domingo, 14 de junho de 2026

Com prejuízo previsto de R$ 10 bi em 2026, Correios preparam demissão voluntária de 7 mil funcionários


Sob a gestão do governo Lula 3, os Correios preparam a implantação de mais um novo Plano de Demissão Voluntária nas próximas semanas, com público potencial de até 7 mil funcionários. O programa ficará aberto até o fim de 2026 e terá frente exclusiva em trabalhadores lotados em unidades que serão extintas durante a reestruturação da estatal.

O plano de reestruturação prevê o fechamento de cerca de mil pontos de atendimento, entre centros de tratamento e armazenamento de cargas e agências em todo o país.

Os detalhes finais do programa estão sendo definidos pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, a Sest, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação.

O segundo programa terá condições distintas do anterior. A indenização oferecida será menor e contará com um teto de pagamento ainda em definição. Desta vez, a direção dos Correios não estabelecerá uma meta de adesões, diferentemente do primeiro PDV, que tinha como objetivo 10 mil desligamentos e ficou muito abaixo.

O primeiro programa, lançado em fevereiro e encerrado em 7 de abril após prorrogação, registrou a adesão de 3.075 funcionários, 30,7% do público elegível. A estatal afirma ter alcançado 45% da economia projetada de R$ 1,4 bilhão com os desligamentos e com outras medidas de gestão implementadas no primeiro trimestre, como otimização de rotas logísticas e controle de produtividade.

Financeiro sob Lula

Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 82,35% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para todo o ano de 2026, a projeção é de déficit próximo a R$ 10 bilhões. A estatal conta atualmente com mais de 82 mil funcionários próprios e cerca de 10 mil terceirizados.