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domingo, 27 de novembro de 2016

Cheque Cidadão: Vereadores investigados,a turma que pode rodar

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Acontece nesta segunda-feira (28), no Salão do Tribunal do Júri do Fórum Maria Tereza Gusmão de Andrade, em Campos, a audiência de instrução e julgamento de Kellinho (PR), último dos vereadores (entre eleitos e reeleitos) suspeitos de uso do Cheque Cidadão para compra de votos na última eleição municipal a se apresentar perante a Justiça. A sessão, que será presidida pelo juiz Eron Simas dos Santos, da 76ª Zona Eleitoral (ZE), encerra os trâmites em primeira instância. Porém, independente da sentença que o magistrado venha a proferir, a probabilidade maior é de que os investigados sejam mesmo diplomados no dia 16 de dezembro.

De acordo com a advogada Pryscila Marins, que é especialista em Direito Eleitoral e participou de uma transmissão ao vivo realizada recentemente pelo vereador eleito Cláudio Andrade em sua página no Facebook, desde a publicação da Lei nº 13.165/2015, também chamada de Reforma Eleitoral de 2015, parte dos recursos contra decisões de primeira instância possui efeito suspensivo da sentença.

“A partir da reforma eleitoral, todos os recursos que envolvem cassação de registro, cassação de diploma, ganharam efeito automático suspensivo. Acredito que até a diplomação a maioria desses casos já esteja julgada em primeira instância. É possível que alguns já tenham, inclusive, sentenças antes da diplomação. Acontece que, ainda que essas pessoas tenham uma sentença negativa, ou seja, que se diga que elas praticaram abuso de poder, ou qualquer outro tipo de coisa que casse o seu registro, a partir do momento em que essa pessoa entrar com recurso no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), os efeitos dessa decisão ficam suspensos”, explicou.

Contudo, uma decisão de um órgão colegiado não deve acontecer antes da diplomação, pondera a advogada. “Realmente não acredito que haja um julgamento no TRE-RJ a tempo de uma diplomação. Não é impossível, mas é um prazo muito curto”. Segundo Pryscila, os vereadores seriam impendidos de tomar posse apenas se houvesse uma determinação do TRE-RJ anterior à cerimônia, que está marcada para o dia 1º de janeiro de 2017.

O julgamento das 38 Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) distribuídas em setembro pela Promotoria de Justiça e pela 76ª Zona Eleitoral - que investigam o poder público municipal e a coligação “Frente Popular Progressista de Campos”, do candidato governista à sucessão de Rosinha Garotinho, Dr. Chicão, pelo esquema do Cheque Cidadão - começou no último dia 8. Os primeiros a serem julgados são os onze vereadores eleitos e reeleitos no pleito de outubro.

Entre eles, já foram julgados Roberto Pinto (PTC) e Ozéias (PSDB), no dia 8, Jorge Rangel (PTB) e Jorge Magal (PSD), no dia 11, Linda Mara (PTC) e Miguelito (PSL), no dia 18, Thiago Virgílio (PTC) e Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), no dia 21, além de Vinicius Madureira (PRP) e Thiago Ferrugem (PR), no dia 22.

Destes, apenas Madureira compareceu à audiência e, como advogado, teria exercido o direito de participar pessoalmente de sua defesa. Porém, a ausência dos demais — que vem sendo apontada como uma estratégia das defesas dos investigados para atrasar os procedimentos e permitir a diplomação e a posse antes de uma sentença — é protocolar, garante Pryscila.

“Não é necessária presença da parte em uma audiência de investigação judiciária eleitoral. É dispensável porque não tem depoimento pessoal. Nessa área cível-eleitoral não é necessária a presença da parte na audiência, por que, neste momento, ela não está sendo julgada criminalmente. Está sendo declarado que o que ela praticou foi um ato tão grave que pode causar nulidade da votação. Então, a presença dela é dispensável desse ato. Se o investigado quiser falar, depende do juiz aceitar um depoimento pessoal dele, mas não é comum”, explica a advogada.

Também são investigados a prefeita Rosinha, o candidato derrotado à Prefeitura Dr. Chicão e seu vice, Mauro Silva (PSDB), o vereador governista em fim de mandato Albertinho (PMDB), os ex-secretários municipais de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Edilson Peixoto (PR), e dos Direitos dos Idosos, Gilson Gomes (PRTB), assim como o ex-comandante da Guarda Municipal, Wellington Levino (SD).

Além deles, a Justiça julgará, ainda, os seguintes candidatos a vereador derrotados no último pleito: Aldo de Tocos (PRP), Ailton Tavares (SD), Binho de Conselheiro (PRTB), Carlos Alberto do Canaã (PTC), Duda a Renovação (PRP), Enfermeira Kátia Venina (PR), Geraldinho de Santa Cruz (PSDB), Heloisa Rocha (PR), Kelynho Povão (PHS), Léo de Morro do Coco (PRP), Leonardo do Turf (PSL), Paulinho Camelô (PRP), Paulo Henrique Ph (PTC), Pepeu de Baixa Grande (PSD), Roberta Moura (PR), Rodolfo Pescador (SD), Serginho Bigode (PTC), Tia Penha (PHS) e Vera Bensi (PR).

Caso sejam condenados em segunda instância, a pena por compra de votos chega a quatro anos de prisão, explica a especialista em Direito Eleitoral. A probabilidade maior, porém, é que, neste cenário, sejam cumpridas penas alternativas.

“A pena máxima é de quatro anos. Mas se a pessoa tem bons antecedentes, residência fixa, salário ou cumpre outros requisitos já consolidados pela jurisprudência, a pena vai diminuindo. Nesses casos, se chegar a uma pena de até dois anos, dificilmente resultaria em restrição de liberdade”.

Histórico dos vereadores

Ozéias foi preso temporariamente durante a Operação Chequinho, da Polícia Federal (PF), no dia 19 de outubro. Ele teve sua prisão prorrogada e, depois, convertida em preventiva, permanecendo no Presídio Masculino Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, até obter liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dez dias depois.

Magal é ex-líder do governo Rosinha na Câmara de Vereadores de Campos e se lançou candidato à presidência da mesa diretora da Casa de Leis para a próxima legislatura.

Linda Mara teve prisão temporária decretada no último dia 26, durante a Operação Chequinho 2, da PF. Após cinco dias foragida, foi presa no Rio de Janeiro, graças a uma denúncia anônima. Deixou o Presídio Feminino Nilza da Silva Santos no último dia 4.

Já Miguelito, assim como Ozéias, foi preso temporariamente durante a Operação Chequinho, teve sua prisão prorrogada e convertida em preventiva, ficando detido até concessão da liminar no TSE.

Virgílio é um dos nomes na corrida pela presidência da Câmara na próxima legislatura. Em 27 de outubro, ele foi afastado de suas funções na Casa de Leis e impedido de entrar nela ou na Prefeitura. Dois dias depois, foi preso temporariamente pela PF. Acabou liberado no Feriado de Finados.

