sexta-feira, 11 de setembro de 2026

TRE-RJ barra candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio


Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou, por unanimidade, nesta sexta-feira (11), o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao cargo de governador do estado. O ex-governador tenta retornar ao Palácio Guanabara, mas teve a candidatura impugnada após uma série de questionamentos apresentados à Justiça Eleitoral.

A decisão do TRE-RJ atingiu também o candidato a vice-governador da chapa André Monteiro, do partido Democrata, que teve a candidatura indeferida.

O julgamento reuniu três ações de impugnação de candidatura contra Garotinho e três notícias de inelegibilidade. Entre os principais argumentos analisados pela Corte estão a possível suspensão dos direitos políticos de Garotinho, a filiação partidária realizada fora do prazo exigido para as eleições deste ano e problemas relacionados à documentação apresentada no registro.

O relator do caso, desembargador Bruno Bodart, votou pelo indeferimento da candidatura e foi seguido por todos os integrantes da Corte. Em seu voto, apontou a existência de condenação que pode impedir a participação de Garotinho no pleito, além de inconsistências nas certidões criminais exigidas e questões relacionadas à filiação partidária.


Defesa tentou adiar julgamento

No início da sessão, os advogados de Anthony Garotinho apresentaram questões de ordem com o objetivo de adiar a análise do registro. Os pedidos, porém, foram rejeitados pelo tribunal, que prosseguiu com o julgamento.

A defesa sustentou que o ex-governador não está com os direitos políticos suspensos e citou decisões judiciais que, segundo os advogados, respaldariam a possibilidade de candidatura.

Condenação por improbidade

A discussão sobre a elegibilidade de Garotinho está relacionada a uma condenação definitiva por improbidade administrativa. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu que ele participou de um esquema que teria desviado R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, período em que sua esposa, Rosinha Garotinho, governava o estado e ele ocupava o cargo de secretário de Governo.

A condenação impôs a suspensão dos direitos políticos por oito anos. A controvérsia envolve a data a partir da qual esse período deve ser contado.

Segundo decisões posteriores, Anthony Garotinho perdeu em 26 de maio de 2020 o prazo para recorrer da condenação. O entendimento foi reconhecido expressamente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2023.

O tribunal considerou que o ex-governador foi intimado em 5 de maio de 2020 e que o prazo de 15 dias úteis para apresentar recurso terminou em 26 de maio. O recurso seguinte só foi protocolado em 9 de junho, quando o prazo já havia expirado.

Com isso, o trânsito em julgado da condenação foi considerado ocorrido em maio de 2020, e não em 2018, como defendia a defesa. Dessa forma, a suspensão dos direitos políticos se estenderia até maio de 2028.

Em 2025, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), também manteve a rejeição de recurso apresentado por Garotinho, seguindo fundamentos semelhantes aos adotados pelo STJ.

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MPE pediu rejeição do registro

O Ministério Público Eleitoral se manifestou pela rejeição da candidatura de Anthony Garotinho. Antes do julgamento desta sexta-feira, o TRE-RJ também havia determinado restrições à campanha do ex-governador, impedindo o recebimento de recursos dos Fundos Eleitoral e Partidário, a participação no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e a presença em debates.

Garotinho recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que candidatos com registro sob análise judicial têm direito de praticar os atos de campanha enquanto não houver decisão definitiva.

TSE libera recursos e propaganda eleitoral

Apesar da decisão do TRE-RJ sobre o registro, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu tutela de urgência autorizando Anthony Garotinho a receber recursos públicos de campanha e participar do horário eleitoral gratuito.

Na decisão, o ministro destacou que cabe exclusivamente ao TSE impedir que um candidato com registro sub judice receba verbas públicas e participe da propaganda eleitoral gratuita.

O TRE-RJ porém negou o pedido da defesa para recompor o tempo de propaganda eleitoral gratuita que Garotinho deixou de participar após a decisão da Corte que havia proibido sua participação.



Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar documentos do caso Master


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ampliar a transparência e liberar documentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero.

A decisão ocorre depois de os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharem, mais cedo, ofícios a Fachin defendendo o acesso aos documentos ligados à investigação. O relator do caso é o ministro André Mendonça.

Fachin quer envio de procedimentos em até 24 horas

No despacho, Fachin determinou o envio à Presidência do STF e aos gabinetes dos ministros de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero.

“Acolho o pedido feito pelo Vice-Procurador-Geral da República, titular da ação penal, para solicitar que o e. Ministro André Mendonça promova, em até 24h, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556 e à denominada “Operação ComplianceZero” (Inq 5026), bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados)”

A determinação, no entanto, prevê ressalvas para a manutenção do sigilo de diligências ainda em andamento, medidas investigativas que ainda serão executadas e atos cujo conhecimento prévio pelos investigados possa comprometer a apuração.

PGR aponta omissão de procedimentos na lista enviada

O pedido acolhido por Fachin foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Segundo a PGR, a relação de documentos encaminhada pelo ministro André Mendonça não incluía grande parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla conduzida pela Polícia Federal.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero”, diz o documento.

A PGR sustentou que a ausência desses procedimentos poderia transmitir uma percepção equivocada sobre o alcance da transparência adotada no caso.

“Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência […] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, prossegue.

Hindenburgo e Gonet atuarão no caso

O pedido dirigido ao presidente do STF reforça a cobrança para que os ministros tenham acesso ao conjunto de procedimentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero, preservadas as medidas cujo sigilo seja necessário para não comprometer as investigações.


Carla Machado destinou mais de R$ 4 milhões em emendas para SJB: 32 instituições beneficiadas


Há mais de 43 anos dedicando sua vida ao serviço público, Carla Machado construiu uma trajetória marcada por trabalho, resultados e compromisso com as pessoas. Hoje, segue representando o interior do Rio de Janeiro na Alerj, defendendo quem mais precisa.

Nos últimos três anos, Carla destinou R$ 8.785.990 em emendas impositivas para diversas áreas, contemplando especialmente municípios do Norte e Noroeste Fluminense, com investimentos em educação, saúde, inclusão, assistência social, cultura e esporte. Além disso, a parlamentar já prevê uma nova rodada de indicações em novembro deste ano, para execução em 2027, com expectativa de aproximadamente R$ 3 milhões em novos recursos.

Referente ao município de São João da Barra, a deputada Carla Machado destinou em emendas parlamentares no valor de R$ 4.072.945,70 milhões, beneficiando 32 instituições no município sanjoanense.


Principais investimentos
  • Educação
  • Saúde
  • Cultura
Destaques locais
  • Porto do Açu
  • Centro terapêutico TEA
  • Escolas rurais
INDICAÇÕES DO MANDATO PARA SJB


Recuperação da RJ-240, acesso à Praia do Açu
Solicita ao Governador obras de recuperação na RJ-240, estrada que liga a localidade de Azeitona à Praia do Açu.

Reativação do DPO de Sabonete
Solicita ao Governador providências para reativação do Destacamento de Policiamento Ostensivo na localidade de Sabonete, 5º distrito de São João da Barra.

Conclusão da Ponte da Integração
Solicita ao Governador providências para a conclusão da Ponte da Integração e seus acessos, ligando São João da Barra e São Francisco de Itabapoana.

Construção dos reservatórios de Atafona
Solicita ao Governador o envio de mensagem solicitando a realização urgente do pregão para construção dos reservatórios em Atafona.

Linha rodoviária entre Macaé e São João da Barra
Solicita ao DETRO a implantação de linha rodoviária ligando os municípios de Macaé e São João da Barra.

Programa Segurança Presente em São João da Barra
Reitera ao Governador a implantação do Programa Segurança Presente no município de São João da Barra.

ExpoBarra no calendário oficial de exposições agropecuárias
Solicita à SEAPPA a inclusão da ExpoBarra no calendário oficial de exposições agropecuárias do Estado do Rio de Janeiro.

