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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

ASSOREAMENTO NO RIO PARAÍBA SERÁ DEBATIDO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA EM SJB

(Fotos: Ralph Braz | Blog Pense Diferente)
A pesca é considera a atividade econômica mais antiga do município de São João da Barra, mas os pescadores não estão tendo muito que comemorar, uma vez que o processo de assoreamento da foz do Rio Paraíba do Sul — que já dura cerca de quatro anos —, mas que avançou drasticamente em 2015 tem influenciado diretamente no exercício da atividade. Os prejuízos causados ao setor será tema audiência pública nesta quinta-feira (03/12), às 17h, na Câmara de Vereadores da cidade.

Entrada e saída para os barcos de pequeno e grande porte, a Boca da Barra já não oferece condições de navegabilidade aos pescadores que saem para alto mar, os que os abrigam a deixar as embarcações em Macaé e na cidade de Itaipava no Espírito Santo, aumentando a viagem em até 85 milhas da costa sanjoanense.

“O deslocamento gera custo com óleo, com passagens em ônibus para o retorno dos pescadores para casa, e para os que insistem em entrar com as embarcações pela foz enfrentam problemas com a quilha e o custo é muito alto”, disse o Elialdo Meireles, presidente da Colônia de Pescadores de Atafona, a Z2. A quilha é uma peça forte, na origem em madeira, da embarcação que se estende da proa à popa, na parte inferior da nave, e se fixam as peças curvas onde se pregam as tábuas do costado. 


“Na semana passada um barco teve a quilha folgada ao encanhar no foz e o prejuízo foi avaliado em R$ 50 mil. Isso para o pescador é muito”, exemplificou Elialdo acrescentando que cadastrados na Colônia são 1.200 pescadores, mas que o número de pessoas que sobrevivem da pesca no município é muito maior. 

O assoreamento na foz do Rio Paraíba vem ocorrendo desde que o rio perdeu a força (peso de água) e o mar vem avançando continuamente gerando também o problema da salinização. Com isso, embarcações de grande porte — 16 a 19 metros — não conseguem navegar pelo local, a não ser as de até 9 metros. 

PREJUÍZOS E SOLUÇÃO SERÃO DEBATIDOS EM AUDIÊNCIA
As consequências do assoreamento, causados principalmente aos pescadores que não conseguem ter acesso ao mar e chegam a correr risco de vida, serão debatidas em audiência pública que foi requerida pela vereadora Sônia Pereira, que foi procurada pelos próprios pescadores que anseiam por uma solução. 

“A pesca é uma atividade que dá pouco lucro, e os pescadores querem voltar a trabalhar aqui em São João da Barra, mas como a Boca da Barra fechada, eles não podem navegar”, observou Soninha.

Elialdo explicou que a única solução para o problema é a dragagem e a construção de um quebra-mar. “Chegou-se a falar em uma dragagem emergencial, cujo custo estimado foi de R$ 10 milhões, mas isso vai resolver o problema agora e depois vai voltar tudo outra vez. Sugerimos e protocolamos um projeto no Inea para fazer a dragagem e a construção do quebra-mar que foi orçamentado em R$ 140 milhões, mas para isso tem que haver liberação da verba e estamos aguardando”, disse. 

O superintendente regional do Inea em Campos, Luiz Fernando Felippe Guida, disse que entende que o problema na foz está prejudicando muita gente, porém cada um quer puxar para o seu lado, mas quando vai ver, um projeto não poder ser implementado, quer seja por autorização ou até mesmo pela falta que recurso que é um problema que atinge não só a região mas o país num todo. “Acontece que tem muita gente dizendo o que acha que tem de ser feito, não quero dizer que esse é o caso dos pescadores, tanto que estamos recebendo vários documentos nesse sentido, e estamos analisando. O Inea é um órgão técnico e tem que se basear em dados técnicos” disse o superintente acrescentando que se for o caso, uma decisão deve até passar pelo Comitê Hidrográfico do Baixo Paraíba, do qual o Inea é membro. 


Para participar da audiência, o Legislativo convidou órgãos como: Colônia de Pescadores de Atafona, Prumo Logística, Secretaria Municipal de Pesca, Comitê Hidrográfico do Baixo Paraíba, Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Ministério Público, Capitania dos Portos e o deputado estadual João Peixoto.

“Os pescadores têm passado dificuldades para exercerem o seu trabalho por causa do assoreamento, que vem prejudicando a navegação. Diante disso, a Câmara não poderia deixar de participar desse debate tão importante para o município”, disse o presidente da Câmara, Aluizio Siqueira.