Madureira foi subsecretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo e coordenador do Espaço do Empreendedor, enquanto Ferrugem já comandou a pasta de Desenvolvimento Humano e Social e a Fundação da Infância e Juventude.


Marcos Curvello





Fonte: Terceira Via

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Decisão do TSE:Marcos Bacellar na Câmara de Campos

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
O ex-presidente da Câmara de Campos Marcos Bacellar (PDT) terá uma cadeira na próxima legislatura. Uma decisão da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), valida os 2.685 votos recebidos por ele no pleito deste ano. Até então, os votos estavam barrados já que Bacellar teve o registro foi indeferido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), após uma ação movida pelo ex-subsecretário de Governo, Thiago Godoy (PR).

Com a entrada de Bacellar, ainda não oficializada no sistema do TSE, quem deve sair é Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), que fica como suplente.

Lóssio — A decisão sobre Bacellar foi expedida pela mesma ministra que concedeu liminar para o ex-governador Anthony Garotinho (PR) deixar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo Penitenciário de Bangu na semana passada e relatou o pedido de habeas corpus avaliado pelo Plenário na semana passada.





Fonte: Blog do Arnaldo Neto

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

TSE: Garotinho consegue habeas corpus, mas não pode voltar a Campos

(Foto: Reprodução)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou na manhã desta quinta-feira (24) o habeas corpus do ex-governador Anthony Garotinho (PR). O advogado criminalista Fernando Fernandes faz a defesa de Garotinho e disparou contra os procedimentos da Polícia Federal (PF) em Campos. A ministra Luciana Lóssio, responsável pela relatoria, se posicionou pelo provimento parcial do HC, com fiança de 100 salários mínimos. O ministro Luiz Fux sugeriu uma alteração, proibindo a volta de Garotinho ao município de Campos. “Já que ele foi preso e atendido no Rio, ele deve permanecer no Rio até o fim da instrução processual”.

A ministra Luciana Lóssio também comentou sobre seu suposto contato com Garotinho. “Minhas portas estão sempre abertas, mas repudio essas insinuações e venda de ilusões. Recebi a prefeita Rosinha e o secretário Garotinho. Tudo de forma transparente”.

Os ministros seguiram o voto da relatora, com pequenas alterações.

O ministro Herman Benjamin discordou de posições da ministra Luciana Lóssio sobre o juiz Glaucenir Silva de Oliveira. Em outro momento, após a ministra afirmar que uma testemunha “não é confiável”, Benjamin comentou: “Não podemos dizer quem é e quem não é confiável”.

O vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, representando o Ministério Público, disse que não vai se pautar por teorias fantasiosas. Ele enviou parecer pelo cumprimento da prisão de Garotinho em estabelecimento prisional, como mostrou ontem (23) o blog “Ponto de Vista” (aqui). Para ele, não há nenhuma ilegalidade na decisão do Juízo de primeiro grau, “que está devidamente fundamentada para acautelar a ordem pública e para resguardar a conveniência da instrução criminal, ante a apontada ‘ameaça à testemunha’ e a informação de ‘apagamento de dados’ que comprovariam a prática delituosa, cuja investigação apresenta fortes indícios de autoria por parte de Garotinho”.

O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes considerou o caso “delicado” e se referiu a remoção de Garotinho para Bangu como “caricata”. Ele criticou a postura de alguns advogados que, na visão dele, “são lobistas”. “Será necessário que a OAB abra uma sindicância para apurar uma série de questões deste caso. As instituições estão em jogo”, disse Mendes, que também aproveitou para defender a ministra Luciana Lóssio.






Fonte: Folha da Manhã

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Prisão de Garotinho: TRE e TSE negam habeas corpus

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
O desembargador eleitoral Marco Couto negou, nesta quarta-feira (16), liminar em habeas corpus requerida pelos advogados do secretário de Governo de Campos, Anthony William Garotinho, que teve prisão preventiva decretada pela Justiça, tendo sido preso nesta manhã, no Rio, em mais uma etapa da Operação Chequinho, por ser apontado como a liderança da associação criminosa que fraudou o Programa Cheque Cidadão com o propósito de compra de votos e fraude nas eleições municipais deste ano.

Na decisão, o desembargador diz que “verifica-se que os motivos que levaram o juízo impetrado a decretar a medida são relevantes” e “não se vislumbra ilegalidade manifesta na decisão atacada (que determinou a prisão preventiva)”.

A decisão de hoje (16) é referente ao pedido de reiteração no Habeas Corpus 45132, que já havia sido negado, também em caráter liminar, no último dia 11, pelo desembargador eleitoral(Processo relacionado: HC 45132).

TSE TAMBÉM NEGA

A ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou, na noite desta quarta-feira (16), um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR)

Na decisão desta noite, a ministra do TSE alegou “supressão de instância” e entendeu que o habeas corpus deve ser analisado primeiramente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ).






Fonte: Extra | G1

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As irregularidades com RPAs e contratações diretas em SJB, sem respostas ainda


As irregularidades com as RPAs e contratações em São João da Barra, ainda sem respostas, as apreensões ocorreram no dia 27 de outubro, onde vários documentos foram apreendidos na sede da prefeitura do município. A finalidade foi a de apurar inúmeras denúncias sobre a irregularidade nas contratações através de Recibos de Pagamentos a Autônomos – RPAs e contratação direta.

Em Campos operações realizadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e Polícia Federal (PF), que, também está investigando diversas denúncias de irregularidades, onde no dia (26) do mês passado,cumpriram mandados de busca e apreensão na Prefeitura. também visaram contratações irregulares através de Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA).

A diferença em relação a SJB, é que em Campos começou nesta terça (8), começaram os julgamentos.Em quanto isso os Sanjoanenses aguardam uma resposta para essas irregularidades.


RELEMBRE O CASO:

O Ministério Público Eleitoral divulgou nota pública sobre as buscas e apreensões de documentos na Prefeitura de São João da Barra, no dia (27) do mês de outubro. O e-mail é assinado pelo promotor eleitoral Matheus Rezende. Confira:

“O Ministério Público Eleitoral, no exercício do poder de polícia de fiscalização nas eleições municipais de 2016, através da 37ª Promotoria Eleitoral, representou ao juízo da 37ª Zona Eleitoral pela busca e apreensão em órgãos da Prefeitura Municipal de São João da Barra com a finalidade de apurar inúmeras denúncias sobre a irregularidade nas contratações através de Recibos de Pagamentos a Autônomos – RPAs e contratação direta.

O mandado foi cumprido no dia (27). As apreensões foram realizadas pela equipe de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral, que contou com o apoio do GAP – Grupo de Apoio aos Promotores. Os documentos serão analisados e encaminhadas ao juízo competente para apuração, em tese, da prática de abuso de poder político e econômico.

