doença matou pelo menos quatro pessoas no Noroeste Fluminense. Os casos foram registrados nos municípios de Natividade, Varre-Sai, Itaperuna, Porciúncula e Bom Jesus do Itabapoana.

Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Não existe transmissão da patologia de uma pessoa para outra e nem vacina contra a febre maculosa brasileira. No Brasil, há casos da doença principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco.





Fonte: Ururau

segunda-feira, 28 de julho de 2014

MAIS UMA MORTE POR FEBRE MACULOSA NO NOROESTE DO RJ


A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde confirmou mais uma morte por febre maculosa no Noroeste Fluminense. A coordenação de epidemiologia de Varre-Sai informou que a vítima é um homem. Até o momento, já são quatro óbitos provocados pela doença, três em Varre-Sai e um em Natividade. Ainda há 71 casos suspeitos sendo investigados. As amostras passam por análise laboratorial e aguardam confirmação. As notificações foram registradas em localidades nos municípios de Natividade, Varre-Sai, Itaperuna, Porciúncula e Bom Jesus do Itabapoana.

Técnicos da Vigilância Epidemiológica estadual e agentes municipais de saúde seguem fazendo coleta para análise do carrapato da espécie Amblyomma Cajennense, popularmente conhecido como "carrapato estrela", principal transmissor da doença. Ele pode ser encontrado mais comumente no pelo de cães, cavalos e capivaras.

A febre maculosa é uma doença febril que pode evoluir até formas graves. Após ser infectada pelo carrapato, a pessoa pode levar até uma semana para apresentar os primeiros sintomas. Os mais comuns são cefaleia, dores musculares e dores nas articulações. A febre maculosa tem tratamento e deve ser iniciado imediatamente após a primeira suspeita. Deve-se procurar atendimento médico e evitar a automedicação tão logo apareçam os sinais da doença.



Fonte: Portal G1 | InterTV