Fonte: Ascom

terça-feira, 17 de março de 2015

OBRA NA PELINCA AINDA DESPERDIÇA 20 MIL LITROS DE ÁGUA DIARIAMENTE

(Fotos: Ralph Braz)
Um desperdício de água acontece há mais de um mês nas obras de rebaixamento do solo para a construção de alicerces que sustentem um edifício na avenida Pelinca, área nobre da cidade. Em meio à crise hídrica que a região atravessa, um verdadeiro jogo de empurra entre construtora, órgão ambiental e município, 20 mil litros de água estariam se perdendo, diariamente.

Segundo o engenheiro residente da obra, Alexander Nascimento, sob responsabilidade da empresa RMZ Engenharia Ltda., a água desperdiçada encontra bueiros da galeria de águas pluviais e, por ela, chega aos canais Campos-Macaé, o canal Tocos onde alcança a Lagoa do Jacaré, extensão da Lagoa Feia. 

O engenheiro disse ainda que não há nada a ser feito para evitar o desperdício, uma vez que a Prefeitura de Campos e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) teriam sido muito “burocráticos” - colocando empecilhos para o correto despejo da água do lençol freático. Segundo o secretário de Obras, Edilson Peixoto, assim que recebeu a denúncia, no mês passado, a empresa responsável pela obra teria sido notificada. No entanto, até a manhã desta segunda-feira (16), a situação se mantinha inalterada.


O INEA também se pronunciou e, apesar de atribuir a falta de responsabilidade ambiental à Prefeitura de Campos, acrescentou que o grande volume de água não está sendo perdido. Após desembocar na Lagoa Feia seria despoluída pela Estação de Tratamento de Esgoto da empresa de saneamento Águas do Paraíba.

De acordo com a concessionária, o consumo mínimo de água por residência em Campos chega a 120 litros por dia, neste caso, o vazamento corresponde ao consumo de água de 4 mil pessoas em um dia. “Se o vazamento persistir por 30 dias, serão 14.400.000 litros de água perdidos, o que equivale ao consumo deste mesmo número de pessoas durante um mês”, estimou o economista Alexandre Delvaux.


Guilherme Castro, responsável pela obra da empresa InterRio Incorporadora - parte no consórcio que executa os trabalhos - disse que o procedimento é normal e segundo ele, o vazamento ainda deve demorar para ser sanado.

Para quem mora próximo ou passa perto da construção resta a revolta e a indignação. O empresário Ailton Dias, de 57 anos, disse que o desperdício está fazendo parte do cenário. “Passo aqui todos os dias para ir trabalhar e já nem percebo o vazamento, mas é revoltante, é uma falta de consciência de todos os lados”.



Fonte: Terceira Via

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

PRAIAS IMPRÓPRIAS PARA BANHO EM SÃO JOÃO DA BARRA, APONTA INEA

(Foto: Ralph Braz)
Todos os anos turistas e moradores das áreas litorâneas de toda a região costumam se esquecer de um detalhe importante na hora de escolher a melhor praia para se divertir durante a alta temporada — detalhe esse que pode trazer conseqüências para toda a programação das férias de verão: os índices de balneabilidade (IB) dos corpos de água, importante recurso para a verificação da qualidade dos ambientes aquáticos – sejam águas interiores ou oceânicas – aonde predominam intensa atividade humana. A atenção dos banhistas deve estar redobrada, pois nem todas as áreas de recreação são recomendadas.

Monitoramento feio pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) apontou que Atafona, em São João da Barra, em frente ao nº 560 e em frente a caixa d'água da CEDAE, tão impróprias para banho.

Os levantamentos mais recentes denunciam a presença de agentes nocivos à saúde, como bactérias e substâncias tóxicas, nas águas de alguns dos pontos mais movimentados do litoral Norte Fluminense.

A divulgação da qualidade das águas das praias para balneabilidade é feita por meio de Boletins semanais (para as praias monitoradas semanalmente), Inea.

A praia é considerada imprópria para banho quando mais de 20% das amostras coletadas em cinco semanas consecutivas apresentam resultado superior a 1.000 coliformes fecais, ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2.500 coliformes termotolerantes.




Fonte: Blog Pense Diferente | INEA

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

INEA:VÁRIOS TRECHOS DAS PRAIAS DE SJB IMPRÓPRIAS PARA BANHO

(Foto: Ralph Braz)
Monitoramento feio pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) apontou que dois trechos em Atafona e a Lagoa de Grussaí(passarela), em São João da Barra, estão impróprias para banho. As praias do Sossego e Gargaú, em São Francisco do Itabapoana também estão impróprias. Já a praia do Farol de São Tomé está liberada para banho em todo o trecho.


Em São João da Barra, a praia de Grussaí está apta ao longo de sua extensão, assim como Chapéu de Sol. Já Atafona está imprópria em frente ao número 560 e na direção da caixa d´água da Cedae. Já os pontos em frente ao Espaço da Ciência o banho está liberado.