A informação é de que haveria indevida motivação eleitoral de pré-candidatos aos cargos do Poder Legislativo Municipal com indicação das pessoas a serem contratadas para diversos setores na Prefeitura Municipal de São João da Barra em troca de apoio político e eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral reafirma o seu compromisso com a integridade e igualdade no processo eleitoral, a fim de que os eleitores possam exercer de forma livre o direito ao sufrágio”.


EM CAMPOS


A recente campanha eleitoral em Campos quase foi ofuscada por operações do Ministério Público Eleitoral (MPE) e Polícia Federal (PF), que, investigando diversas denúncias de irregularidades, cumpriram mandados de busca e apreensão na Prefeitura. As mais notórias foram as envolvendo o Cheque Cidadão. Segundo os dois órgãos, de junho a setembro foram incluídas 18 mil pessoas no programa social. As supostas irregularidades resultaram em 38 ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) — uma que tem a prefeita Rosinha Garotinho (PR) como ré e outras 37 referentes a candidatos a vereadores. Mas as operações também visaram contratações irregulares através de Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA). Sobre essas, porém, ainda não há informações sobre os desdobramentos.

Após cumprimento de mandado na sede da secretaria de Desenvolvimento Humano e Social, Centro de Referência da Assistência Social (Cras) e até em casa de candidatos a vereador o MPE propôs 37 Aijes contra candidatos governistas à Câmara Municipal. Onze foram eleitos: Jorge Rangel (PTB), Thiago Ferrugem (PR), Kellinho (PR), Magal (PSD), Thiago Virgílio (PTC), Ozéias (PSDB), Roberto Pinto (PTC), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Vinicius Madureira (PRP), Linda Mara (PTC) e Miguelito (PSL). Eles foram denunciados por possível utilização do Cheque Cidadão em troca de votos. O MPE pede cassação do diploma ou mandato, caso confirmadas as irregularidades.

Terça-feira (8), começaram os julgamentos. Os primeiros foram Roberto Pinto e Ozéias. Sexta-feira (11) será a vez de Jorge Rangel, pela manhã, e Jorge Magal, à tarde.

Além das 37 Aijes, ainda existe outra, que tem a prefeita Rosinha (PR), o vice-prefeito e seu candidato à sucessão, que não foi eleito, Dr. Chicão (PR), o vereador e candidato a vice, Mauro Silva (PSDB), além da ex-secretária de Desenvolvimento Ana Alice Alvarenga e a ex-coordenadora do programa Gisele Koch. Nesta, o MPE fala “de um grande esquema organizado pelos atuais gestores públicos de Campos dos Goytacazes, incluindo a prefeita Rosinha Garotinho, para a obtenção de votos em favor de candidatos por eles apoiados. Em troca, por meio de cabos/apoiadores eleitorais a eles ligados, são oferecidas inscrições fraudulentas no programa social Cheque Cidadão, cujo crédito mensal é de R$ 200 por beneficiário”.

Ana Alice e Gisele foram presas duas vezes pela PF. Uma durante a operação Vale Voto, em 23 de setembro e outra em 26 de outubro, na segunda etapa da “Chequinho”, Gisele foi presa, mas Ana Alice considerada foragida até ser pega, junto com Linda Mara e a radialista Beth Megafone, também foragidas, no Rio de Janeiro. Ela saiu da prisão através de uma decisão da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já sobre o RPA, cuja operação foi na secretaria de Governo, a assessoria do MPE não enviou resposta sobre o desenrolar das investigações. A Ação Cautelar que sustentou a busca e apreensão na secretaria de Governo está para conclusão desde o último dia 4.







Fonte: Blog Pense Diferente | Blog do Arnaldo Neto | Folha da Manhã

terça-feira, 1 de novembro de 2016

TRE determina que Edson responda por crime de desobediência


Por não assumir a Prefeitura, como estava determinado pelo TRE, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista, responderá por crime de desobediência. A decisão do colegiado foi tomada durante o julgamento dos Embargos de Declaração da prefeita Rosinha, seguindo entendimento do desembargador-relator Marco Couto.

Ele levantou a questão e afirmou: “Assim como temos irrestrito dever de obedecer ordem do TSE – sob o aspecto pessoal, podemos ate critica-la, mas nao nos cabe nem expor a critica evidentemente, que o Presidente da Câmara tem a obrigação de cumprir nossas decisões, senão estariamos fazendo papel de palhaco. Paramos meia hora para refletir se iriamos ou nao dar efeito suspensivo e o Presidente da Camara de Campos da efeito suspensivo, contrariando nossa decisão”.







Fonte: Blog Na Curva do Rio

domingo, 30 de outubro de 2016

TRE em Campos vai receber justificativa eleitoral neste domingo

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Apesar de não haver segundo turno das eleições municipais em Campos, a Justiça Eleitoral funcionará neste domingo (30) para receber justificativa dos eleitores que estiverem fora de seu domicílio eleitoral. O cartório da 98ª Zona Eleitoral, localizado no prédio da Justiça Eleitoral, receberá os formulários das 8h às 17h.

Para realizar o procedimento, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve, já preenchido, o formulário de requerimento de justificativa eleitoral, que pode ser baixado no site do TRE-RJ ou retirado em um cartório eleitoral. Além do requerimento, o eleitor deve apresentar o título e um documento oficial com foto.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o segundo turno será realizado em 57 cidades de 20 estados. No Rio de Janeiro, além da Capital, haverá votação em São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Petrópolis, Volta Redonda e Belford Roxo.






Fonte: Terceira Via

terça-feira, 18 de outubro de 2016

TSE começa a julgar recursos de candidatos que tiveram registro negado

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a analisar os recursos apresentados por candidatos às eleições municipais deste ano que tiveram o registro de candidatura negado por um juiz eleitoral. Segundo informações do tribunal, a Resolução Nº 23.455/2015 do TSE (Artigo 44) permitiu que o candidato que teve seu registro negado, mas apresentou recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), continue a fazer a campanha até que a ação fosse julgada na instância superior.

Segundo o TSE, a legislação e o Código Eleitoral trazem a possibilidade da apresentação do recurso e estabelecem também o rito do julgamento desses casos. Agora, o TSE vai analisar cada um dos recursos que foram à Corte pelos tribunais regionais Eleitorais.

Novas eleições

Caso o candidato a prefeito que está recorrendo ao TSE tenha obtido o maior número de votos na eleição e o seu recurso não seja aceito pelos ministros, ou seja, o registro seja negado, novas eleições serão feitas no município. A regra passou a valer depois da reforma eleitoral de 2015 que trouxe a modificação para o Código Eleitoral.

De acordo com a Corte, nas localidades que têm uma população com menos de 200 mil habitantes, se a soma dos votos dos outros candidatos concorrentes for menor que 50% ninguém é considerado eleito e ocorre uma nova eleição.

Nos municípios que têm uma população superior a 200 mil habitantes existe a possibilidade de segundo turno. Se na segunda rodada de votação algum dos candidatos estiver com recurso aguardando julgamento, até que saia decisão do TSE ele poderá concorrer.






