A vereadora Gilda Beatriz (PP) protocolou junto ao Ministério Público uma denúncia solicitando a apuração das constantes falhas no transporte escolar realizado por veículos do Programa Caminho da Escola, conhecidos como “amarelinhos”, utilizados pela rede municipal de ensino de Petrópolis. A Prefeitura diz que “não há paralisação generalizada” do serviço.
O documento reúne reclamações recebidas pelo gabinete parlamentar, ofícios encaminhados à Secretaria Municipal de Educação e relatos de interrupções recorrentes do serviço em diferentes localidades do município, prejudicando diretamente centenas de estudantes. A vereadora também cita o caso de coletivos abandonados no Bingen, como mostrou a reportagem da Tribuna de Petrópolis.
Entre os casos apontados está a situação do transporte escolar que atende os alunos do CEI Professora Graça Costa, em Pedro do Rio. Após denúncias recebidas em abril, a vereadora encaminhou ofício à Secretaria de Educação cobrando providências. Recentemente, porém, novas reclamações envolvendo a mesma linha voltaram a ser registradas
A denúncia também destaca os problemas enfrentados pelos alunos da Escola Municipal Nilton São Thiago, em Nogueira. No final de abril, após receber reclamações de pais e responsáveis, a vereadora realizou fiscalização presencial na unidade escolar e constatou os transtornos causados pela paralisação do transporte escolar, situação que prejudicou mais de 250 estudantes. Mesmo após as cobranças realizadas ao Executivo, novas denúncias sobre a interrupção do serviço chegaram ao gabinete nas últimas semanas.
Segundo a parlamentar, a preocupação com as sucessivas paralisações dos veículos do Programa Caminho da Escola levou à apresentação de um Projeto de Lei, aprovado pela Câmara Municipal, que estabelece medidas para garantir a continuidade do transporte escolar e reforçar a manutenção preventiva da frota.
“Fiscalizamos, cobramos providências e aprovamos um projeto para evitar que os alunos continuem sendo prejudicados pela falta de transporte. Mesmo assim, os problemas persistem. Por isso, entendemos que a situação merece uma apuração mais ampla por parte do Ministério Público”, afirmou.
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