Fonte: Blog Pense Diferente | INEA

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

INEA APONTA PRAIAS IMPRÓPRIAS PARA BANHO: EM SJB AGORA SÃO DUAS

(Fotos: Ralph Braz)
O feriado que inicia hoje, quinta-feira(15/01), que segue até domingo vai dar praia. De acordo com os sites de previsão do tempo, as possibilidades de chuva são mínimas, quase zero. Antes de escolher a praia a frequentar, a população deve ficar alerta quanto á qualidade da água. Monitoramento feio pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) apontou que Atafona e a Lagoa de Grussaí, em São João da Barra, estão impróprias para banho em alguns trechos. As praias do Sossego e Gargaú, em São Francisco do Itabapoana também estão impróprias. Já a praia do Farol de São Tomé está liberada para banho em todo o trecho.


Em São João da Barra, a praia de Grussaí está apta ao longo de sua extensão, assim como Chapéu de Sol. Já Atafona está imprópria em frente ao número 560 e na direção da caixa d´água da Cedae. Já os pontos em frente ao Espaço da Ciência o banho está liberado.

Em São Francisco do Itabapoana, as praias de Manguinhos, Guaxindiba, Tropical, Itaperuna e Sonho estão liberadas para banho.





Fonte: Inea | O Diário

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PRAIAS FLUMINENSES TERÃO PAINÉIS INFORMANDO SOBRE QUALIDADE DA ÁGUA

(Atafona, SJB | Foto: Ralph Braz)
As praias fluminenses frequentadas por banhistas serão sinalizadas com painéis eletrônicos informando as condições de balneabilidade e a qualidade das areias. A novidade foi divulgada nesta sexta-feira (09/01) e tem um ano pra se tornar realidade.

A medida atende à Lei Estadual n° 6.496/2013, regulamentada em dezembro do ano passado. As placas com os indicadores serão operadas remotamente e deverão ser instaladas próximas aos pontos onde ocorrem as coletas para as análises bacteriológicas. Caberá aos municípios definir, em acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), os locais de exposição dos painéis.

INFORMAÇÕES PARA TURISTAS
“Com a instalação das placas, não apenas banhistas locais, mas principalmente turistas terão conhecimento na própria praia que estarão frequentando se o banho na área está recomendado”, explicou o presidente do Inea, Marco Aurélio Porto.

Para fins de monitoramento e divulgação de informações sobre qualidade da água e das areias, a lei também divide as praias em três categorias, em função da presença de usuários: orlas de frequência intensiva, moderada e baixa. As praias que atraem mais frequentadores devem ter periodicidade de amostragem semanal.




Fonte: Ururau

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

CONFIRA AS PRAIAS E LAGOAS IMPRÓPRIAS PARA BANHO EM SJB E CAMPOS

(Foto: Ralph Braz)
São João da Barra espera receber 200 mil turistas neste período de verão. Quem vai ou já está visitando a cidade precisa ficar atento. A Lagoa de Grussaí, próximo à passarela, está imprópria para o banho. De acordo com o último boletim de balneabilidade divulgado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), este é o único local no litoral Norte Fluminense inadequado para os banhistas.

Em Campos dos Goytacazes, o Farol de São Thomé e a Lagoa Lagamar atenderam aos requisitos do Inea. As sete praias de São Francisco de Itabapoana também estão aptas. Os outros balneários de São João da Barra, Grussaí, Chapeú do Sol, Atafona, Lagoa de Grussaí (próximo à barra e na ponte) também estão liberados.


O Inea alerta que o banho de mar deve ser evitado nas primeiras horas após a ocorrência de chuvas e próximo à saída de galeria de águas pluviais ou canais de drenagem. Para consultar a íntegra do boletim de balneabilidade, basta acessar o site do Inea.

(Último boletim divulgado)



Fonte: G1 | INEA

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CONFIRA QUAIS PRAIAS ESTÃO LIBERADAS NO FERIADÃO

(Foto: Ralph Braz)
O feriadão prolongado que começa nesta quinta-feira, Dia da Consciência Negra para os estados da federação que comemoram a data, como o Rio de Janeiro, promete dar praia na região Norte Fluminense. A temperatura máxima dos quatro dias promete chegar a 33ºC. A chuva ameaça chegar apenas no final do sábado. 

Quem pretende se refrescar no mar deve ficar atento à qualidade da água. Estudos de balneabilidade feitos pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com amostras colhidas no último dia 11, apontaram apenas uma restrição, quanto à Lagoa de Grussaí, em São João da Barra, próximo à passarela.

Os oito pontos de coleta da praia do Farol de São Tomé e na lagoa Lagamar, em Campos, estão aptos para banho. Os banhistas que forem visitar o litoral de São Francisco do Itabapoana (SFI) também podem ficar tranquilos. As oito praias estão aptas: Manguinhos, Guaxindiba, Sossego, Santa Clara, Tropical, Itaperuna, Sonho e Gargaú.