Delegacia da Mulher (DEAM) em São João da Barra
Solicita ao Governador o envio de mensagem dispondo sobre a criação de uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no município.

Emissão de CNH no posto do Detran de São João da Barra
Solicita ao Detran/RJ que o posto de identificação civil do município passe a executar os serviços de obtenção e emissão da Carteira Nacional de Habilitação.

Gratificação para docentes do Colégio Chrisanto Henrique de Souza
Solicita à Secretaria de Educação a inclusão da escola na relação de difícil provimento, para concessão de gratificação aos docentes.

Estabilidade no fornecimento de energia em São João da Barra
Solicita à Enel Brasil providências para garantir maior estabilidade no fornecimento de energia elétrica e esclarecimentos sobre as interrupções recorrentes.

Posto avançado da Polícia Rodoviária na Ponte da Integração
Solicita ao Governador a construção de um posto avançado do Batalhão de Polícia Rodoviária na região da Ponte de Integração Dodozinho Mendonça.



Carla Machado criou e coordena a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Alerj. A iniciativa fortalece a construção de políticas públicas de inclusão, promove o diálogo com famílias e especialistas e atua na defesa dos direitos das pessoas
autistas em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com TEA

Na Alerj, Carla Machado criou e coordena a Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa reúne famílias, especialistas e entidades para fortalecer políticas de inclusão, ampliar direitos e promover mais acolhimento e acessibilidade às pessoas atípicas.


INCLUSÃO E AUTISMO
Proteção, direitos e políticas públicas para pessoas com TEA e suas famílias.
  • Proteção às pessoas com TEA em relação aos fogos de artifício
  • Instituição do Dia e Semana do Orgulho Autista
  • Selo Salão Amigo do Autista
  • Selo Templo Religioso Amigo do Autista
  • Atendimento odontológico especializado
  • Combate à discriminação contra pessoas com TEA

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Mobilidade, acessibilidade e dignidade para PcDs em todo o estado.
  • Principais projetos e ações 
  • Micro-ônibus para transporte de pessoas com deficiência
  • Van adaptada para o Centro Terapêutico Pedro Machado
  • Transporte intermunicipal provisório para PcDs
  • Cadastro estadual de estabelecimentos inclusivos
  • Transparência sobre inclusão no mercado de trabalho





Neto de Luizinho Drumond tem candidatura a deputado estadual rejeitada


Tribunal Regional Eleitoral rejeitou, por maioria de votos, a candidatura de João Felipe Drumond Espínola (PRD), de 24 anos, ao cargo de deputado estadual. O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (11), com placar de 5 votos a 2. A maioria considerou que os elementos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) indicam uma possível ligação do candidato com atividades ilícitas.

João Felipe é neto do contraventor Luizinho Drumond, morto há seis anos, e sobrinho de Vinícius Drumond, apontado como integrante da atual cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. O parentesco, no entanto, não foi considerado isoladamente como motivo suficiente para barrar a candidatura. O entendimento da maioria foi baseado também em relatórios de inteligência e outros elementos apresentados pelo MPE.

Relatórios de inteligência pesaram contra o candidato

O voto divergente foi aberto pelo desembargador Fernando Cerqueira, que acolheu o pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral. Para ele, os relatórios de inteligência indicariam uma suposta ligação de João Felipe com atividades ilícitas.

Os desembargadores Guilherme Calmon, Bruno Bodart, Fábio Ribeiro Porto e o presidente do Tribunal, Claudio de Mello Tavares, acompanharam a divergência. Calmon afirmou que o caso não se limitava ao vínculo familiar do candidato com pessoas acusadas de envolvimento com a contravenção.

Ao rejeitar a comparação feita pela relatora com o julgamento que liberou a candidatura de Júnior da Lucinha (PSD), Calmon destacou que, no caso de João Felipe, os elementos apresentados apontariam interesse da cúpula da contravenção em sua candidatura.