Fonte: TSE

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Mulheres avançam na disputa por cargos nas prefeituras da região

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Em pelo menos 63 municípios das 92 cidades fluminenses há mulheres na disputa por cargos no Executivo nestas eleições de 2016. A região Norte Fluminense soma 13 candidatas aos cargos de prefeito e vice na sucessão municipal deste ano. Em São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Carapebus e Quissamã, o mulherio tem representantes na cabeça-de-chapa. Em outras cidades, como Campos, Macaé, São Fidélis, Conceição de Macabu há mulheres na chapa como candidatas ao cargo de vice-prefeito.

Em Carapebus, duas mulheres integram a mesma chapa na disputa pela prefeitura. A cabeça de chapa é a técnica judiciária Christiane Cordeiro, tendo a professora Marinete Possidônio como candidata a vice. Christiane é mulher do ex-prefeito Eduardo Cordeiro, que decidiu não concorrer devido a pendências judiciais.

Maiores colégios eleitorais do Estado, Rio de Janeiro e São Gonçalo são as cidades que apresentam maior número de candidatas: 7 cada uma. Em Nova Iguaçu, há cinco mulheres na disputa das eleições majoritárias, com três candidatas à prefeitura. Já em Guapimirim, são três representantes do sexo feminino como candidatas ao cargo de prefeito, uma concorre como vice.


Cota de gênero

Apesar de numa visão geral o percentual de mulheres candidatas ter ultrapassado 30%, ainda há uma dificuldade dos partidos e coligações nos municípios atenderem o que diz a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que estabelece, em seu art. 10, que, nas eleições proporcionais, “(…) cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo”. Isso significa que, nestas eleições, cada partido ou coligação de cada um dos 5.568 municípios do país deverá lançar candidatas ao cargo de vereador no percentual mínimo de 30%.

A obrigatoriedade imposta de percentual mínimo de mulheres nas disputais eleitorais foi reforçada pela minirreforma eleitoral de 2009 (Lei nº 12.034/2009), que substituiu a expressão prevista na lei anterior – “deverá reservar” – para “preencherá”.

A partir de então, o Tribunal Superior Eleitoral consolidou jurisprudência no sentido de que esse preenchimento é obrigatório. O Tribunal tem o entendimento de que, na impossibilidade de registro de candidaturas femininas no percentual mínimo de 30%, o partido ou a coligação deve reduzir o número de candidatos do sexo masculino para se adequar às cotas de gênero.

MULHERES CANDIDATAS EM 63 MUNICIPIOS

Angra dos Reis – Flávia Praxedes (PRP), Rosária Albano/estudante (Psol) e America Carneiro/advogada (DEM), concorrem ao cargo de vice-prefeito.

Araruama – Livia de Chiquinho (PDT) concorre à prefeitura; Missionária Nazaré Mendonça (DEM) e Alcione Lobo/comerciante (PV), candidatas a vice-prefeito.

Buzios- Shirlei Branco/advogada (PR) candidata à prefeitura

Arraial do Cabo – Kátia Venceslau/dona de casa (Pros) e Professora Paulina (Rede), concorrem como vices.

Barra Mansa – Clarice de Freitas/professora (PT) concorre à prefeitura; professora Fátima (PRTB), disputa o cargo de vice.

Belfort Roxo – Sulamita do Carmo Silva/servidora pública (PP) e Elizabeth Machado disputam a prefeitura prefeitura; Ana Silva (Rede) disputa vice.

Campos dos Goytacazes – Conceição Santana/assistente social (PPS) e Gabriela Mariano/estudante(PC do B), candidatas a vice.

Cabo Frio – Cristiane Fernandes/administradora (PRP), Rute Schuindt/empresária (PPS), Lucinha da Educação (PV) são candidatas a vice.

Carapebus – Christiane Cordeiro/servidora pública estadual (PP), candidata a prefeita; e Marinete Possidônio/servidora pública (SD) a vice na mesma chapa.

Carmo – Maria José Cassane Soares/servidora pública (PMB) candidata à prefeitura.

Casimiro de Abreu – Célia Coleta/professora (Psol) candidata a vice.

Conceição de Macabu – Jaqueline da Piteira (PC do B) concorre também ao cargo de vice.

Cordeiro – Josi Veterinária (PR) e Maria Helena/advogada (PRB)

Caxias – Florinda Lombardi/aposentada (PSTU) disputa a prefeitura; Dona leda (PDT), Adriana Marques/bióloga (PCO) e Midian (PSDB) concorrem a vice-prefeitura.

Engenheiro Paulo de Frontin – Cássia Aparecida Dias/engenheira (PDT) e Joelma Santana Romeiro/contador (PSDB) disputam a prefeitura; Mônica Baltazar (PP) a vice.

Guapimirim – Ismeralda Garcia/professora (PMDB), Marina Pereira da Rocha/vereadora (PSDB) e Nomemi Augusto do Couto/pedagoga (Rede) à prefeitura; Linda da Várzea/dona de casa (PMB), disputa como candidata a vice.

Iguaba Grande – Ana Graziela Magalhães/prefeita/empresária/ (PP) disputa a reeleição; e Rosa Ferreira/aposentada (PR) concorre a vice.

Itaguaí – Fabiana Loira da Saúde/dona de casa (PTC) e Suellem Cruz/técnica de mecânica (PPL), candidatas a prefeito.

Italva – Margareth do Joelson(PP), candidata a prefeito

Itaocara – Andrea Consendey/advogada(Psol) concorre a vice.

Itaperuna- Shirley Assis/cabeleirira (Rede) vem candidata a vice.

Itatiaia – Adriana Fontes (PP) vice

Japeri – Glaci Straten/empresária(DEM), candidata a vice.

Macaé – Luciana Lora/assistente social (Psol), professora Tânia Graniço/professora(PSTU) candidatas a vice.

Macuco – Michele Bianchini (PHS) vem também como vice.

Magé – Sônia de Oliveira/empresária Shotffel (PRB) concorre à prefeitura e advogada Daniela Abreu/advogaa(Psol) disputa o cargo de vice.

Mangaratiba – Cassinha do Zé Miguel/arquiteta (PSB) a prefeitura

Maricá – Beatrice Cordoeira/radialuta (Psol) disputa a prefeitura

Mendes – Edith Braga/técnico em contabilidade (PMB) concorre à prefeitura; Quézia Marluce (Psol) disputa como vice.

Nilopolis – Jane Abraão/empresária(PSB) e Edleuza Leal/empresária (Rede) candidatas a vice.

Niterói – Danielle Bornia/agente administrativo (PSTU) concorre à prefeitura e a professora Regina Bienenstein/professora (Psol) candidata a vice.

Nova Friburgo – Dra Grace (PMDB), mais Vania Monteiro e (PSTU) e Márcia Carestiato (PHS) como candidatas a vice

Nova Iguaçu – Leci Carvalho e Silva/professora(Psol) e Rosangela Gomes/deputada federal (PRP) são candidatas à prefeitura; a professora Mariana Pimenta (Rede), Andréia Louredo (PSDB), professora Zélia Borges (PT do B).

