segunda-feira, 4 de maio de 2026

GSI abre licitação para gastar R$ 16,5 milhões com veículos blindados


Em meio às medidas de contenção de gastos adotadas pelo governador em exercício, Ricardo Couto, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) publicou, na segunda-feira (27), edital de licitação que prevê um gasto estimado de R$ 16.539.928,11 para a locação de veículos oficiais.

O contrato inclui SUVs com e sem blindagem nível III-A, além de sedãs médios. Segundo o Documento de Formalização da Demanda, os veículos serão destinados à segurança do governador, do vice-governador e de seus familiares, incluindo cônjuges e até quatro filhos.

O edital surge em um momento de restrição fiscal no estado, após a adoção de medidas para revisão de despesas e suspensão de novas contratações sem disponibilidade orçamentária. O decreto em vigor prioriza a manutenção de serviços essenciais e limita a abertura de novos processos administrativos.

O GSI justifica a licitação com base na necessidade de substituir contratos firmados em 2022 — com empresas como Rei dos Blindados, CS Brasil Frotas e Libex — e de adequar a frota às demandas futuras da administração, especialmente diante de mudanças previstas no cenário político após as eleições de 2026.

O detalhamento do edital prevê dois lotes. O primeiro inclui 8 SUVs blindados e 56 sem blindagem, com motorização mínima 1.6 turbo, câmbio automático e equipamentos como sirenes e luzes estroboscópicas. O valor estimado desse lote ultrapassa R$ 15,5 milhões. Já o segundo lote contempla a locação de 9 sedãs médios, orçados em cerca de R$ 970 mil.

A subsecretaria Militar sustenta que o investimento atende a um cenário de “risco muito alto” para as autoridades do Executivo estadual, citando o enfrentamento ao crime organizado como fator determinante para o reforço da estrutura de segurança.

A abertura das propostas está marcada para o dia 14 de maio de 2026, às 10h, no portal oficial de compras do estado. O processo ainda deverá passar por análise da Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, responsável por auditorias em contratos de alto valor.

O que diz o governo do estado

O governo enviou uma nota sobre o tema. Eis a íntegra:

“O Gabinete de Segurança Institucional do Rio de Janeiro informa que não se trata de contratação e sim de adesão a uma ata de registro de preço, com valor máximo de consumo de R$ 16,5 milhões em um período de 36 meses. Essa ata não é para atender somente o GSI-RJ, mas também a várias secretarias e autoridades que necessitem de segurança — uma das atribuições do GSI”.


Couto faz a 'limpa' na secretaria do Ambiente com 82 exonerações


A Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade foi esvaziada nesta segunda-feira (4). O Diário Oficial do Estado trouxe 82 exonerações determinadas pelo governador em exercício, Ricardo Couto. A "limpa" na pasta começou com a saída do Diego Faro, que era secretário, na semana passada. A subsecretária Thamires Rangel, filha do deputado Thiago Rangel (Avante), anunciou na sexta-feira (1º), que deixou o cargo.

No caso de Thamires Rangel, ela é vereadora em Campos e vai retornar ao mandato.

Inicialmente, a mudança na pasta esvazia a influência de Bernardo Rossi - um dos homens fortes do ex-governador Cláudio Castro (PL).

As informações são do portal Tempo Real.


Black Hawk de R$ 70 milhões pode ter compra suspensa por Ricardo Couto


A compra de um helicóptero Sikorsky UH-60L Black Hawk, avaliada em cerca de R$ 70 milhões, entrou na mira do novo comando interino do Governo do Rio e pode ser suspensa. O secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, confirmou que o contrato está sob análise e que ainda não há prazo para decisão final. A informação é do blog Segredos do crime, de O Globo.

Segundo a pasta, estão sendo examinadas questões técnicas e jurídicas relacionadas ao processo de aquisição da aeronave, formalizado ainda durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro.

O Black Hawk havia sido anunciado por Castro em janeiro deste ano como uma “aquisição histórica” para a Polícia Militar do Rio, com promessa de entrega antes de abril. O prazo, porém, expirou sem a chegada da aeronave.

Uso em comunidades gera preocupação na nova gestão

Entre os principais pontos analisados pelo governo interino está o impacto operacional do helicóptero em áreas densamente povoadas, especialmente favelas.

O governador interino Ricardo Couto, atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio, teria levantado preocupação sobre o efeito causado pelas hélices da aeronave em voos de baixa altitude. O chamado “rotor wash” — fluxo intenso de ar gerado pelas pás — pode provocar danos em estruturas frágeis, como telhados e coberturas leves.