“Os indícios são robustos”, afirmou o desembargador ao comentar as provas apresentadas pelo MPE.

Fábio Ribeiro Porto também ressaltou que o parentesco, por si só, não caracteriza ligação com o crime organizado. Segundo ele, porém, a situação seria diferente porque haveria investigações policiais relacionadas ao suposto envolvimento do candidato com organizações criminosas.

Relatora defendeu registro da candidatura

A relatora do processo, desembargadora Tathiana de Carvalho Costa, em seu voto pelo deferimento da candidatura lembrou o julgamento do TRE-RJ que autorizou o registro de Júnior da Lucinha (PSD), sob o entendimento de que não era possível vincular o candidato às acusações contra sua mãe, a deputada Lucinha (PSD), investigada por suposto envolvimento com milícias.

Para a relatora, o fato de João Felipe ser neto de Luizinho Drumond e sobrinho de Vinícius Drumond não seria suficiente para estabelecer uma ligação dele com as atividades criminosas atribuídas aos familiares.

Tathiana também afirmou que o Ministério Público não teria apresentado elementos capazes de demonstrar efetivamente o vínculo do candidato com o crime organizado.

O desembargador Paulo Cesar Salomão acompanhou o voto da relatora. Ele considerou que fotografias em eventos públicos realizados em comunidades controladas pelo crime organizado não poderiam, por si só, caracterizar culpa do candidato. O mesmo valeria para o fato de ele ser parente de pessoas envolvidas com a contravenção.

“Diante dos elementos nos autos, alijar este jovem de se candidatar não seria justo”, afirmou Salomão.

MPE citou atuação em comunidades e proximidade com candidata

No pedido de impugnação, o Ministério Público Eleitoral afirmou que João Felipe estaria utilizando as instalações da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, tradicionalmente ligada à família Drumond, para ampliar sua presença política e promover a candidatura em comunidades.

O MPE também apontou a proximidade do candidato com Mariana de Souza, que concorria a uma vaga de deputada federal e teve a candidatura indeferida nesta sexta-feira (11). Mariana é esposa de Wilson Marques de Albuquerque, conhecido como Zé Dirceu, apontado como integrante do Comando Vermelho e foragido da Justiça de Alagoas, segundo o documento apresentado pelo Ministério Público.

A defesa de João Felipe contestou essa acusação e afirmou que ele apenas apareceu em uma fotografia com Mariana durante a inauguração de um projeto social em uma comunidade. Segundo os advogados, outros políticos também participaram do evento e aparecem na mesma imagem.
Defesa negou envolvimento com a contravenção

Durante o julgamento, a defesa afirmou que João Felipe é formado em Direito pela PUC e possui especialização pela Fundação Getulio Vargas. O advogado negou qualquer envolvimento do candidato com a contravenção.

A defesa reconheceu a ligação de João Felipe com o Carnaval, mas destacou a importância da atividade para a economia do Rio de Janeiro. Também afirmou que não existe inquérito ou investigação criminal contra o candidato.

A decisão do TRE-RJ ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Trabalhadores dos Correios fazem greve nacional a partir desta sexta



Trabalhadores dos Correios decidiram entrar em greve por tempo indeterminado após assembleias realizadas na noite desta quinta-feira (10). Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes regiões do país aprovaram a paralisação, ampliando a pressão sobre a estatal em meio às negociações da campanha salarial.

A mobilização ocorre em um momento particularmente delicado para os Correios. A empresa atravessa uma prolongada crise financeira, acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano.

Segundo a Findect, a decisão “marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo”.

Entre os principais pontos de impasse está o plano de saúde dos empregados. A entidade afirma que a direção da estatal pretende promover mudanças no benefício, tema considerado prioritário pelos trabalhadores.
Negociações terminaram sem acordo

A federação afirma que a paralisação foi aprovada somente depois de sucessivas tentativas de entendimento, inclusive com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a federação.