Paracambi – Meiry/professora (PP), vice.

Paraíba do Sul – professora Mariângela Santos (PRP) e Roseani Gobbi (PPS) vices

Paraty – servidora pública Marly Cardoso (Rede) prefeitura, assistente social Donana Santana (Psol) vice

Pati do Aleres – servidora municipal Lenice Vianna (PTB) vice

Pinheiral – enfermeira Claudia Abreu (PPS) e professora Sediene Maia, vices

Porciuncula – Mirian Porto (PMDB), prefeita tenta reeleição

Porto Real – médica Silvia Bernardelli (PP) à prefeitura, Roberta Rosário (Rede), vice, formam uma dobradinha de mulheres

Quissamã – Fátima Pacheco/assistente social (PTN) concorrente à prefeitura; e Isabel Pessanha, candidata a vice.

Resende – Ana Lúcia Correa do Beira Rio (PT) à prefeitura

Rio Bonito – Vereadora Rita da Educação (PP) vice

Rio das Flores – médica Soraya da Graça (DEM) disputa a prefeitura.

Rio das Ostras – Winie Freitas (servidora estadual) Psol, a prefeitura; servidora estadual Claudia Justino (PC do B), estudante Cristina Domingos (PMB) vice

Rio de Janeiro – Jandira Feghali/médica e deputada federal (PC do B), pedagoga Thelma Bastos (PCO), empresária Carmem Miguelles (Partido Novo) disputam à prefeitura; servidora estadual Marilia Macedo (PSTU), Luciana Boiteux (Psol), Aspásia Camargo (PSDB), Cidinha Campos (PDT) vem como candidatas a vice.

Santo Antônio de Pádua – Maria Dib/vereadora (PP) candidata a vice-prefeito.

São Fidélis – Soninha Panek/servidora pública (PV), candidata a vice.

São Francisco de Itabapoana – Francimara Barbosa Lemos/comerciante (PSB), concorre a prefeita.

São Gonçalo – Dayse Oliveira/pedagoga (PSTU) prefeita; candidatas a vice: Marilena Panisset (PRP); Eulália Maciel (PMN); Fernanda Temperini/administradora; Ilcéia Borges/professora (PTB); Graça Matos/deputada; Rosilene Alonso/advogada(Psol).

São João da Barra – Carla Machado/professora, ex-prefeita (PP); Leide Fernandes/ pedagoga(PMDB), a Tininha, concorre a vice.

São João de Meriti –Cristiane Bulhões/agente de saúde (Psol), candidata a prefeita. Denise Cordeiro/advogada (DEM) e Letícia Costa/médica, candidatas a vice.

São José do Vale do Rio Preto – Flávia do Rosaldo/empresária (PP), candidata a vice

São Pedro da Aldeia – Elisângela Lobo/empresária(PSB), candidata a prefeita.

Sapucaia – Nereide Bernardes (Psol) candidata à prefeitura, com Patrícia Siqueira/bióloga (Psol) como vice.

Saquarema – Ana Paula Fortunato/servidora pública (PSDB) candidata a vice.

Seropédica – Sandra Helena/dona de casa (PMB) e Márcia Lopes/servidora pública (PTB) concorrem ao cargo de vice-prefeito.

Silva Jardim – Zilmara Xavier/vereadora (PR) e Solange Pacheco/administradora (Rede) candidatas à prefeitura.

Teresópolis – Ana Laura/administradora (PSDB), Marli Couto/empresária(SD) candidatas a vice.

Trajano de Moraes – Cláudia Sampaio/psicóloga (PDT) concorre a vice-prefeita.

Valença – Luciana/pedagoga (Psol) candidata à prefeitura; Tia Erly (Psol), concorre a vice.

Vassouras – Terezinha Nunes/médica (DEM) concorre ao Executivo; Tia Conceição/empresária (PTB) é candidata a vice.

Volta Redonda – América Tereza/vereadora(PMDB) e Isabel Fraga/professora (PSTU) são candidatas a prefeita. Mônica Teixeira/professora (PSTU) concorre como vice.










Fonte: TSE | Campos24horas

domingo, 3 de julho de 2016

Eleições 2016: Eleitor com deficiência tem até segunda-feira

(Foto: Reprodução)
O eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida que tenha solicitado transferência para seção eleitoral especial tem até amanhã (04/07) para comunicar ao juiz eleitoral suas restrições e necessidades. A partir da comunicação, que deve ser feita por escrito, a Justiça Eleitoral busca providenciar as adaptações adequadas para garantir que ele vote nas eleições de outubro.

Os procedimentos para atender o público com necessidades especiais estão previstos em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma das determinações é que os locais de votação tenham fácil acesso, com estacionamento próximo. Há também a possibilidade de que o eleitor seja acompanhado por uma pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral.

A Justiça Eleitoral tem urnas eletrônicas com sistema de áudio, teclado em braile e recursos auxiliares aos deficientes visuais. A Justiça Eleitoral tem o registro de quase 700 mil eleitores com deficiência, sendo mais de 130 mil no exterior, de acordo com o TSE.

No dia 2 de outubro os eleitores vão às urnas votar para eleger prefeitos e vereadores. O segundo turno, quando houver, será no dia 30 de outubro.






Fonte ABr

terça-feira, 28 de junho de 2016

Pré-candidatos não podem apresentar programas de rádio e TV a partir de quinta

(Foto: Reprodução)
A partir de quinta-feira (30/06), as emissoras de rádio e televisão não poderão transmitir programas que sejam apresentados ou comentados por pré-candidatos às eleições municipais deste ano. A data está prevista no calendário eleitoral, aprovado por uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Caso a regra seja descumprida e o pré-candidato seja escolhido na convenção do partido para concorrer às eleições, a emissora e o candidato poderão ser penalizados. Segundo o calendário eleitoral, as penalidades estão previstas em leis.

O texto diz que, a partir desta data, é "vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição da multa prevista no parágrafo 2º do Artigo 45 da Lei nº 9.504/1997 e de cancelamento do registro da candidatura do beneficiário (Lei nº 9.504/1997, Artigo 45, parágrafo 1º)”.






Fonte ABr

sábado, 11 de junho de 2016

ELEIÇÕES 2016: Betinho Dauaire, Arnaldo e Barbosa INELEGÍVEIS


Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu nesta sexta-feira do Tribunal de Contas da União (TCU) uma lista com 6,7 mil nomes de gestores públicos que tiveram contas rejeitadas por irregularidades insanáveis. A lista foi encaminhada por Tribunais de Contas dos Estados. Estão citados na lista o ex-prefeito de Campos, Arnaldo Vianna – com cinco processos insanáveis –; o ex-prefeito de São Francisco de Itabapoana (SFI), Barbosa Lemos e o ex-prefeito de São João da Barra (SJB), Betinho Dauaire. 