Fontes do governo apontam que há receio de que a operação do modelo em comunidades possa destelhar imóveis e gerar riscos adicionais a moradores.

Casos semelhantes já foram registrados no exterior. Em 2024, um Black Hawk da Guarda Nacional dos Estados Unidos causou destruição de tendas e espalhou suprimentos durante uma operação de ajuda humanitária na Carolina do Norte após o furacão Helene.

STF mantém restrições ao uso de helicópteros em operações

O debate sobre o uso da aeronave também esbarra em restrições judiciais já existentes no Rio.

Desde 2020, operações policiais com helicópteros em comunidades são limitadas por decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

Em abril de 2025, o STF manteve por unanimidade as restrições e determinou que forças de segurança criem protocolos específicos para uso de aeronaves, blindados e drones, além de comunicação obrigatória ao Ministério Público.

A decisão exige comprovação de “estrita necessidade” para utilização de helicópteros em operações.

Contrato foi firmado nos últimos meses do governo Castro

O Contrato nº 002/2026 foi formalizado em fevereiro, resultado de pregão eletrônico internacional aberto em agosto de 2025.

O processo foi iniciado pela Diretoria-Geral de Apoio Logístico da Polícia Militar e homologado no Tribunal de Contas do Estado poucos dias antes do anúncio público feito por Cláudio Castro.

A Secretaria de Polícia Militar informou que o contrato permanece válido e que a empresa Blue Air Táxi Aéreo Ltda. tem prazo de 12 meses, contados da assinatura, para entregar a aeronave.

Mesmo com a revisão em curso, oficialmente não há cancelamento confirmado até o momento.

Black Hawk seria inédito entre polícias estaduais

Caso a aquisição seja concluída, a PM do Rio se tornará a primeira polícia estadual brasileira a operar um helicóptero Black Hawk.

O modelo adquirido é usado, não novo, e contará com blindagem reforçada. Sistemas militares sensíveis, como contramedidas antimísseis e armamento lateral, não serão incluídos por restrições da legislação dos Estados Unidos.

Atualmente, a frota aérea da PMERJ conta com modelos Bell Huey II, Leonardo AW169, AW119 e Airbus H125 Esquilo.

Com velocidade máxima de 294 km/h, autonomia de aproximadamente 590 km e capacidade para até 11 soldados equipados, o Black Hawk seria a maior aeronave tática da corporação.

Mudança de governo ampliou revisão de contratos

A compra do helicóptero foi um dos últimos atos relevantes de Cláudio Castro antes de deixar o cargo para disputar vaga no Senado.

Após sua saída, o Rio passou por crise sucessória envolvendo mudanças no comando estadual, renúncias e decisões judiciais.

Ricardo Couto assumiu interinamente o governo e promoveu alterações em áreas estratégicas, incluindo a nomeação de Flávio Willeman para a Casa Civil.

A revisão do contrato do Black Hawk ocorre neste contexto de reorganização administrativa e reavaliação de contratos firmados no fim da gestão anterior.

A empresa fornecedora e Cláudio Castro foram procurados, mas não haviam se manifestado até a publicação.


domingo, 3 de maio de 2026

Casa de policial é invadida e depredada em SJB após apreensão de moto do tráfico

Foto: Ralph Braz | Pense Diferente

Um cabo da Polícia Militar teve sua casa invadida e depredada, além de objetos furtados, neste sábado (02/05), na praia do Açu, em São João da Barra. Os dois suspeitos do crime são dois menores que seriam ligados ao tráfico de drogas. O policial havia apreendido uma motocicleta e entorpecentes na última sexta-feira, mas os dois suspeitos que estavam no veículo conseguiram fugir. A Polícia suspeita que a casa do PM foi invadida para intimidá-lo.

De acordo com informações os autores reviraram toda casa, atearam fogo em colchões e quebraram um aparelho de TV, além de furtarem mantimentos.

Após diligências no Açu, equipes da PM, sob o comando do tenente Soares, localizaram um menor e a namorada do segundo suspeito, também menor, que se encontra foragido. Com eles, três celulares foram apreendidos.

Mensagens nos aparelhos podem servir de prova de que os dois menores ligados ao tráfico foram os autores da invasão na casa do policial. Os aparelhos ficaram apreendidos na 145ª DP da cidade, mas os menores foram ouvidos e liberados.


