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terça-feira, 9 de junho de 2015

INTERDIÇÃO DA SANTA CASA PRORROGADA POR MAIS UM ANO

(Foto: Ralph Braz)
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve a prorrogação da intervenção judicial da Santa Casa de Misericórdia de Campos dos Goytacazes, por mais um ano, a contar de 18 de junho. A medida foi determinada pelo juiz da 1ª Vara Cível de Campos, Ralph Machado Manhães Júnior, a pedido do titular da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Campos, Leandro Manhães.

Ao requerer a prorrogação da intervenção, o MP alegou que mudanças e melhorias ainda precisam ser feitas, principalmente em relação à revisão de contratos de locação de imóveis de propriedade da Santa Casa, rescisão de alguns contratos prejudiciais à instituição e equacionamento de dívidas, bem como, a revisão do estatuto, para criar um sistema de controle das ações dos futuros gestores.

Em dezembro de 2014, o Ministério Público obteve a intervenção judicial da Santa Casa por 180 dias, e o afastamento de Benedito Marques dos Santos das funções de provedor da Santa Casa, e das demais instituições vinculadas. Como interventor, o juízo da 1ª Vara Cível de Campos nomeou o ouvidor da Secretaria Municipal de Saúde de Campos, Paulo Cesar Barcelos Cassiano e, na sequência, mais 3 interventores, formando uma Junta Interventora de 4 membros. A liminar suspendeu ainda o ato de posse da nova diretoria, eleita às pressas no dia 10 de dezembro, e decretou a indisponibilidade dos bens da instituição.
(Fonte: Assessoria)

O Blog Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa, anunciou a prorrogação primeiro aqui.




Fonte: Blog Na Curva do Rio

quinta-feira, 21 de maio de 2015

MPF REALIZA INSPEÇÃO NA SANTA CASA DE CAMPOS

(Foto: Ralph Braz)
Dando continuidade a série de fiscalizações pelos hospitais da região, agentes do Ministério Público Federal (MPF) realizam nesta quinta-feira (21) uma inspeção na Santa Casa de Misericórdia de Campos, que está sob intervenção.

Os agentes estiveram na farmácia da unidade hospitalar, onde vistoriaram medicamentos. Nenhuma irregularidade foi encontrada no hospital.



Fonte: Folha da Manhã

sábado, 3 de janeiro de 2015

SANTA CASA: VÁRIOS MÉDICOS E FUNCIONÁRIOS PARARAM DE TRABALHAR POR FALTA DE PAGAMENTO

(Foto: Ralph Braz)
Vários médicos e funcionários que não recebem seus salários já não comparecem para trabalhar. Carência de materiais, sobretudo de medicamentos. A UTI não recebe pacientes. Essa é a situação da Santa Casa de Misericórdia de Campos, uma instituição mergulhada em dívidas, e sob intervenção da Justiça por causa de denuncias de irregularidades.

Diante disso, o hospital pode fechar as portas. A afirmação é do gerente administrativo do hospital, Wandre Freitas Viana Júnior. Segundo ele, a Prefeitura de Campos tem ajudado de forma significativa. Mesmo assim, as internações nas enfermarias do hospital podem ser interrompidas.

No dia 19 de dezembro, o interventor Paulo César Barcelos Cassiano assumiu o comando do hospital por determinação da Justiça, que afastou o provedor Benedito Marques por seis meses após denúncias de médicos sobre inúmeras irregularidades, entres as quais mortes de pacientes, utilização de stents vencidos em cirurgias cardíacas e falta de medicamentos. Ao assumir, Paulo Cassinao admitiu que o hospital se encontra numa situação muito difícil. Entre as dívidas, o interventor destaca a situação dos funcionários e médicos que há dois meses não recebem seus salários, além de pagamentos atrasados de fornecedores e prestadores de serviços.