Com base nas informações, a Justiça Eleitoral poderá barrar a candidatura nas eleições municipais de outubro de quem estiver na lista, porque os eventuais candidatos são considerados inelegíveis.

De acordo com Lei de Inelegibilidade (LC 64/1990), conhecida como Lei da Ficha Limpa, quem exerceu cargo ou função pública, teve as contas de sua gestão rejeitadas e não há mais como recorrer da decisão não pode se candidatar a um cargo eletivo nas eleições que ocorrerem nos oito anos seguintes após a data da decisão final.

A relação abrange as decisões tomadas a partir de outubro de 2008 até a data da eleição. O eventual candidato só conseguirá participar do pleito se conseguir uma liminar na Justiça.

Após cerimônia de entrega da lista, o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, disse que a antecipação da entrega dos nomes, que estava prevista para 5 de julho, permitirá que a Justiça Eleitoral possa analisar os casos de candidatos inelegíveis antes das eleições. “Estamos fazendo isso, graças a essa parceria [com o TCU], de maneira antecipada. Certamente haverá impugnações e as questões serão submetidas à Justiça Eleitoral e, portanto, com a segurança jurídica que o documento autêntico do TCU nos permite. Pela primeira vez, estamos tendo a condição de ter essa lista de forma antecipada. Acho que isso é um ganho em termos de logística para a Justiça Eleitoral”, concluiu o ministro.









Fonte: Blog do Fernando Leite

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

TSE: REGRAS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2016

(Foto: Ralph Braz | Blog Pense Diferente)
Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, na sessão administrativa desta terça-feira (15), as resoluções que irão reger as Eleições Municipais de 2016. Na sessão desta noite, dez resoluções foram aprovadas pelos ministros, além de alterações no calendário eleitoral.

As instruções aprovadas são: atos preparatórios para a eleição; registro e divulgação de pesquisas eleitorais; escolha e registro de candidatos; limites de gastos a serem observados por candidatos a prefeito e vereador; propaganda eleitoral, utilização e geração do horário gratuito e condutas ilícitas em campanha eleitoral; representações, reclamações e pedidos de direito de resposta; arrecadação e gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e prestação de contas; calendário da transparência para as eleições de 2016; instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes; e sobre a cerimônia de assinatura digital, fiscalização do sistema eletrônico de votação, do registro digital do voto, da auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas e dos procedimentos de segurança dos dados dos sistemas eleitorais.

Além das dez resoluções de hoje, o Plenário do TSE já havia aprovado o Calendário Eleitoral das Eleições Municipais de 2016 e a resolução que estabelece modelos de lacres para as urnas, de etiquetas de segurança e de envelopes com lacres de segurança e sobre seu uso nas eleições do próximo ano. O pleito ocorrerá no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, nos casos de segundo turno. Os eleitores elegerão os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros.

Manifestações do relator

Relator das resoluções do ano que vem, o ministro Gilmar Mendes destacou, entre outras, a que trata dos limites de gastos a serem respeitados por candidatos a prefeito e vereador. A eleição do próximo ano será a primeira em que a legislação traz os limites de gastos de campanhas estabelecidos pela Justiça Eleitoral, com base em normas estipuladas pela reforma eleitoral de 2015.

O ministro enfatizou ainda a resolução do calendário da transparência para as eleições de 2016, dispondo sobre a publicidade dos atos relacionados à fiscalização do sistema de votação eletrônica e à auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas. “Ressalto a sua importância, tendo em vista, inclusive, as polêmicas geradas no último pleito. Destaco que a Justiça Eleitoral não tem nada a esconder. O que se espera é uma maior participação da sociedade, especialmente dos entes legitimados a acompanhar os atos. Dessa forma, ampliar e estimular a participação das etapas de fiscalização é a finalidade do calendário da transparência”, disse o ministro.

Já a resolução sobre instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes, por sua vez, estabelece prazo para a transferência de eleitores para as seções eleitorais especiais. “Esse é um tema que sempre gera alguma controvérsia”, disse o ministro. Ele informou que solicitou aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) sugestões sobre o assunto para serem apreciadas, assim como ocorreu com relação aos demais textos das minutas.

O relator agradeceu mais uma vez a participação do ministro Henrique Neves e a colaboração das assessorias técnicas do TSE e da equipe de seu gabinete nos trabalhos de elaboração das resoluções. “É preciso salientar que o sucesso das eleições não se deve apenas à urna eletrônica. Deve-se, principalmente, ao corpo técnico e aos demais servidores, que realizam suas atividades com afinco extremo e profissionalismo. É importante frisar o grande volume de trabalho nesta Justiça especializada, mesmo em anos não eleitorais”, acrescentou o ministro Gilmar Mendes. 

Antes da votação de hoje, o TSE também realizou audiências públicas para receber sugestões dos partidos políticos, do Ministério Público, de instituições e da sociedade para o aperfeiçoamento das minutas.

Confira a seguir alguns pontos importantes das resoluções aprovadas na sessão desta terça-feira:

Pesquisas eleitorais

A partir de 1º de janeiro de 2016, as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as eleições ou candidatos, para conhecimento público, serão obrigadas a informar cada pesquisa no Juízo Eleitoral que compete fazer o registro dos candidatos. O registro da pesquisa deve ocorrer com antecedência mínima de cinco dias de sua divulgação.

Filiação partidária

Quem desejar disputar as eleições do próximo ano, precisa se filiar a um partido político até o dia 2 de abril de 2016, no caso, até seis meses antes da data das eleições. Pela regra anterior, para disputar uma eleição, o cidadão precisava estar filiado a um partido político um ano antes do pleito.

Convenções partidárias

As convenções para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações devem acontecer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016. O prazo antigo determinava que as convenções partidárias deveriam ocorrer de 10 a 30 de junho do ano da eleição.

Registro de candidatos

Partidos políticos e coligações devem apresentar os pedidos de registro de candidatos ao respectivo cartório eleitoral até as 19h do dia 15 de agosto de 2016. A regra anterior estipulava que esse prazo terminava às 19h do dia 5 de julho.

Gastos de campanha

Antes da reforma eleitoral deste ano (Lei nº 13.165, de 29 de setembro de 2015), o Congresso Nacional tinha de aprovar lei fixando os limites dos gastos da campanha eleitoral. Na falta desta regulamentação, eram os próprios candidatos que delimitavam seu teto máximo de gastos. Tais valores eram informados à Justiça Eleitoral no momento do pedido de registro de candidatura.

A partir das eleições do próximo ano, de acordo com o que estabelece a reforma eleitoral, o TSE é que fixará, com base em valores das eleições anteriores e critérios estabelecidos nesta norma, os limites de gastos, inclusive o teto máximo de despesas de candidatos a prefeito e vereador nas eleições de 2016.

Propaganda eleitoral

A resolução sobre o tema contempla a redução da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, com início em 26 de agosto, em primeiro turno. As duas reduções de períodos foram determinadas pela reforma eleitoral de 2015.