Em São João da Barra (SJB), um ponto específico da Lagoa de Grussaí foi barrado, o que fica próximo à passarela. Os demais nove foram liberados: as praias de Grussaí, Atafona e Chapéu de Sol, e ainda a Lagoa de Grussaí nos trechos próximos à barra e à ponte.

De acordo com o Inea, as praias são consideradas impróprias se o último resultado foi superior a 400 (NMP de Entercocos/100mL) ou se nos últimos cinco estudos, dois ou mais resultados tiverem sido superiores a 1000 (NMP de Coliformes Termotolerantes/100 mL). 

Já em relação às lagoas, são consideradas impróprias para banho se o último resultado foi superior a 2500 (NMP de Coliformes Termotolerantes/100mL).




Fonte: O Diário | INEA

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MPF E SECRETARIA ESTADUAL DE AMBIENTE DEBATEM ABERTURA DE CANAL EM SJB

(Rio Paraíba em SJB | Foto: Ralph Braz)
O procurador da República em Campos, Eduardo Santos de Oliveira, recebeu na tarde desta segunda-feira (17/11), na sede do Ministério Público Federal (MPF), o secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho, o subsecretário e técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A reunião teve o intuito de discutir, explicar e trazer novas informações a cerca da reabertura de um canal no Rio Paraíba do Sul, em São João da Barra, e se o mesmo não acarretará prejuízos para outros municípios, como São Francisco de Itabapoana.


“Na medida em que as informações técnicas, que nos permitam dizer que não haverá nenhum prejuízo a São Francisco com a reabertura do canal e nem prejuízo ambiental, forem chegando, aí a gente poderá analisar e viabilizar essas obras”, informou o procurador enfatizando que a preocupação do MPF desde o começo é evitar conflitos entre os municípios e que os mesmos sejam prejudicados.

Eduardo explicou que os técnicos garantiram que não haverá impacto ambiental, e que o distrito Gargaú não será atingido, pois a captação já esta sendo feita por poços artesianos. “Então se assim for, poderemos chegar num bom termo, porque pelo que entendi a ideia é possibilitar que a Cedae (Companhia de Estadual de Águas e Esgotos) volte a captar a água em função da salinização, então você aumenta um pouco a vazão para facilitar que dilua e possa captar”, esclareceu.


Segundo o secretário estadual do Ambiente, um material técnico será apresentado ao MPF nesta terça-feira (18/11) e a previsão é que já na próxima semana a questão possa estar solucionada.

“Viemos aqui explicar essa intervenção que visa aumentar o fluxo na margem direita do Rio Paraíba e uma parte do próprio leito que está assoreada. Aproveitando esse momento de exposição, vamos reabrir esse canal para aumentar em 10% o fluxo, e com isso, contribuir para que a Cedae possa captar melhor a sua água evitando, assim, a salinização. Caso o Ministério Público ache que essa intervenção não é a mais recomendada, não faremos, até porque não tem dinheiro público investido nisso”, afirmou Portinho.

APROVADO
A dragagem em 400 metros de um canal no Rio Paraíba, em SJB, foi aprovada pelo Inea, na tentativa de amenizar os impactos da estiagem que vem comprometendo, até mesmo, o abastecimento d’água na sede do município.



Fonte: Ururau

terça-feira, 12 de agosto de 2014

SÃO PAULO RETÉM ÁGUA E PREJUDICA O RJ

(Foto: Ralph Braz)
A secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) devem decidir a partir desta segunda-feira (11) que medida vão tomar contra a manobra adotada pelo governo de São Paulo, que reteve água da usina hidrelétrica do rio Jaguari, que faz parte da bacia do rio Paraíba do Sul, o que pode colocar em risco o sistema de geração de energia no estado do Rio. A preocupação também é com o impacto ambiental no já prejudicado Paraíba, que enfrenta uma das piores secas da história. Em Campos, o rio está com 4,80m.

Os órgãos ambientais do Rio já informaram que estão acompanhando a situação e que vão “avaliar impactos e medidas administrativas e judiciais cabíveis, caso necessárias". A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) notificou e vai fiscalizar a Companhia de Energia de São Paulo (Cesp) para saber porque ela vem descumprindo a determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de elevar a vazão da hidrelétrica. O governo paulista teria alegado que está privilegiando o consumo humano de água.

Em março, os governos do Rio e São Paulo entraram em conflito exatamente por conta da água do Jaguari. São Paulo levou ao governo federal uma proposta de interligar o rio com o Sistema Cantareira, que já opera com volume morto. A ideia era ligar a represa de Atibainha, em Nazaré Paulista (SP), com o Sistema Cantareira, aproveitando essa água para abastecimento hídrico da região metropolitana. A represa Atibainha abastece a hidrelétrica do Jaguari, em Igaratá (SP).

