sexta-feira, 5 de junho de 2020

Ações e Concurso Virtual na Semana do Meio Ambiente em São João da Barra

(Fotos: divulgação)
A Semana do Meio Ambiente, em São João da Barra, prossegue até esta sexta-feira, 05, quando acontece uma live transmitida pela página oficial da Prefeitura pelo Facebook (https://www.facebook.com/prefeiturasaojoaodabarra), às 10h, com o tema “Qual a relação do meio ambiente com a pandemia”. Também nesta sexta-feira, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, tem o resultado do Concurso Virtual para os estudantes da Educação Básica das redes pública e particular, com o tema "Conhecer para preservar, em tempos de Covid-19”.

As inscrições podem ser feitas até as 23h59 desta quinta-feira, 04, pelo e-mail: forum.semec.sjb@gmail.com ou WhatsApp (22) 98831-4350. Os participantes devem produzir e enviar vídeos de até um minuto e como pano de fundo a preservação dos patrimônios naturais de São João da Barra.


Participam da live a secretária de Meio Ambiente e Serviços Públicos, Marcela Toledo, o diretor do Núcleo de Controle de Zoonoses e vigilância Ambiental, Marcos Moreira Machado, e a secretária de Educação e Cultura, Angélica Rodrigues, que vai divulgar o resultado do concurso de vídeo.

"Estamos recebendo muitos vídeos e orientando os alunos quanto ao formato e duração, de acordo com o regulamento. Esse concurso é uma oportunidade para os estudantes falarem dos nossos biomas e estamos satisfeitos com a interação dos alunos”, destacou o coordenador do programa de Educação Ambiental da Semec, Marcelo Almeida.

Ele reforça que a participação dos pais é importante nesse processo, incentivando e ajudando as crianças na execução dos vídeos, principalmente dos alunos do Fundamental I, que compreende o 1º ao 5º ano.

A realização da Semana do Meio Ambiente é da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos em parceria com as secretarias de Educação e Cultura (Semec), de Agricultura, de Obras e Serviços e com a empresa União Norte, responsável pela coleta de lixo no município. O evento, em formato virtual, tem a programação transmitida pelas redes sociais da Prefeitura e, entre as ações promovidas, estão o plantio de mudas de árvores, limpezas de canais e exibição de vídeos sobre os biomas do município.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho, a principal data da Organização das Nações Unidas (ONU) para promover conscientização ambiental.







MP aponta indícios de práticas criminosas no Kit Alimentação de Campos

(Foto: divulgação Supcom)
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Promotora de Justiça Tutela Coletiva da Infância e Juventude Anik Rebello Assed Machado, detectou irregularidades na documentação que envolve a aquisição e distribuição dos kits alimentares entregues pela Secretaria Municipal de Educação aos alunos da rede municipal de Campos, no mês de abril, em razão da pandemia. O MP identificou sinais de mau uso do dinheiro público, inclusive com sinais de possível prática criminosa na utilização de verba federal. Cópia de toda documentação foi encaminhada ao Ministério Público Federal e Polícia Federal. A administração pública municipal se posicionou sobre o caso:

"A Procuradoria Geral do Município desconhece este posicionamento do Ministério Público. Vale ressaltar que a Promotoria da Infância e da Juventude não tem atribuição para apurar eventual irregularidade neste caso. Por iniciativa própria, a Prefeitura de Campos consultou o Ministério Público a respeito da possibilidade de efetuar um contrato emergencial. Toda documentação, inclusive a planilha da empresa escolhida aquela que apresentou menor preço considerando, ainda, armazenamento, logística de entrega e de montagem, assim como também serviços e impostos obrigatórios foi enviada de forma voluntária ao MP. Na parte que cabe à Promotoria da Infância e da Juventude, a Prefeitura de Campos já comprovou que os itens que fazem parte dos kits alimentação, distribuídos aos 53 mil alunos da rede municipal de ensino, atendem às necessidades nutricionais e seguem as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)." (Nota da Prefeitura de Campos)

De acordo com o MP, a análise dos documentos remetidos pela secretaria indicou que compra dos produtos foi realizada pelo município com dispensa de licitação sob a alegação da necessidade emergencial de atender aos alunos que tiveram as aulas suspensas em decorrência da pandemia.

O MP, após verificar a documentação que requisitou ao município para apuração de possíveis prejuízos às crianças e aos adolescentes que receberam os kits em substituição à merenda escolar, identificou sinais de malversação do dinheiro público e inclusive indícios de possível prática criminosa resultante do uso inadequado de verba federal pelos gestores municipais.

Diante da constatação, o Ministério Público remeteu à Polícia Federal e à Procuradoria da República cópia de toda a documentação para investigação, e se for o caso, responsabilização em relação ao ex-secretário municipal de Educação e a atual gestora da pasta, que na qualidade de ordenadores de despesas firmaram o contrato para aquisição do kit.