Fonte: Campos 24 horas

terça-feira, 3 de junho de 2014

IDOSO FICA PRESO EM ELEVADOR DA SANTA CASA E VEM A FALECER

(Foto: Ralph Braz)
Idoso fica preso em elevador da Santa Casa de Misericórdia de Campos, e vem a falecer. O idoso estava sendo transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo(UTI) da Santa Casa.  De acordo com a direção do Hospital os dois elevadores da instituição estão com a manutenção em dia e que se tratava de uma fatalidade.

Tentaram arrombar a porta para poder socorre-lo só que constataram que o idoso havia falecido.

Parece que o problema com o elevadores do hospital, é um antigo. Leia o depoimento abaixo:


"Deu agora que morreu paciente de infarto, parada do elevador na Santa Casa, já aconteceu quando minha esteve internada, nossa levou muito tempo para abrir, e depois mandaram minha mãe passar pela triagem, havia uma enfermeira de outro setor que ficou desesperada, minha mãe na época saindo de uma endoscopia teve um pico de pressão!!! Pelo que estou vendo os elevadores do hospital sempre param por lá!!"

ATUALIZADO

(Foto: Saulo Garcez/ Campos24horas)
Na tarde desta terça-feira (3), um idoso de 72 anos morreu no elevador no Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Campos.O fato aconteceu depois que o paciente passou mal ainda no quarto, junto com sua acompanhante. Os enfermeiros foram chamados, e ao realizar os primeiros procedimentos entraram no elevador para encaminhá-lo até o Centro de Tratamento Intensivo (CTI).

Segundo familiares da vítima, o elevador parou quando ele estava sendo socorrido. Em seguida o elevador foi arrombado, mas o idoso não resistiu e acabou morrendo.

Para o gerente administrativo da Santa Casa, Vandre Freitas Junior foi uma fatalidade. Ele falou aoCampos 24 Horas “Houve uma pane no elevador e acabou acontecendo essa fatalidade. Digo fatalidade porque ele passou mal ainda no quarto junto com a acompanhante. Foi socorrido, mas durante o socorro o elevador infelizmente travou”, disse Vandre.

Ainda de acordo com Vandre, as circunstâncias da morte serão apuradas. “A OTIS Elevadores é a que cuida de toda essa parte de manutenção aqui na Santa Casa. O fato será apurado, e a justiça apurará os culpados pelo fato”, concluiu.O gerente informou que o idoso chegou ao CTI depois que funcionários da Santa Casa arrombaram a porta do elevador. “O paciente foi levado a CTI, mas não resistiu ao infarto”, lamentou Vandre.




Fonte: Blog Pense diferente/ Campos24horas

quarta-feira, 21 de maio de 2014

SANTA CASA DE CAMPOS VAI FECHAR MATERNIDADE

(Foto: Ralph Braz)
Após cerca de 60 anos de funcionamento, a Santa Casa de Misericórdia de Campos vai fechar a sua Maternidade e o seu setor de pediatria a partir do dia 1º de Junho. Segundo o provedor Benedito Marques, há seis anos os serviços dão um prejuízo mensal de cerca de 80 mil reais e os repasses do SUS são mínimos, além da enorme dificuldade de contratação de médicos e a evasão natural dos antigos profissionais por aposentadoria e falecimento. 

Ele garante que outros hospitais filantrópicos, como Beneficência Portuguesa e Plantadores de Cana, têm capacidade para absorver os pacientes, já que a Santa Casa só realizava 90 partos mensais, o que não daria para cobrir nem a folha de pagamento. A instituição pretende utilizar os espaços para Psiquiatria e Clínica Médica.



Fonte: Blog do Esdras


terça-feira, 11 de março de 2014

HÁ 70 ANOS, O NOVO PRÉDIO DA SANTA CASA ERA ENTREGUE EM CAMPOS

(Foto: Ralph Braz)

No dia 11 de Março de 1944 (há 70 anos) foi entregue à Santa Casa o novo prédio construído pelo industrial José Carlos Pereira Pinto.

A antiga sede da Santa Casa de Misericórdia de Campos datava de 1792, e localizava-se ao lado da Igreja Mãe dos Homens e Cemitério da Irmandade. A atual sede foi projetada por José Carlos Pereira Pinto, e inaugurada no ano de 1944.