Na mesma ocasião, o Ministério Público Federal (MPF), em Campos, se posicionou informando que qualquer intervenção no Jaguari deveria ser previamente autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA), já que não só o Paraíba do Sul é federal, mas toda a sua bacia hidrográfica. Já no início de junho o MPF entrou com uma ação para evitar qualquer tipo de manobra na bacia, que abastece boa parte do estado do Rio. Dos 184 municípios que utilizam a água do Paraíba, 39 são paulistas, 57 fluminenses e 88 mineiros.

A ação foi acatada pela 2ª Vara Federal de Campos, que deu prazo para que todos os órgãos envolvidos fornecessem detalhes sobre o projeto. A ação prevê multa diária de R$ 50 mil, caso a decisão não seja cumprida. Além disso, o requerimento impede que a ANA conceda autorização para início da obra enquanto não forem realizados estudos de impacto ambiental pelo Ibama.

Já no mês passado, durante uma reunião na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, ficou definido que será criado um grupo técnico de trabalho com representantes dos três estados que dividem a bacia do Paraíba: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais; do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) e ANA. O grupo terá até o fim de setembro para apresentar uma proposta que atenda às necessidades de São Paulo e garanta a segurança hídrica do Rio de Janeiro, sem causar prejuízos ao estado de Minas Gerais e impactos negativos à Bacia do Paraíba do Sul.

Nesse domingo (10), a reportagem da Folha tentou contato telefônico com o Procurador Geral da República, em Campos, Eduardo dos Santos Oliveira, para conhecer novos detalhes da ação, mas não teve sucesso.

Em Campos, medidas não são aprovadas

Inconformados com o projeto, que consideram desrespeitoso por parte do governo paulista, o ambientalista Aristides Soffiati e o secretário da Defesa Civil de Campos, Henrique Oliveira, são unânimes sobre a punição contra o governo paulista. “Não é simplesmente porque São Paulo quer ou precisa de mais água que pode, simplesmente, aumentar, por decisão exclusivamente própria a sua captação, ou mesmo contrariar uma determinação da ONS, ao seu bel prazer e prejudicar outras unidades estaduais”, disse Soffiati, esclarecendo que, a questão de aumentar a captação para São Paulo, como para qualquer outro estado, tem sido analisada e discutida profundamente, de acordo com fundamentos técnicos e jurídicos, na própria ANA e nos Comitês de Bacia Hidrográfica.

De acordo com Henrique Oliveira, o rio não se recupera totalmente quando ocorre uma transposição. São Paulo propõe a transposição provisória, mas que poderá se tornar permanente. Diminuindo o nível do rio e tirando também o equilíbrio entre o rio e o mar. O prejuízo da foz é resultado do que acontece ao longo da bacia. “Campos também sofre uma estiagem atípica que deve durar até outubro ou novembro. Se isso acontecer, vai diminuir muito o nível do Paraíba.



Fonte: Folha da Manhã | O Globo

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PRAIAS IMPRÓPRIAS PARA BANHO EM SJB: INEA DIVULGA NOVO RELATÓRIO



Foi divulgada através de relatório do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Inea) no último dia 27 de Janeiro, indicando que algumas praias da região estão impróprias para banho por apresentarem um alto número de coliformes fecais. O órgão informou ontem que às prefeituras cabe sinalizar, mas a responsabilidade de entrar ou não, no mar, é das pessoas. De acordo com o último boletim de balneabilidade publicado no site do Inea, as praias de Grussaí, Atafona e Chapéu do Sol , em São João da Barra estão impróprias para banho.


A praia é considerada imprópria para banho quando mais de 20% das amostras coletadas em cinco semanas consecutivas apresentam resultado superior a 1.000 coliformes fecais, ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2.500 coliformes termotolerantes.


A contaminação das praias acontece nesse período devido ao grande volume do rio Paraíba do Sul, que deságua em Atafona, São João da Barra, trazendo consigo vários resíduos que acabam se misturando às águas do mar.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

AS PRAIAS DE GRUSSAÍ E ATAFONA EM SJB ESTÃO IMPRÓPRIAS PARA BANHO

(Fotos: Ralph Braz)
Todos os anos turistas e moradores das áreas litorâneas de toda a região costumam se esquecer de um detalhe importante na hora de escolher a melhor praia para se divertir durante a alta temporada — detalhe esse que pode trazer conseqüências para toda a programação das férias de verão: os índices de balneabilidade (IB) dos corpos de água, importante recurso para a verificação da qualidade dos ambientes aquáticos – sejam águas interiores ou oceânicas – aonde predominam intensa atividade humana. A atenção dos banhistas deve estar redobrada, pois nem todas as áreas de recreação são recomendadas.

Os levantamentos mais recentes denunciam a presença de agentes nocivos à saúde, como bactérias e substâncias tóxicas, nas águas de alguns dos pontos mais movimentados do litoral Norte Fluminense.

