A revista britânica The Economist avalia que o Supremo Tribunal Federal se tornou uma ameaça à democracia brasileira, posição que representa um duro alerta sobre a dimensão da crise institucional vivida pelo país.
A crítica ganha peso por partir de uma das mais conhecidas publicações internacionais de análise política e econômica e expõe uma questão que há anos provoca preocupação: até que ponto uma Corte constitucional pode ampliar sua atuação sem ultrapassar os limites que deveriam separar Judiciário, Legislativo e Executivo?
Para seus críticos, o STF deixou de ser percebido apenas como árbitro das disputas institucionais e passou a ocupar um espaço cada vez maior no próprio jogo político brasileiro, acumulando decisões e prerrogativas que alimentam acusações de ativismo, interferência e falta de freios.
Quando até uma publicação internacional de grande alcance coloca em debate o papel da Suprema Corte brasileira, o sinal de alerta deveria ser levado a sério: democracia não significa apenas proteger instituições, mas também impedir que qualquer uma delas concentre poder demais e opere sem controles efetivos.