Petrópolis inicia etapa prévia para abertura de licitação para serviço de charretes elétricas



A Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) publicou uma portaria, que torna pública uma etapa prévia para a abertura de um processo licitatório que irá definir a empresa responsável pela operação do serviço de transporte turístico individual das “vitórias elétricas”, também conhecidas como charretes elétricas, em Petrópolis. Apesar da publicação, a data para o pregão ainda não foi divulgada.

De acordo com o documento, o modelo prevê a delegação do serviço à iniciativa privada, que ficará responsável pela implantação, operação, manutenção e atualização tecnológica dos veículos. O município continuará com as funções de planejamento, regulação e fiscalização.


A concessão será realizada por meio de licitação, com critério de julgamento baseado na maior oferta de outorga fixa mensal. Ainda não foi divulgado o valor da licitação. A proposta inicial prevê a operação de até 10 veículos padronizados, distribuídos em cinco rotas, com possibilidade de ajustes conforme critérios técnicos e o interesse público

O serviço será prestado na área urbana da cidade, especialmente em locais de interesse histórico, cultural e turístico. O prazo da concessão será de 10 anos, podendo ser prorrogado.


Homem é baleado tentando furtar fios de cobre em Campos


Um homem de 39 anos foi baleado após ser flagrado tentando furtar fios de cobre de uma fábrica desativada no bairro da Codin, no subdistrito de Guarus, na noite deste sábado (2). Após ser baleado, ele invadiu a área restrita do Aeroporto Bartolomeu Lizandro, onde foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Ferreira Machado (HFM). O homem passou por cirurgia e está sob custódia policial porque havia um mandado de prisão contra ele.

Segundo a Polícia Militar, ao chegar no aeroporto, os agentes foram informados por vigilantes que um homem havia sido socorrido pelo Corpo de Bombeiros. As equipes foram ao Hospital Ferreira Machado e, em contato com o baleado, ele teria confirmado que estava roubando fios de cobre em uma fábrica desativada na Codin quando foi surpreendido por dois homens em um veículo Corolla de cor cinza, de onde foram efetuados cerca de sete disparos. Ele foi atingido na perna, mas conseguiu fugir.

O homem foi submetido a uma cirurgia na perna e permanece no hospital. O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.


"Crise sem precedentes" : moradores em situação de rua 'tomam' a cidade de Campos

Fotos: Ralph Braz | Pense Diferente

A crise na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense não se limita mais a comércios fechados, a falta de emprego formal e quase metade da população recebendo benefício social. A cidade vive uma crise sem precedentes no que se diz a moradores em situação de rua. Hoje vemos uma cidade onde a região central, virou abrigo a céu aberto, onde famílias moram, em frente a sede do Correios e do INSS,  na frente do Museu Histórico de Campos e espaços públicos.

Praça do Jardim do LICEU

A praça do LICEU na área nobre da cidade, passa pelo mesmo problema, onde o coreto virou abrigo. A insegurança impede que famílias utilizem o local para passear com seus pets e crianças, no final de tarde e finais de semana.

Praça do Santíssimo Salvador

Os semáforos, passaram a ser parada obrigatória não somente para veículos , mas também para pedintes. Hoje na área central o que se vê são diversos moradores em situação de rua, parados nos sinais pedindo esmolas, ou vendendo paçocas. No centro da cidade, no cruzamento da Avenida Visconde do Rio Branco, com a Avenida 28 de março (Canal Campos-Macaé), avenida de grande fluxo na cidade, o que vemos são diversas pessoas abordando os veículos.

Terminal rodoviário Roberto Silveira, localizado no centro é palco de brigas constantes entre eles e até a uso de facas, fazendo vítimas como já ocorreu diversas vezes no local. Já no seu entorno, casas abandonadas são invadidas e furtadas por eles, levando tudo o que possa ser vendido. E os poucos moradores que ainda residem no Centro, tem que colocar cercas, arrames farpados, cães, vigilância eletrônica para se proteger.

Praça vira abrigo no Flamboyant

Foto: Silvana Rust

Samuel Pinheiro da Cruz Ferreira Neves carrega uma nova identidade em meio a uma realidade comum em Campos: a vida nas ruas. Desde dezembro, está em um abrigo na Praça do Flamboyant I.

Sentado em um caixote, se acomoda em um cenário composto pela bíblia, por jornais e um caderno de anotações, além de alguns pertences. Diz que está no local de passagem, mas como parte de uma rotina de quem está à margem da sociedade, vivendo pelas ruas.