Em Campos, as praias de Farol de São Tomé, Barra Velha e São Tomé estão liberadas para banho. Em São João da Barra, a Lagoa de Grussaí e a praia de Chapéu do Sol também tem acesso recomendado, mas as praias de Atafona e Grussaí não estão liberadas, estão com coliformes fecais acima do permitido. Durante a alta temporada, o número de pessoas na cidade quase triplica.

Uma possível explicação pode ser a poluição do Rio Paraíba do Sul, que recebe muito esgoto e se mistura com a água do mar chegando às praias. A prefeitura tem responsabilidade de colocar placas informando sobre a contaminação.

Para o Réveillon são esperadas 80 mil pessoas em São João da Barra. A prefeitura do município disse que já começou a alertar os banhistas sobre a situação das praias.



Em São Francisco de Itabapoana, as praias de Manguinhos, Sonho, Tropical, Itaperuna e Gargaú são recomendadas, mas Sossego e Guaxindiba estão contaminadas.

DIVULGAÇÃO DA QUALIDADE DAS PRAIAS

A divulgação da qualidade das águas das praias para balneabilidade é feita por meio de Boletins semanais (para as praias monitoradas semanalmente), encaminhados para a imprensa.

A qualidade das praias também está disponível em nosso site.

Anualmente, os dados são elaborados, analisados e publicados na forma de Relatórios; estes encontram-se disponíveis para consulta na Biblioteca.


RECOMENDAÇÃO AOS BANHISTAS

De modo geral, não são graves as doenças associadas ao banho de mar, constituindo-se, fundamentalmente, em gastroenterites e infecções de olhos, ouvidos, nariz e garganta, sendo mais suscetíveis de adquiri-las as crianças, os idosos, e pessoas com baixa resistência imunulógica.

Ainda que o padrão de balneabilidade do Conama/2000 seja fundamentalmente estético, pode-se inferir que águas muito contaminadas, isto é, com altos níveis de coliformes fecais (termotolerantes), oferecem maior risco à saúde humana pela possibilidade da presença de organismos patógenos.
Evitar o banho de mar pelo menos até 24 horas após a ocorrência de chuvas;

Evitar o banho de mar nas praias que sofrem influência direta de rios, canais e córregos afluentes, principalmente após a ocorrência de chuvas;

Evitar o banho de mar sempre que observados sinais de poluição, tais como trechos com presença de línguas negras;

Evitar o banho de mar nas praias NÃO RECOMENDADAS.



Fonte: INEA/ Folha da Manhã


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

REGIÃO EM ALERTA MÁXIMO DEVIDO A CHUVAS


(Foto: Ralph Braz)

O Sistema de Alerta de Cheias do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acendeu ontem o sinal vermelho de alerta máximo nas cidades de Laje de Muriaé, Italva, Santo Antonio de Pádua, Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense e Macaé, no Norte Fluminense, devido ao risco de transbordamento dos rios que cortam os municípios. Em Campos, a Defesa Civil Municipal está em estado de atenção devido à cheia dos Rios Paraíba do Sul, que atingiu a cota dos 8,45 metros na manhã desta quarta-feira, e Ururaí, com 3,62 metros. A previsão é de que o nível dos rios continue subindo até amanhã (27).

Segundo o subsecretário de Defesa Civil de Campos, major Edison Pessanha, o nível do Paraíba nos municípios de Itaocara e São Fidélis está baixando. "É um bom sinal, mas as águas ainda estão vindo para Campos", afirmou. Para ele, Três Vendas, devido ao Rio Muriaé, é a localidade que mais preocupa.

"Ainda há previsão de chuvas para as Regiões Norte e Noroeste, com possibilidade de dar uma trégua nesta sexta-feira. Mas vamos continuar monitorando toda bacia do Paraíba do Sul e a Região do Imbé, pois as águas das chuvas que estão caindo por lá continuam descendo para a Lagoa de Cima, que está bastante cheia, e para o Rio Ururaí, onde poderá deixar mais famílias desabrigadas", comentou.

Pessanha informou ainda que um trecho da estrada que liga Lagoa de Cima a Conceição do Imbé, na altura da localidade de Lagoinha, está interditado com 46 centímetros de água. Edison também esclareceu ter oficiado o Departamento de Estradas e Rodagens do Rio de Janeiro (DER-RJ) solicitando providências na RJ-180, no trecho entre Guriri e Dores de Macabu, que se encontra intransitável em função da elevação do Rio Prata, que desemboca no Rio Ururaí.

Inea - De acordo com o Sistema de Alerta de Cheias do (Inea), a situação é mais grave em Bom Jesus do Itabapoana, onde às 7h45 desta quarta-feira (25) o Rio Itabapoana estava 1,67 metro acima do nível de transbordamento. Já em Laje de Muriaé e Italva é o Rio Muriaé que está em alerta máximo, próximo do limite para transbordar. Em Macaé, o alerta máximo vale para o Rio São Pedro e, em Santo Antônio de Pádua, para o Rio Pomba. Além dessas cidades, a situação é de alerta em Itaperuna e Cardoso Moreira, devido ao nível do Rio Muriaé.