Inaugurada em 25 de julho de 1790, junto a esta igreja havia sido estabelecido um hospital (Santa Casa de Misericórdia), com seu compromisso aprovado pela rainha de Portugal, Dona Maria I, em 1791. A Igreja pertencia à Irmandade de Nossa Senhora Mãe dos Homens e funcionava como capela da Santa Casa de Misericórdia de Campos.


A Irmandade é bastante antiga e é fruto típico do regime do Padroado. Já funcionava em 1786 na Igreja Matriz de São Salvador (igreja que deu lugar à atual Catedral-Basílica) como entidade religiosa e cívica. Os "irmãos" resolveram ter sua sede (igreja) própria e, em terreno doado pela Câmara Municipal na própria praça da matriz (Praça São Salvador), iniciaram a construção da Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, onde em 1790 já se realizavam os serviços religiosos. Foi edificado um hospital, com poucos leitos, junto da Igreja, e um cemitério, na parte de trás do terreno. A Rainha de Portugal Dona Maria I, mãe de Dom João VI, foi quem aprovou em 1792 o compromisso da Irmandade em formar a Santa Casa de Misericórdia como hospital beneficente, exemplo concreto da caridade operante das antigas irmandades religiosas.


A Igreja se situava na parte da Praça São Salvador, na proximidade do Rio Paraíba, naquela que ficou conhecida como Praça das Quatro Jornadas, fazendo esquina com a "Estrada do Saco", atual Av. Alberto Torres.


Quem procurar a Igreja, o Hospital e o Cemitério só encontrará o atual estacionamento. Todo o complexo foi demolido depois da transferência, em 1948, para o endereço atual (Av. Pelinca e Voluntários da Pátria).

O hospital atualmente possui um auditório com 200 lugares e, ao lado, uma sala de reuniões dos conselheiros com retratos a óleo dos antigos provedores e mobiliário de época.



Fonte: Ururau

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

HOSPITAIS DE CAMPOS RECEBERÃO R$ 7,5 MILHÕES DO GOVERNO FEDERAL

(Fotos: Ralph Braz)

Quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS) sabe o quanto é complicado marcar um exame ou até mesmo esperar por um procedimento cirúrgico. O problema atinge todo o país, e em alguns estados é alarmante. No Rio de Janeiro algumas medidas estão sendo tomadas a fim de amenizar esses e outros transtornos.

No Estado, o Ministério da Saúde liberou mais de R$ 50,7 milhões para 30 unidades da Santa Casa e demais entidades filantrópicas de 23 das 27 unidades da Federação. 

No município de Campos, o Hospital Plantadores de Cana é a unidade que vai receber o maior valor da verba, em torno de R$ 6,5 milhões. O repasse será feito em três parcelas e faz parte de um pacote de medidas para recuperação econômica dos hospitais. O objetivo é que em 15 anos não haja mais dívidas. Os hospitais devem aumentar o número de atendimentos, exames e cirurgias.

Segundo o ministério, os recursos deverão beneficiar 762 instituições filantrópicas de 604 cidades, dobrando o montante repassado pelo governo federal para que essas unidades atendam a pacientes do SUS.

O diretor do Hospital Plantadores de Cana, Frederico Paes Barbosa, disse que essa verba irá beneficiar não só a população carente da cidade de Campos, mas de toda a região. “Iremos aumentar número de leitos de UTIs Neonatal, que passará de 14 para 20, além das UTIs para adultos que contará com quatro leitos a mais (de seis para 10). Os recursos também serão aplicados em reformas ambulatoriais, contratação de mais médicos e enfermeiros, entre outras coisas”, pontuou o diretor acrescentando que a Prefeitura não ficará de fora desses investimentos. O poder municipal irá custear a parte de manutenção da unidade hospitalar.

