Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) concentraram boa parte dos ataques durante o debate entre os candidatos ao Governo do Rio promovido pela TV Globo na noite desta terça-feira (29). A cinco dias do primeiro turno, o encontro também teve confrontos envolvendo Anthony Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo), além de discussões sobre segurança, educação, transportes, emprego e desenvolvimento regional.
Mediado pela jornalista Ana Paula Araújo, o debate teve quatro blocos e permitiu perguntas diretas entre os candidatos.
Mediado pela jornalista Ana Paula Araújo, o debate teve quatro blocos e permitiu perguntas diretas entre os candidatos. Logo no primeiro, Ruas e Paes abriram uma sequência de embates ao discutirem transporte público e a implantação da Linha 3 do metrô.
Ruas questionou promessas feitas anteriormente por Paes, enquanto o candidato do PSD rebateu com críticas à passagem do adversário pela Secretaria estadual das Cidades.
A temperatura voltou a subir no segundo bloco, quando Ruas questionou Paes sobre violência contra a mulher. O candidato do PSD prometeu ampliar a Patrulha Maria da Penha e criar oito delegacias especializadas com funcionamento 24 horas. Ruas contestou as propostas e trouxe para o confronto acusações envolvendo Pedro Paulo, aliado de Paes. O candidato rebateu afirmando que Pedro Paulo havia sido inocentado.
No quarto bloco, os dois voltaram a se enfrentar, desta vez sobre atendimento a pessoas com autismo. Paes reconheceu que havia utilizado anteriormente uma expressão inadequada ao abordar o tema e pediu desculpas caso tivesse ofendido alguém.
O confronto extrapolou a discussão sobre políticas públicas. Paes atacou a trajetória política de Ruas e vinculou o adversário ao grupo de Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar. Nas considerações finais, reforçou a estratégia ao afirmar que a candidatura do PL representava a continuidade do atual grupo político estadual.
Ruas respondeu associando Paes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apresentou sua candidatura como alternativa ao grupo adversário.
Garotinho pressiona Paes sobre Perimetral
Outro momento de forte tensão ocorreu no quarto bloco. Depois de Paes usar uma pergunta a Garotinho para criticar Ruas, o ex-governador mudou o rumo da discussão e passou a cobrar explicações sobre o destino das vigas de aço retiradas da Perimetral.
Garotinho insistiu no assunto e afirmou que as estruturas teriam sido levadas ao Porto do Rio e posteriormente ao Catar. Paes contestou a acusação e disse que a área portuária era administrada por meio de uma parceria público-privada e que as vigas estavam sob responsabilidade de uma empresa privada.
Garotinho e André Marinho ainda voltaram a atacar Paes ao discutirem concessões de cemitérios realizadas durante a administração municipal. As acusações levaram Paes a obter direito de resposta.
Segurança, educação e alianças também dominam debate
Garotinho e Marinho protagonizaram outro confronto ao discutir segurança pública. O ex-governador apresentou sua proposta de criação do “Bope 2.0”, enquanto Marinho defendeu uma estrutura integrada de segurança. Em outro momento, Garotinho citou supostas listas envolvendo políticos e investigações.
William Siri concentrou parte de suas intervenções em propostas como o fim da escala 6×1, reestatização de serviços públicos, valorização dos profissionais da educação e desenvolvimento econômico associado às universidades.
Ao final, os candidatos usaram as considerações finais para reforçar as diferenças políticas e pedir votos, encerrando um debate em que as propostas dividiram espaço com acusações e confrontos diretos na reta final da campanha.