Fonte: O Diário

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CHUVA FORTE COM GRANIZO PROVOCA TRANSTORNOS EM PETRÓPOLIS

(Foto: Marco Oddone)

Choveu forte na tarde desta quinta-feira (05) em grande parte da cidade de Petrópolis. O maior acumulado foi registrado em Araras, onde choveu 104 milímetros em apenas 1 hora, segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). No centro da cidade, onde choveu granizo, o acumulado foi de 52 milímetros. 

A Rua Sete de Abril e a Praça Oswaldo Cruz registraram pontos de alagamento. Segundo a Defesa Civil, quatro ocorrências foram registradas. Nenhuma com gravidade. 

Uma árvore caiu, interditando totalmente a Rua 14 Bis, no Centro, e outra no bairro Monte Florido, Estrada da Saudade. Além disso, um deslizamento de terra interditou uma residência no bairro Bataillard. 

No bairro Atílio Marotti, algumas pessoas ficaram ilhadas em pontos de alagamento provocados pelo lixo acumulado nos bueiros. 

A cidade permanece em estágio de atenção, e o rio Quitandinha em nível de alerta.



Fonte: Tribuna de Petrópolis

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

MORTANDADE DE PEIXES EM SJB: AMOSTRAS INDICAM ALTO ÍNDICE DE COLIFORMES FECAIS


(Foto: Reprodução/Blog do Pedlowski)

Coliforme fecal. Esta foi o conclusão obtida pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), que divulgou nesta sexta-feira (22) o resultado das amostras coletadas na última segunda-feira (18) no canal Quitingute, na localidade de Água Preta em São João da Barra, no Norte Fluminense.

O professor Marcos Pedlowski, da UENF, informou que a quantidade de coliformes fecais no canal foi a responsável pela matança dos peixes. O resultado apontou 240 mil coliformes totais por cada 100 ml. O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) indica que são toleráveis 200 coliformes a cada 100 ml.

O superintendente do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Rene Justem, informou que a quantidade de coliforme fecal na água não foi o responsável pela morte dos peixes.

“O coliforme fecal não tem nada a ver com a mortandade, ele só reforça que é um indicativo da presença de esgoto no canal. Esse esgoto é oriundo do rio Paraíba do Sul, que chega até o Quitingute através do canal de São Bento. O que causou a morte foi a queda de oxigênio por decomposição da vegetação, uma vez que as comportas foram fechadas para a medição do Quitingute”, explicou Rene.

Pedlowski informou que o consumo das águas do canal não é aconselhada, podendo causar doenças, como a de pele, por exemplo. “Esses resultados obtidos tornam o consumo da água proibido. Não é indicado para irrigar a produção agrícola, nem lavar roupa, nem consumir”, explicou.

Já o INEA diz que as águas do Quitingute podem ser utilizadas para uso agrícola e garante que o canal voltou à normalidade. A assessoria da Concessionária Águas do Paraíba, responsável pelo tratamento e abastecimento em Campos, garantiu que trata 100% do esgoto lançado no rio Paraíba.


Fonte: G1

terça-feira, 19 de novembro de 2013

PESCADORES PROTESTAM DEVIDO A MORTANDADE DE PEIXES EM SJB


(Foto: Filipe Lemos/ Campos24horas)

Moradores do 5º distrito de São João da Barra encontraram muitos peixes mortos neste fim de semana no Canal Quitingute, no trecho da localidade de Água Preta. O fato gerou um protesto que reuniu cerca de 80 pescadores. Eles interditaram a estrada na localidade na tarde desta segunda-feira(18).

O superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Renê Justen, informou no final desta tarde, em contato por telefone com a redação do Campos 24 Horas, que o fato ocorreu em razão de uma manobra operacional do órgão, com a abertura de uma comporta. Ele descartou o despejo de qualquer tipo de produto químico no canal.

“Os peixes morreram porque faltou oxigênio no trecho do Canal Quitingute perto de Água Preta. Isso se deu por conta de uma manobra operacional que fizemos na semana passada na comporta do canal de São Bento, que é a mesma que abastece o Quitingute. Abrimos uma comporta do Paraíba. A falta de oxigenação que matou os peixes decorre do lodo que se soltou do fundo do canal e se misturou com a água”, explicou Rene Justen.

Ele esclarece que a comporta já foi fechada e a oxigenação nas águas do canal já está se normalizando. “A abertura da comporta se deu com anuência do Comitê das Bacias do Paraíba”, ressaltou Renê Justen.