Frederico ainda comentou que a unidade será transformada em um verdadeiro hospital voltado para mulheres e crianças. “Nós fomos escolhidos pelo governo federal por termos esse perfil voltado para esse público. E que através do Programa Rede Cegonha [propõe a melhoria do atendimento às mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto e também ao recém-nascido e às crianças até dois anos de idade], que desenvolvemos no hospital, isso será ampliado depois desses recursos”, informou.





SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CAMPOS COM MELHORIAS
Para as santas casas e demais entidades filantrópicas, serão repassados R$ 1,6 bilhão. Do total, R$ 400,6 milhões deverão ser liberados em três parcelas de R$ 133,5 milhões. A primeira delas será paga até 31 de dezembro deste ano, conforme a Portaria nº 3.166, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23/12). As outras duas parcelas serão liberadas ao longo de 2014.


A expectativa é que essa verba permita ampliar a participação das santas casas e demais entidades filantrópicas no atendimento prestado à população. Atualmente, 1.700 hospitais filantrópicos prestam serviços ao SUS, respondendo por 41% das internações em estabelecimentos públicos. A maioria das instituições, no entanto, acumula dívidas históricas, principalmente tributárias.

Para o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Campos, Benedito Marques, o recurso é bem vindo, pois é uma forma de compensar o déficit de investimentos causado pelo SUS.

“O SUS há mais de 10 anos não faz nenhum procedimento vertical, ou seja, não há aumento de verba. Portanto que a cada R$ 100 de procedimento realizado pelo hospital, nós recebemos R$ 60,00, uma defasagem de 40%. Então o governo está enxergando isso e esse recurso é uma forma de amenizar esses problemas”, informou Benedito contando que o montante, que ainda não tem um valor oficial, mas estima-se ser em torno de 1 milhão, será utilizado para pagamento de cargos; compra de equipamentos, entre outros investimentos.

O provedor informou também que a Prefeitura, desde 2009, vem ajudando a unidade hospitalar. "Não são todos os procedimentos, mas alguns são delineados pelo município. Atualmente o poder público repassa 60% do que o SUS paga", finalizou.

Entre 2011 e 2012, os incentivos pagos pelo governo federal aos principais hospitais filantrópicos para atendimento a usuários do SUS passaram de R$ 340 milhões para R$ 968,6 milhões.



Fonte: Ururau

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

EM CAMPOS, CORPO ENCONTRADO EM TERRENO NA PELINCA

(Foto:Cláudia dos Santos/ O Diário)

Um corpo em avançado estado de decomposição foi encontrado por trabalhadores em um terreno na manhã desta segunda-feira (16), na Rua Cornélio Bastos, nos fundos da Santa Casa de Misericórdia, em Campos.

Segundo informações da Polícia Militar, o corpo, de um homem negro, foi encontrado quando funcionários realizavam a limpeza do terreno para construçãode uma casa.

O corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos.


Fonte: O Diário

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

PREFEITURA DE CAMPOS PAGA R$ 102 MILHÕES A UNIDADES DE SAÚDE PARTICULARES

(Fotos: Ralph Braz)

De janeiro a agosto deste ano, as unidades contratualizadas receberam juntas, R$ 102.065.272,99, referentes a serviços prestados por meio da Gestão Plena da Saúde. De acordo com o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, deste total, R$ 72.492.891,79 são provenientes de recursos federais e R$ 29.572.381,20 são recursos municipais, oriundos dos royalties do petróleo.

Os valores incluem atendimento em assistência ambulatorial e hospitalar de média e alta complexidade, além de internações nas áreas de clínica médica geral, pediatria, ginecologia, cirurgia geral e especializada, UTI, maternidade e Unidade de Pacientes Graves (UPG). A contratualização prevê, ainda, serviços de consultas especializadas, exames laboratoriais, radiológicos, diagnose em cardiologia, ortopedia, neurologia, procedimentos de hemodinâmica, ressonância magnética, ultrassonografia, entre outros.