Ainda não há um balanço nacional detalhado sobre o impacto da greve nos serviços prestados à população, como entrega de cartas e encomendas e atendimento nas agências.

Na Paraíba, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, informou que apenas os serviços administrativos internos permanecem funcionando durante a paralisação.

A situação, no entanto, pode variar de acordo com cada região. Até o momento, não foram divulgadas informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todos os estados.
Greve ocorre em meio à crise financeira

A paralisação acrescenta uma nova frente de pressão sobre os Correios. A estatal está há 15 trimestres consecutivos no vermelho e fechou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,6 bilhões.

Apesar da dimensão das perdas, o resultado do segundo trimestre apresentou melhora em comparação com os dois períodos imediatamente anteriores, o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O começo deste ano havia sido marcado por prejuízo recorde.

Paralelamente à greve, a estatal busca reforçar seu caixa. Os Correios esperam obter até 15 de setembro um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, operação já mencionada nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre.

A expectativa é de que os recursos sejam fornecidos por um consórcio de instituições financeiras. Entre os bancos previstos estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul.

No fim do ano passado, os Correios já haviam recebido R$ 12 bilhões por meio de outra operação de crédito.


Veículo furtado em São João da Barra é recuperado em Campos


Um carro furtado no município de São João da Barra foi recuperado na tarde da última quinta-feira (10) durante uma ação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com a Polícia Militar . A abordagem ocorreu nas proximidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em Campos.

Segundo a PRF, uma equipe foi alertada sobre o furto de um Fiat Uno Mille vermelho que seguia em direção a Campos. Em deslocamento, os policiais localizaram o automóvel e realizaram a interceptação com o apoio da PM.

O condutor do veículo, de 28 anos, foi detido no local. Aos policiais, alegou ter recebido o carro de um conhecido para realizar o transporte até o parque Guarus.

O suspeito e o veículo foram encaminhados para a 134ª Delegacia de Polícia (Centro), onde a ocorrência foi registrada. O proprietário esteve na unidade para recuperar o automóvel.

Após a apreciação do caso pela autoridade policial, o suspeito permaneceu preso em flagrante pelo crime de furto e ficou à disposição da Justiça.


Com informações da PRF.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

MPE pede indeferimento da candidatura de Paulo Mustrangi a deputado estadual


O Ministério Público Eleitoral opinou pelo indeferimento do registro de candidatura de Paulo Mustrangi ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2026. O parecer foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), no processo que analisa o pedido de registro do ex-prefeito de Petrópolis. O processo, no entanto, ainda aguarda decisão da Justiça Eleitoral.

O parecer tem como principal fundamento uma condenação por improbidade administrativa relacionada a contratos firmados durante a gestão de Mustrangi na Prefeitura de Petrópolis. Segundo o documento, as contratações foram direcionadas para as UPAs Centro e Cascatinha, com sucessivas dispensas de licitação consideradas irregulares. Os contratos e pagamentos analisados somaram R$ 11,93 milhões no período das contratações diretas. A Justiça também determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito por cinco anos.


Em julgamento realizado em outubro de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação e ampliou o valor do dano ao erário para R$ 41,08 milhões. O tribunal também reconheceu irregularidades em contratos posteriores e atribuiu a Mustrangi e à então secretária municipal de Saúde Aparecida Barbosa a responsabilidade pelo ressarcimento integral do valor. Para a Procuradoria Eleitoral, a condenação por órgão colegiado já é suficiente para a análise da inelegibilidade, mesmo sem o trânsito em julgado definitivo.

Em nota, a assessoria do candidato Paulo Mustrangi informou que o parecer do Ministério Público Eleitoral é opinativo e faz parte do fluxo habitual do processo. “A candidatura de Paulo Mustrangi segue regular, aguardando o julgamento pela Justiça Eleitoral e o andamento normal do processo”, concluiu o texto.