Instruções

De acordo com o artigo 105 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), o TSE deve expedir, até 5 de março do ano da eleição, todas as instruções necessárias para a fiel execução da lei, ouvidos, previamente, em audiência pública, os delegados ou representantes dos partidos políticos.

Acesse aqui o calendário eleitoral das eleições municipais de 2016 e a versão alteradora.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre atos preparatórios das eleições de 2016.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre a cerimônia de assinatura digital, fiscalização do sistema eletrônico de votação, do registro digital do voto, da auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas e dos procedimentos de segurança dos dados dos sistemas eleitorais.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre o calendário da transparência para as eleições de 2016.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre pesquisas eleitoraiO Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, na sessão administrativa desta terça-feira (15), as resoluções que irão reger as Eleições Municipais de 2016. Na sessão desta noite, dez resoluções foram aprovadas pelos ministros, além de alterações no calendário eleitoral.

As instruções aprovadas são: atos preparatórios para a eleição; registro e divulgação de pesquisas eleitorais; escolha e registro de candidatos; limites de gastos a serem observados por candidatos a prefeito e vereador; propaganda eleitoral, utilização e geração do horário gratuito e condutas ilícitas em campanha eleitoral; representações, reclamações e pedidos de direito de resposta; arrecadação e gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e prestação de contas; calendário da transparência para as eleições de 2016; instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes; e sobre a cerimônia de assinatura digital, fiscalização do sistema eletrônico de votação, do registro digital do voto, da auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas e dos procedimentos de segurança dos dados dos sistemas eleitorais.

Além das dez resoluções de hoje, o Plenário do TSE já havia aprovado o Calendário Eleitoral das Eleições Municipais de 2016 e a resolução que estabelece modelos de lacres para as urnas, de etiquetas de segurança e de envelopes com lacres de segurança e sobre seu uso nas eleições do próximo ano. O pleito ocorrerá no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, nos casos de segundo turno. Os eleitores elegerão os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros.

Manifestações do relator

Relator das resoluções do ano que vem, o ministro Gilmar Mendes destacou, entre outras, a que trata dos limites de gastos a serem respeitados por candidatos a prefeito e vereador. A eleição do próximo ano será a primeira em que a legislação traz os limites de gastos de campanhas estabelecidos pela Justiça Eleitoral, com base em normas estipuladas pela reforma eleitoral de 2015.

O ministro enfatizou ainda a resolução do calendário da transparência para as eleições de 2016, dispondo sobre a publicidade dos atos relacionados à fiscalização do sistema de votação eletrônica e à auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas. “Ressalto a sua importância, tendo em vista, inclusive, as polêmicas geradas no último pleito. Destaco que a Justiça Eleitoral não tem nada a esconder. O que se espera é uma maior participação da sociedade, especialmente dos entes legitimados a acompanhar os atos. Dessa forma, ampliar e estimular a participação das etapas de fiscalização é a finalidade do calendário da transparência”, disse o ministro.

Já a resolução sobre instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes, por sua vez, estabelece prazo para a transferência de eleitores para as seções eleitorais especiais. “Esse é um tema que sempre gera alguma controvérsia”, disse o ministro. Ele informou que solicitou aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) sugestões sobre o assunto para serem apreciadas, assim como ocorreu com relação aos demais textos das minutas.

O relator agradeceu mais uma vez a participação do ministro Henrique Neves e a colaboração das assessorias técnicas do TSE e da equipe de seu gabinete nos trabalhos de elaboração das resoluções. “É preciso salientar que o sucesso das eleições não se deve apenas à urna eletrônica. Deve-se, principalmente, ao corpo técnico e aos demais servidores, que realizam suas atividades com afinco extremo e profissionalismo. É importante frisar o grande volume de trabalho nesta Justiça especializada, mesmo em anos não eleitorais”, acrescentou o ministro Gilmar Mendes. 

Antes da votação de hoje, o TSE também realizou audiências públicas para receber sugestões dos partidos políticos, do Ministério Público, de instituições e da sociedade para o aperfeiçoamento das minutas.

Confira a seguir alguns pontos importantes das resoluções aprovadas na sessão desta terça-feira:

Pesquisas eleitorais

A partir de 1º de janeiro de 2016, as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as eleições ou candidatos, para conhecimento público, serão obrigadas a informar cada pesquisa no Juízo Eleitoral que compete fazer o registro dos candidatos. O registro da pesquisa deve ocorrer com antecedência mínima de cinco dias de sua divulgação.

Filiação partidária

Quem desejar disputar as eleições do próximo ano, precisa se filiar a um partido político até o dia 2 de abril de 2016, no caso, até seis meses antes da data das eleições. Pela regra anterior, para disputar uma eleição, o cidadão precisava estar filiado a um partido político um ano antes do pleito.

Convenções partidárias

As convenções para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações devem acontecer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016. O prazo antigo determinava que as convenções partidárias deveriam ocorrer de 10 a 30 de junho do ano da eleição.

Registro de candidatos

Partidos políticos e coligações devem apresentar os pedidos de registro de candidatos ao respectivo cartório eleitoral até as 19h do dia 15 de agosto de 2016. A regra anterior estipulava que esse prazo terminava às 19h do dia 5 de julho.

Gastos de campanha

Antes da reforma eleitoral deste ano (Lei nº 13.165, de 29 de setembro de 2015), o Congresso Nacional tinha de aprovar lei fixando os limites dos gastos da campanha eleitoral. Na falta desta regulamentação, eram os próprios candidatos que delimitavam seu teto máximo de gastos. Tais valores eram informados à Justiça Eleitoral no momento do pedido de registro de candidatura.

A partir das eleições do próximo ano, de acordo com o que estabelece a reforma eleitoral, o TSE é que fixará, com base em valores das eleições anteriores e critérios estabelecidos nesta norma, os limites de gastos, inclusive o teto máximo de despesas de candidatos a prefeito e vereador nas eleições de 2016.

Propaganda eleitoral

A resolução sobre o tema contempla a redução da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, com início em 26 de agosto, em primeiro turno. As duas reduções de períodos foram determinadas pela reforma eleitoral de 2015.

Instruções

De acordo com o artigo 105 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), o TSE deve expedir, até 5 de março do ano da eleição, todas as instruções necessárias para a fiel execução da lei, ouvidos, previamente, em audiência pública, os delegados ou representantes dos partidos políticos.

Acesse aqui o calendário eleitoral das eleições municipais de 2016 e a versão alteradora.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre atos preparatórios das eleições de 2016.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre a cerimônia de assinatura digital, fiscalização do sistema eletrônico de votação, do registro digital do voto, da auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas e dos procedimentos de segurança dos dados dos sistemas eleitorais.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre o calendário da transparência para as eleições de 2016.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre pesquisas eleitorais para as eleições.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre escolha e registro de candidatos.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre limites de gastos a serem observados por candidatos a prefeito e vereador.