Este ano, o Hospital Santa Casa de Misericórdia, por exemplo, recebeu R$ 22.051.906,69, enquanto ao Hospital dos Plantadores de Cana foram repassados R$ 19.322.269,15. A Sociedade Portuguesa Beneficência de Campos recebeu R$ 19.218.193, 01, e o Hospital Escola Álvaro Alvim, R$ 17.063.559,79. Além dos hospitais, fazem parte da Gestão Plena, as Clínicas Psiquiátricas Abrigo João Viana e Henrique Roxo; os Laboratórios Labmed, Hemoclin e Plínio Bacelar; a Clínica Pró-Rim, com serviços de hemodiálise; e o Grupo IMNE, com oncologia.

- A Prefeitura de Campos continua pagando em dia, os quatro grandes hospitais contratualizados e as demais unidades conveniadas. Garantimos um aporte financeiro, além do que é definido pela Constituição Federal. Os investimentos que a Prefeitura faz na Saúde, com recursos municipais, complementam os valores do SUS repassados aos hospitais. Esta medida garante o acesso da população aos serviços – afirmou o vice-prefeito.

Contrapartida - O acolhimento dos pacientes é de responsabilidade dos contratualizados e isso inclui oferecer assentos, bebedouros, organizar filas, entre outros. A oferta de vagas para consultas especializadas é feita também, pelos hospitais. Os hospitais devem se adequar ao contrato. A Prefeitura acompanha e cobra a realização dos serviços firmados.


Fonte: Campos24horas

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SANTA CASA DE CAMPOS PODE FICAR SEM OBSTETRÍCIA E PEDIATRIA

(Foto: Ralph Braz)

Os setores de obstetrícia e pediatria da Santa Casa de Misericórdia de Campos podem fechar as portas nos próximos dias. A informação, comentada no Blog Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa, hospedado no Folha Online, foi confirmada pelo provedor do hospital, Benedito Marques, e justificou que o valor recebido proveniente da verba do Sistema Único de Saúde (SUS) é insuficiente para realizar o serviço de manutenção e pagar aos funcionários. De acordo com Marques, uma reunião entre a provedoria da Santa Casa, funcionários e o secretário de Saúde, Doutor Chicão, está marcada para o próximo dia 21, às 18h, na unidade de saúde. Segundo a assessoria de Comunicação da secretaria de Saúde, a prefeitura já repassou ao hospital R$ 19.060.998,81 milhões neste ano, de recursos federais e municipais.

— Como o valor da verba é insuficiente, o hospital está sofrendo prejuízos para manter os setores funcionando para que centenas de pacientes não sejam prejudicados. Uma possível solução seria a prefeitura colocar os profissionais da secretaria de Saúde atuando nestes setores, o que salvaria o atendimento. No dia 21, vamos analisar a situação atual dos setores de obstetrícia e pediatria, e estudaremos a melhor solução — destacou Benedito Marques.

Em nota, a assessoria de Comunicação da prefeitura informou que, a decisão do possível fechamento do serviço de obstetrícia é opção da direção do Hospital Santa Casa, tendo em vista a baixa produtividade do serviço em relação às demais unidades, tornando a manutenção do mesmo economicamente inviável. O provedor da unidade, Benedito Marques, afirmou, em reunião com o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, e demais unidades que oferecem o serviço de obstetrícia (realizada no dia 27 de setembro deste ano), que não seria mais viável manter o procedimento e mostrou preferência por substituí-lo por outro. Na ocasião, o provedor afirmou que o serviço de pediatria não seria afetado. O aumento no aporte de recursos está ligado ao aumento da produção de serviços. O vice-prefeito tranquiliza a população e garante que ninguém ficará desassistido, uma vez que o serviço é garantido no Hospital Plantadores de Cana e na Beneficência Portuguesa.


Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

9 DE OUTUBRO, ANIVERSÁRIO DE JOSÉ DO PATROCÍNIO, O " TIGRE DA ABOLIÇÃO".



José Carlos do Patrocínio foi um afiado abolicionista que lutou fervorosamente para findar os mais de três séculos de escravidão negra no Brasil. Nasceu em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1853, como tantas outras crianças na época, filhos de seu senhores com suas escravas. Morreu em 1905, pobre e abandonado, com um reconhecimento ínfimo, para quem “pelejou” arduamente no campo das idéias para conquistar a tão sonhada liberdade dos irmãos negros.