O representante da OAB, o advogado Bruno Dauaire, esteve no local. O representante dos pescadores, o ex-vereador Delcimar Rodrigues, o Mazinho(foto ao lado) disse aoCampos 24 Horas que os pescadores passam por dificuldades em razão do assoreamento dos canais do 5º distrito.
“O Inea se nega a resolver o problema do assoreamento dos canais do 5º distrito. O Quitingute é um exemplo disse. Foi dragado apenas um trecho de outro canal. E o Inea ainda diz que os pescadores tem de dar seu jeito e pescar em outro lugar. Há pescador daqui indo pescar em Macaé”, desabafou o representante dos pescadores.

“Vocês podem observar que o problema continua. Vários peixes estão próximos a superfície do canal. É um sinal que estão perto de morrer”, disse o pescador M.S.S.


Fonte: Campos24horas

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

MILHARES DE PEIXES SÃO ENCONTRADOS MORTOS EM SÃO JOÃO DA BARRA


(Foto: Reprodução/InterTv)

Um cenário fora do comum surpreendeu os moradores de Água Preta, zona rural de São João da Barra, no Norte Fluminense. Uma grande mortandade de peixes, no canal Quitingute, vem causando problemas desde a última sexta-feira (15), quando as espécies começaram a morrer.

O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) enviou técnicos ao local para fazer a análise da água e apontar as possíveis causas. Pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) já fizeram a primeira coleta e a suspeita é que a falta de oxigenação na água seja a responsável.

De acordo com o ambientalista Aristides Soffiati, o Quitingute recebe água do canal São Bento, que por sua vez é ligado ao rio Paraíba do Sul. “A decomposição desses peixes agrava ainda mais a situação e ajuda a diminuir o teor de oxigenação na água”, comentou.

Alessandro Carvalho, morador da região, disse que o canal é responsável por abastecer a comunidade pesqueira. “Mesmo em época de defeso, essa mortandade já prejudica os pescadores, porque os peixes mortos estão em fase de desenvolvimento”, contou.

O geógrafo da UENF, Marcos Pedlowski, descartou a possibilidade de salinidade e defende uma análise mais precisa para determinar a causa. “Estamos ampliando a coleta, mas existem várias possibilidades, como o descarte de agrotóxicos, descarte de matéria orgânica e de fertilizantes químicos. Um resultado ainda deve ser divulgado nesta segunda-feira”, disse.

O superintendente do INEA em Campos, Rene Justem, informou que em breve o órgão poderá informar o número de peixes mortos, mas que os trabalhos focados no problema já começaram a ser realizados.


Fonte: G1

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

INEA REJEITA RENOVAR LICENÇA PARA USINA NO AÇU

(Foto: Fábio Braga)

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio rejeitou nesta segunda-feira, 14, o pedido de renovação da licença para instalação de uma usina térmica a carvão no Complexo do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. O projeto da então MPX - hoje Eneva, controlada pela alemã E.ON - obteve em 2008 autorização para construção da térmica, que teria capacidade de gerar 2.100 megawatts para abastecer as indústrias do complexo.

A decisão do Inea foi tomada em reunião da diretoria na segunda-feira. De acordo com a presidente do instituto, Marilene Ramos, a decisão aconteceu após uma "mudança conjuntural importante", citando a alteração do perfil dos empreendimentos previstos para o complexo. Segundo Marilene, a térmica provocaria um aumento de cerca de 11% nas emissões de gás carbônico do Estado.



"A avaliação ambiental estratégica apontava a instalação no complexo de indústrias que demandam muita energia, como siderúrgicas e montadoras de automóveis. No curto prazo, não se vislumbra a chegada dessas empresas e sim indústrias de serviços de apoio offshore, com menor demanda", afirma.

Além da térmica a carvão, o projeto do Complexo do Açu prevê a instalação de uma térmica a gás natural, com capacidade de geração de 3.300 megawatts. O projeto já tem licenciamento aprovado para a implantação. Conforme a presidente do Inea, as atuais tecnologias permitem uma captação de energia maior com o uso de gás natural, o que seria suficiente para atender à demanda da região. "Caso a empresa insista numa nova térmica, será necessário alterar e adequar o projeto", completa.



Marilene afirmou ainda que, desde a primeira autorização, em 2008, houve mudanças na legislação ambiental que impediriam a realização do projeto. "Temos uma política estadual para mudanças climáticas que não permite esse aumento na emissão de gás", concluiu. A MPX alterou o nome para Eneva há pouco mais de um mês, em assembleia geral extraordinária (AGE). A mudança visava desvincular a imagem da empresa do empresário Eike Batista, que teve a participação diluída após um acordo de acionista, em maio. A alemã E.ON ampliou a participação para 36,2%, após injetar cerca de R$ 1,415 bilhão na empresa. Batista, por sua vez, ficou com cerca de 29% da companhia.




Fonte: Isto é Dinheiro