Acesse aqui o anexo da tabela sobre limites de gastos.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre arrecadação e os gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e sobre a prestação de contas.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre propaganda eleitoral, utilização e geração do horário gratuito e condutas ilícitas em campanha eleitoral.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre representações, reclamações e pedidos de direito de resposta.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes.

s para as eleições.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre escolha e registro de candidatos.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre limites de gastos a serem observados por candidatos a prefeito e vereador.

Acesse aqui o anexo da tabela sobre limites de gastos.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre arrecadação e os gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e sobre a prestação de contas.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre propaganda eleitoral, utilização e geração do horário gratuito e condutas ilícitas em campanha eleitoral.


Acesse aqui a íntegra da resolução sobre representações, reclamações e pedidos de direito de resposta.

Acesse aqui a íntegra da resolução sobre instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes.






Fonte: TSE

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

GOVERNO RECUA, E TSE CONFIRMA VOTO ELETRÔNICO

(Foto: Ralph Braz | Blog Pense Diferente)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quinta-feira (10), por meio de nota, que o governo federal revisou parte do bloqueio de R$ 428 milhões que faria no orçamento da Justiça Eleitoral, prometendo liberar R$ 267 milhões que, inicialmente, seriam contingenciados. Com isso, a Corte eleitoral afirmou que será viabilizada a realização das eleições de 2016 com voto eletrônico.


O bloqueio atingiria os orçamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Justiça Federal, da Justiça Militar da União, da Justiça Eleitoral, da Justiça do Trabalho, da Justiça do Distrito Federal e Territórios e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No fim de outubro, uma portaria assinada pelo presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, advertiu que o contingenciamento determinado pelo Executivo nos tribunais superiores inviabilizaria o voto eletrônico.

Com o bloqueio previsto anteriormente pelo governo, a Justiça Eleitoral deixaria de receber mais de R$ 428 milhões, o que, segundo o TSE, impediria a compra e a manutenção de urnas eletrônicas necessárias para viabilizar o pleito municipal.

Na época, Toffoli ressaltou que era imprescindível contratar as urnas eletrônicas até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200 milhões.

O governo conseguiu rever o tamanho do bloqueio de recursos do Judiciário porque, em 2 de dezembro, o Congresso Nacional aprovou projeto que reduziu a meta fiscal deste ano.

Na ocasião, deputados e senadores autorizaram o governo federal a encerrar 2015 com um déficit recorde de R$ 119,9 bilhões. O Executivo dependia da revisão da meta para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

No comunicado divulgado nesta quinta, o tribunal eleitoral afirmou que a revisão da nova meta fiscal deste ano por parte do Congresso levou os ministérios da Fazenda e do Planejamento a recalcularem o contingenciamento no Judiciário.

Em vez de bloquear R$ 428 milhões, destacou a nota do TSE, o governo irá cortar R$ 161 milhões. De acordo com o tribunal, a redução do contingenciamento possibilitará a substituição de urnas eletrônicas para a eleição do ano que vem.

Leia a nota divulgada pelo TSE confirmando a votação eletrônica na eleição de 2016:

Votação eletrônica em 2016 está garantida com nova meta fiscal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu nesta quinta-feira (10) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão cópia do relatório enviado à Comissão Mista do Congresso Nacional, no qual constam reestimativas de receitas e despesas que garantem a realização das Eleições Municipais de 2016 por meio eletrônico. O documento também é assinado pelo Ministério da Fazenda.

De acordo com o Ofício Interministerial, findo o quinto bimestre deste ano, e dada a meta de superávit primário constante da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2015) vigente à época, indicou-se a necessidade de redução financeira em R$ 107,1 bilhões aos Poderes da República, incluindo a Defensoria Pública (DPU) e o Ministério Público da União (MPU). Ao fim do terceiro bimestre já havia a necessidade de redução de outros R$ 79,5 bilhões.

No entanto, com a aprovação do PLN nº 5/2015 no Congresso Nacional e sua conversão em lei, a LDO-2015 foi alterada e houve redução na meta de resultado primário para o conjunto dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social – OFSS, de R$ 55,3 bilhões positivos para R$51,8 bilhões negativos e, dessa forma, a meta de resultado primário OFSS foi reduzida em R$ 107,1 bilhões.








Fonte: G1

quarta-feira, 15 de julho de 2015

ROSINHA E CHICÃO SÃO CASSADOS, MAS RECORREM

(Foto: Ralph Braz)
Por decisão do juiz da 99ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, Luiz Alfredo Carvalho Júnior, disponibilizada hoje no site da Justiça Eleitoral, foram cassados os mandatos da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os ainda inelegíveis por 8 anos, a contar de 2012. A sentença não tem efeitos imediatos, ou seja, Rosinha permanece no cargo até o julgamento dos recursos que eventualmente foram interpostos. Em resumo, o juiz entendeu que os Réus abusaram do poder político e econômico, ao realizarem, às vésperas das eleições, a contratação de milhares de servidores temporários, através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

Também foram condenados e declarados inelegíveis, as seguintes pessoas: Joilza Rangel Abreu, Izaura Colodete Antonio de Sá Freire, Magno Prisco Pereira Neves, Patricia Cordeiro Alves, Marcelo Neves barreto, Ana Lúcia Sanguedo Boynard Mendonça, Geraldo Augusto Pinto Venâncio e Cesar Palma de Salles Ferreira. Além da cassação do mandato e declaração de inelegibilidade, os réus foram condenados a pagar, cada um, multa de 15.000 Ufir.

Em sua sentença, o juiz destacou:

“Ora, o objetivo axiológico da norma eleitoral é de combaterAÇÕES governamentais rotuladas como ‘urgentes ou inadiáveis’ mas que, em verdade, se prestam como subterfúgio para garantir a perpetuação no poder e não podem encontrar limitação temporal de 3 meses, como se inclina acertadamente o TSE.

“Veja o gravíssimo caso concreto que desencadeou estes autos, ainda que se considere véspera do período vedado, caracteriza-se de insofismável não razoabilidade que a Administração Pública contrate 1.166 pessoas e isto demonstre uma eficiente gestão pública ao invés de revelar intuito estritamente eleitoreiro. 

“A investigada Sra. Prefeita, aproveitando-se de sua condição de Chefe do Executivo perpetrou flagrante uso da máquina administrativa, notadamente de seus recursos e estrutura funcional, para, lograr benefício individual, representado pela instituição do Regime de Contratação de Pessoal por Tempo Determinado (REDA), a fim de contratar cerca de 1.166 trabalhadores em ano eleitoral, abusando de sua autoridade e repercutindo, assim, em violação à igualdade de condições entre os candidatos das eleições de 2012 e, com isto, malversando a lisura e a normalidade do pleito”

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi movida pelo PRP e pelo seu ex-candidato a prefeito de Campos, José Geraldo Moreira Chaves, que teve José Paes Neto como seu advogado.




Fonte: Blog Opiniões