Senhor por parte de pai, escravo por parte de mãe, era filho de João Carlos Monteiro, vigário de grande fama da paróquia de Campos e de sua escrava conhecida como “tia” Justina, viveu sua infância e parte da adolescência na fazenda paterna. Do convívio com sua mãe e acompanhando a situação dos escravos da fazenda em que morava e dos castigos a estes infligidos foi incitado seu entusiasmo pela causa abolicionista, marcado por seu temperamento apaixonado e explosivo.



Em 1868, tendo recebido apenas a educação primária, foi para o Rio de Janeiro. Começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia como servente. Voltou aos estudos no Externato de João Pedro de Aquino, fazendo os preparatórios do curso de Farmácia. Ingressou na Faculdade de Medicina como aluno de Farmácia, pagando por conta própria o curso, com o dinheiro que recebia lecionando primeiras letras e do auxílio pecuniário da Sociedade Beneficente, concluindo-o em 1874. Com uma carta de farmacêutico, que pouco lhe valia, ele novamente lecionou, conhecendo Maria Henriqueta Senna, a quem desposaria em 1879.

Em 1875, tenta o jornalismo, lançando em parceria com Dermeval da Fonseca um quinzenário satírico intitulado Os Ferrões, que durou apenas dez números. Em 1876, escreve um longo e ousado poema endereçado à princesa imperial, publicado no periódico ilustrado O Mequetrefe. Essa foi a chave que lhe abriu as portas para a Gazeta de Notícias, que foi fundado em 1876, por Ferreira de Araújo.

Deste modo, o trabalho tem por finalidade colaborar com os estudos a respeito de José Carlos do Patrocínio, um negro símbolo da campanha abolicionista, que era escritor, radical e critico, porém pouco reconhecido. Procura-se, aprofundar a pesquisa sobre os artigos redigidos pelo baluarte da abolição, investigando sua forma de pensar as questões que envolviam o fim da escravidão. Levando-se em consideração que esse redator era afrodescendente – em um período no qual poucos eram alfabetizados – que tinha poucos recursos, mas mesmo assim conseguiu chegar a jornais de grande influência, tendo comprado Gazeta da Tarde e posteriormente fundado Cidade do Rio. 

(13  de Maio de 1888, Abolição da Escravatura)

Em 13 de maio de 1888, às 3 horas da tarde, precisamente há 123 anos, a Lei Imperial n° 3.353, mais conhecida como Lei Áurea, foi sancionada pela Princesa Isabel, abolindo formalmente a escravatura no Brasil.
Cerca de 10 mil pessoas dos diferentes segmentos da sociedade se amontoaram ao redor do Paço Imperial no Rio de Janeiro, onde a Lei foi assinada, para acompanhar os acontecimentos.



Os artigos debatidos em seu jornal questionavam a problemática nacional, ao procurarem estabelecer uma relação entre política, economia e sociedade com a questão escravista. Diante dos embates envolvendo escravos na sociedade brasileira, a pesquisa quer investigar o papel desempenhado por José do Patrocínio como escritor na: Gazeta de Notícias, Gazeta da Tarde e Cidade do Rio que, como um espaço público, contribuíam para a circulação do posicionamento desse agente da comunidade negra.

Ao examinar a posição tomada por esse intelectual diante dos acontecimentos no Brasil da década de oitenta do século XIX, pretende-se compreender o que acorria no período da transição da Monarquia para a República referente à questão escravista no pensamento de José do Patrocínio com base nos artigos publicados nos jornais. Além disso, a extensão temporal desses artigos é de uma década levando-se em conta a junção dos três jornais (1880-1889). Almeja-se, portanto, compreender a figura de José do Patrocínio como escritor abolicionista, bem como seu envolvimento na luta contra a escravidão que carregava a Monarquia, assim como as discussões geradas a partir da assinatura da Lei Áurea que decretou o fim desse período e o começo da República, no auge das teorias raciais.