“Estou aqui de passagem. Rotina mesmo. Vivo na rua desde 2023. Fico aqui lendo, vou ao Centro catar latinhas e garrafas pet, e volto. Não sei sobre o amanhã, não tenho expectativa. Penso apenas em continuar absorvendo as palavras da bíblia. Eu era viciado, ficava na rua bebendo a noite toda. Quase perdi minha vida para as drogas. Encontrei na oração a libertação”, diz.

Samuel relata ainda que é pai de um menino de 7 anos, mas não o vê desde 2022. Também conta que a mãe mora no Jóquei, e que a última pessoa da família que viu, foi o irmão. Samuel chamou atenção para o atual cenário social local. “O que me trouxe aqui foi a superlotação na cidade. Já estive na Praça São Salvador antes. Agora busquei um lugar menos aglomerado. Não sei até quando vou ficar, não penso em nada além do hoje”, comenta.

A vida no espaço público

A reportagem conversou também com Ana e Vitor Hugo, conhecidos como “casal do Cais da Lapa”. Juntos há 17 anos, estão no Cais há sete. Chegaram a sair em 2024, quando o espaço voltou a ser mais utilizado como área para eventos. “Disseram que era cartão postal da cidade e a gente tinha que sair”, relata Vitor Hugo. Na barraca montada no início do Cais, ele guarda os materiais de trabalho, no mesmo pequeno espaço onde ficam seus pertences, como roupas, panelas e fogão improvisado. Afirma que já foi oferecido a eles vaga em abrigo, mas que não querem ir. “Lá não temos direito a fazer nada como queremos, do nosso jeito. Não temos liberdade, não é a nossa casa”, declara.

Questão que vai além da escolha

A psicóloga Nilvia Coutinho destaca que a vida nas ruas nem sempre é resultado de uma escolha individual, mas de um conjunto de fatores sociais e emocionais. “São situações complexas, que exigem cuidado e responsabilidade. Não é possível reduzir a permanência de uma pessoa na rua a uma simples escolha. Em geral, há uma trajetória marcada por dores, rupturas e fragilização de vínculos familiares, sociais e institucionais”, afirma.

Ela ressalta que a resposta não deve se limitar ao acolhimento emergencial. “Mais do que uma vaga em abrigo, essas pessoas precisam de uma rede de cuidado e de reais possibilidades de reinserção, envolvendo assistência social, saúde mental, família — quando possível — e políticas públicas contínuas”, completa.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a secretaria municipal de Assistência Social e Cidadania informou que o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) já realizou abordagens sociais ao casal citado, mas que o suporte ofertado foi recusado. De acordo com a nota, o Centro Pop oferece atendimento às pessoas que vivem em situação de rua. “Por meio da unidade e das abordagens sociais, realizadas diariamente em diversos pontos do município, como abrigos, regularização de documentos, encaminhamento para serviços de saúde e vagas de emprego. Porém, a decisão de aceitar ou não o atendimento é do indivíduo”, explicou.



Com informações Pense Diferente e J3 News

sábado, 2 de maio de 2026

Dr. Herbert Sidney Neves recebe Medalha Tiradentes

Foto: Silvana Rust

Dr. Herbert Sidney Neves, que vem acumulando ao longo dos anos homenagens de diversas entidades e instituições, definiu esta como especial e dividiu a honraria com todos os colaboradores do Grupo IMNE. Ele também falou sobre a missão que tem exercido, no sentido de montar uma rede de medicina com os melhores equipamentos e as melhores equipes em todas as especialidades.

“Eu diria que o meu cuidado é organizacional. Eu já exerci a medicina, trabalhei como médico durante muitos anos. Mas, ultimamente, o que eu me proponho a fazer é procurar o que há de melhor em tecnologia médica e quem são os melhores médicos em cada área, para compor o quadro médico do IMNE. Então, eu penso que nesse aspecto, tivemos sucesso. Afinal, hoje nós temos uma tecnologia muito avançada e profissionais da mais alta qualidade. Portanto, missão cumprida”, concluiu.


Em entrevista ao J3News, Carla enfatizou que Dr. Herbert Sidney Neves é uma das pessoas que não poderia deixar de ser lembrada com a honraria, tendo em vista a relevância do que construiu ao longo de décadas:

“A Medalha Tiradentes é a maior comenda da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). É dedicada àquelas pessoas que realmente têm serviços prestados. E a gente não poderia deixar de lembrar de Dr. Herbert, que inovou a saúde em Campos. Trouxe para a população da cidade e da região Norte e Noroeste Fluminense, a oportunidade de ser cuidada com o que há de melhor”, destacou Carla. E acrescentou:

“A gente sabe o quanto ele investiu, empreendeu e o quanto através dessas ações dele, muitas vidas se salvaram. Então, acho que esse é um reconhecimento a um grande ser humano e um grande empreendedor, que continua investindo na cidade, ampliando e melhorando a qualidade dos serviços oferecidos e valorizando profissionais”, complementou.