Carla Machado amplia protagonismo político no Norte Fluminense


A deputada estadual Carla Machado (PSD) vem ampliando sua presença política no Norte Fluminense e atraindo aliados de diferentes municípios para sua campanha à reeleição. O movimento mostra uma atuação que ultrapassa as fronteiras de São João da Barra, sua principal base eleitoral, e ganha espaço em cidades estratégicas da região.

Em Campos, Carla cumpriu agenda ao lado do deputado federal Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado, com compromissos que incluíram visita ao Hospital Dr. Beda e passagem por Travessão. A movimentação reforça a presença da deputada no maior colégio eleitoral do interior do estado.


Já em São Francisco de Itabapoana, Carla esteve com a prefeita Yara Cíntia e dividiu agenda com os candidatos a deputado federal Vitor Júnior, Murilo Gouvêa, numa demonstração da capacidade de dialogar e construir alianças com diferentes lideranças.

A sequência de encontros revela uma estratégia de expansão regional. Ex-prefeita de São João da Barra e atualmente deputada estadual, Carla busca transformar sua trajetória e atuação parlamentar em uma base política mais ampla no Norte Fluminense.

Carla começa a ocupar uma posição de articulação regional. A presença de candidatos e lideranças ao seu lado indica que Carla Machado também passou a ser vista como uma importante ponte para quem pretende ampliar espaço político na região.



Com informações Blog da Suzy Monteiro


Profissionais da Educação protestam no Centro de Petrópolis durante paralisação


Profissionais da Rede Municipal de Educação de Petrópolis realizaram uma manifestação nesta quinta-feira (10), durante a paralisação de 24 horas convocada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE/Petrópolis). O ato começou em frente à Secretaria de Educação, na Praça da Águia, e reúne servidores que cobram avanços nas negociações com o município.

Por volta das 15h10, os manifestantes começaram a caminhar pelo Centro da cidade em direção à sede da Prefeitura de Petrópolis. O deslocamento faz parte da mobilização da categoria, que está em estado de greve desde o fim de agosto. O calendário de mobilização divulgado pelo SEPE previa a paralisação nesta quinta-feira (10) e novos atos ao longo do mês.

Reivindicações

Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial, o pagamento do piso nacional do magistério, mudanças no vale-alimentação e a regularização dos enquadramentos funcionais. Segundo o sindicato, a categoria defende uma correção de pouco mais de 13%, enquanto a Prefeitura teria apresentado proposta de 4,64%, com pagamento previsto somente a partir de janeiro. Os profissionais também cobram o aumento do vale-alimentação, atualmente pago por meio do cartão Ypê Social, de R$ 100 para R$ 150.

Outro ponto levantado pelo sindicato é o andamento dos enquadramentos funcionais. Segundo o SEPE, a proposta apresentada pelo município prevê o pagamento para cerca de 100 servidores por mês, número considerado insuficiente diante da demanda. A categoria ainda aponta problemas relacionados à estrutura das unidades de ensino e à falta de insumos para o desenvolvimento das atividades.

Pagamento dos aposentados

Também está entre as reivindicações a regularização do pagamento dos servidores aposentados da Educação. Na quarta-feira (9), o SEPE informou ter ajuizado uma Ação Civil Pública para pedir a regularização imediata dos proventos dos aposentados.

Na ação, o sindicato pede multa diária ao prefeito Hingo Hammes e ao diretor-presidente do INPAS, Alex Christ, além da possibilidade de bloqueio das contas do Município e do instituto em caso de descumprimento. O SEPE afirma que os atrasos prejudicam diretamente aposentados que dependem dos proventos para despesas básicas.

Assembleia

O estado de greve foi aprovado por unanimidade em assembleia realizada em 26 de agosto. Na ocasião, o sindicato definiu um calendário de mobilizações, que incluiu reuniões nas escolas, assembleias, atos públicos e a paralisação de 24 horas desta quinta-feira.