Com informações Terceira Via

Couto transfere Segurança Presente e Barricada Zero para a PM


O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, publicou nesta quinta-feira (30) uma série de decretos que promovem mudanças na estrutura administrativa do estado, com foco na Secretaria de Governo e no Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Entre as principais alterações está a transferência do programa Segurança Presente e da Operação Barricada Zero para a Polícia Militar. Antes vinculadas à Secretaria de Governo, as iniciativas passam a ser geridas diretamente pela corporação, incluindo estrutura, contratos, bens e equipes.

Com a mudança, a Secretaria de Governo mantém projetos como a Operação Lei Seca e o programa RJ para Todos, além de reforçar sua atuação na articulação institucional. O decreto também cria novas subsecretarias, como a de Gestão Administrativa e Financeira, com o objetivo de dar mais agilidade a processos internos.
Operação Foco e Barricada Zero

Outra medida foi a transferência da Operação Foco para o Gabinete de Segurança Institucional, onde passa a integrar a nova Subsecretaria de Operações Estratégicas e Controle de Divisas. A estrutura também ganha áreas voltadas à inteligência digital e ao uso de drones.

Já a Operação Barricada Zero deixa o GSI e passa a ser coordenada pela Polícia Militar, que assume o planejamento e a execução das ações de retirada de obstáculos em vias públicas.

As mudanças já estão em vigor. Servidores comissionados das áreas afetadas foram exonerados e renomeados no mesmo ato, garantindo a continuidade das operações durante a transição.


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Petrópolis já registra 86% de ocupação para o feriado de 1º de maio


A semanas do início oficial da temporada de inverno, o turismo em Petrópolis já dá sinais consistentes de aquecimento. Para o feriado prolongado do Dia do Trabalhador desta sexta-feira (1º) até domingo a ocupação hoteleira na cidade já alcança 86%, segundo levantamento do Petrópolis Convention & Visitors Bureau. Esse número ainda pode ser superado considerando as reservas de última hora.

O índice se mantém em linha com o desempenho recente do destino. No último feriado prolongado na semana passada, quando duas folgas 21 de abril (Tiradentes) e 23 de abril (São Jorge) formaram um período de miniférias - a taxa chegou a 87%, reforçando uma sequência positiva para o setor antes mesmo da chegada da alta temporada, tradicionalmente concentrada nos meses mais frios.


Para o presidente do Petrópolis Convention & Visitors Bureau, Fabiano Barros, os números refletem um momento de consolidação do destino, que vem se beneficiando tanto da proximidade com a capital quanto da diversidade de experiências oferecidas ao visitante.


“Observamos um movimento consistente, com ocupações elevadas mesmo fora dos períodos mais tradicionais. Isso mostra que Petrópolis está cada vez mais presente no radar do turista, seja para viagens curtas ou escapadas de fim de semana prolongado”, avalia.


Segundo ele, o cenário também é resultado de um trabalho contínuo de promoção e estruturação da cidade como destino turístico ao longo de todo o ano, reduzindo a dependência de sazonalidades mais marcadas.


“O mais interessante é perceber que esse movimento acontece antes do inverno, que é historicamente o nosso período de maior demanda. Ou seja, chegamos à alta temporada já com um fluxo aquecido, o que tende a potencializar ainda mais os resultados nos próximos meses”, completa.

Além da hotelaria, o impacto positivo se estende a bares, restaurantes, comércio e atrativos turísticos, que tradicionalmente acompanham o aumento no fluxo de visitantes durante feriados prolongados.


Com clima mais ameno, programação cultural diversificada e o charme característico da serra, Petrópolis segue se posicionando como uma das principais opções de turismo de proximidade no estado do Rio de Janeiro especialmente em períodos de pausa mais curtos, como o feriado de 1º de maio.

“A expectativa do setor agora se volta para os próximos meses, quando a cidade entra oficialmente na temporada de inverno, período em que os índices de ocupação costumam atingir seus picos e consolidar o desempenho anual do turismo local”, analisa Fabiano Barros.