Pesquisa Vetor Arrow: 63% defendem punição de Alexandre de Moraes em meio à crise no STF


A crise que colocou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em confronto e expôs divergências dentro da Corte já produz reflexos na opinião pública. Pesquisa nacional do Instituto Vetor Arrow mostra que 63% dos entrevistados que acompanharam o caso defendem que o ministro Alexandre de Moraes seja punido. Outros 22% afirmam que tanto Moraes quanto André Mendonça deveriam sofrer punição.

Isso significa que, consideradas as duas respostas, 85% dos entrevistados que conhecem o episódio apoiam algum tipo de sanção a Moraes. Já 11,9% defendem exclusivamente a punição de André Mendonça, enquanto apenas 3% afirmam que nenhum dos dois ministros deveria ser punido.

O levantamento foi realizado em meio à crise desencadeada pelas notícias sobre uma suposta proximidade entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, reveladas por André Mendonça. A pesquisa ouviu inicialmente 1.536 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais. Desse total, 1.352, equivalentes a 88%, disseram conhecer o caso e seguiram respondendo às demais perguntas. Os outros 184, ou 12%, tiveram a entrevista encerrada nesse ponto.
Homens são mais favoráveis à punição de Moraes


Os recortes da Vetor Arrow revelam diferenças entre os grupos pesquisados. Entre os homens que acompanharam o caso, 70,6% defendem exclusivamente a punição de Moraes. Entre as mulheres, são 55,9%. Em contrapartida, 28,5% delas dizem que os dois ministros deveriam ser punidos, ante 15,1% dos homens.

Por faixa etária, os resultados apresentam menor oscilação. A punição isolada de Moraes é defendida por 63,9% dos entrevistados entre 16 e 44 anos e por 64,2% daqueles de 45 a 59 anos. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice fica em 59,6%. Nesse último grupo, 24,1% defendem punição aos dois ministros e 14,6%, somente a Mendonça.

Regionalmente, o Sudeste apresenta o maior percentual favorável à punição exclusiva de Moraes, com 69,4%, seguido pelo Centro-Oeste, com 68,1%, e pelo Sul, com 65%. No Nordeste, o índice cai para 52,7%, enquanto 26,8% defendem punição aos dois e 17,4% somente a Mendonça. No Norte, 29,5% apoiam uma punição conjunta, maior índice dessa resposta entre as regiões. O próprio instituto ressalta que as bases do Norte e do Centro-Oeste são pequenas e, por isso, têm margem de erro mais elevada.

Quase 73% querem ampla reformulação do STF

A pesquisa também foi além do embate entre Moraes e Mendonça e perguntou qual deveria ser o futuro do Supremo, independentemente do episódio atual. Nesse ponto, 72,9% dos entrevistados que conhecem o caso defendem uma ampla reformulação da Corte, envolvendo composição, regras e funcionamento.

Outros 16,4% são favoráveis a mudanças pontuais nas regras e no funcionamento, enquanto 10,7% preferem que o STF permaneça como está, apenas com ajustes pontuais. Somadas as duas alternativas que propõem mudanças, 89,3% manifestam preferência por algum grau de alteração no Supremo.

A defesa de uma reformulação ampla aparece majoritariamente em todos os grupos. O percentual chega a 79,8% entre os homens e a 66,2% entre as mulheres. Por idade, são 72,2% entre os entrevistados de 16 a 44 anos, 73,1% na faixa de 45 a 59 e 74,1% entre aqueles com 60 anos ou mais.

Pesquisa ouviu eleitores em todo o país

A Vetor Arrow informa que os resultados das perguntas sobre punição e futuro do STF consideram apenas os 1.352 entrevistados que afirmaram ter acompanhado as notícias sobre o caso Moraes-Mendonça. Os dados foram ponderados por região, sexo e faixa etária, com metas baseadas no eleitorado brasileiro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A margem de erro informada é de 4,7 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O resultado surge em um momento de forte tensão dentro do Supremo. O presidente da Corte, Edson Fachin, passou a centralizar decisões relacionadas ao confronto, retirou Moraes da condução do inquérito das fake news, manteve Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal e convocou o plenário para discutir a crise.