Pelo MP também foi enviado para secretaria de Educação do município um ofício requisitando esclarecimentos sobre o motivo pelo qual a distribuição dos kits não foi efetuada no último mês de maio, apesar das aulas permanecerem suspensas, e também cobrada a exibição de calendário prévio com indicação de data e local das próximas entregas p oportunizar a fiscalização e assegurar que o direito à alimentação segura das crianças seja respeitado. 

Sobre a distribuição do kit, a Prefeitura informou que “em função do Lockdown, consequente da pandemia de coronavírus, a entrega da segunda leva dos kits foi adiada. Uma nova estratégia de entrega está sendo elaborada”.

Polêmica do Kit Alimentação da Prefeitura de Campos, levantada pela oposição, sobre possível superfaturamento. Levando em consideração o valor global do contrato, R$ 10.184.681,25, o preço de cada um dos 159 mil kits sairia por R$ 64,05. A matéria mostra que em três estabelecimentos do município — Assaí, Atacadão e SuperBom —, com produtos similares, e até de qualidade superior ao oferecido pelo município, o valor do kit ficou com preço médio de R$ 42,53. A Prefeitura informou que o kit com 10 itens saiu por R$ 41,84, já o que inclui a mistura para mingau, R$ 46,82. De acordo com a administração municipal, para justificar o valor final também deve ser considerado armazenamento, logística de entrega e de montagem, assim como também serviços e impostos obrigatórios na ordem de 12%.







Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 3 de junho de 2020

5G faz mal à saúde? Entenda os riscos e os rumores da tecnologia


O desenvolvimento das redes de internet 5G ainda causa alguns questionamentos em relação a diferentes pontos de tecnologia e real efetividade nos negócios. Mas, nos últimos anos, a nova geração de internet sem fio seria prejudicial à saúde das pessoas. Notícias falsas, inclusive, a relacionavam com o surgimento do novo coronavírus. Desmitificar esses boatos requer alguma pesquisa.

Antes de mais nada é preciso explicar que as redes 5G, tal como o 4G, o 3G etc., utilizam ondas de rádio para transportarem os sinais de uma antena para o telefone celular ou para outro dispositivo que se deseje conectar à internet. A diferença da quinta geração para as anteriores é que neste caso as frequências utilizadas são maiores.

A faixa de transmissão utilizada na rede 4G, por exemplo, atinge até 2,6 GHz de frequência. No 5G, essa frequência sobe para até 3,5 GHz. Mesmo assim, não há evidenciais científicas que este tipo de radiação cause problemas para a saúde das pessoas. Ao menos, não de forma tão prejudicial.

Em 2014, um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) junto à Agência Internacional de Pesquisa Sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês) classificou a radiação de radiofrequência tão prejudicial para a manifestação de células cancerígenas no organismo como comer legumes em conserva ou usar talco em pó.


Neste ponto é preciso entender o que realmente significa radiação. O termo que é utilizado quase que majoritariamente acompanhado de um aviso intimidador não significa necessariamente algo ruim. A radiação nada mais é do que a propagação de energia de um ponto ao outro. Por exemplo, o calor do Sol ou o calor corporal.

A radiação de radiofrequência não é propagada apenas pelas redes móveis de quinta geração. Esse tipo de energia pode ser emitido também por diversos aparelhos, inclusive smartphones. Neste caso, departamentos de saúde ao redor do mundo devem instruir as fabricantes a manterem um controle de níveis seguros de radiação desses dispositivos.

E isso é feito com certo rigor. No ano passado, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) chegou a abrir uma investigação contra Apple e Samsung. Testes realizados pelo jornal Chicago Tribune mostravam que alguns aparelhos fabricados por essas duas companhias estariam extrapolando os níveis de radiação permitidos.

Segundo o estudo, a radiação por ondas eletromagnéticas de rádio foi classificada na categoria pelo motivo de que “há evidências que não chegam a ser conclusivas de que a exposição pode causar câncer em seres humanos”. Para efeito de comparação, o consumo de carnes processadas e a ingestão de bebidas alcoólicas é considerado como algo mais prejudicial.

Em um relatório de 2018, a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) classificou como “aceitáveis” os atuais limites de segurança para a exposição à energia por radiofrequência emitida por celulares. O mesmo vale para o 5G, conforme relatado um porta-voz da agência que faz parte do Departamento de Saúde americano ao Digital Trends.
Sintomas e mentiras

Para Omer van den Bergh, professor psicologia médica da Universidade de Leuven, na Bélgica, é comum que as pessoas busquem atribuir às causas ambientais sintomas como vibrações involuntárias, dificuldades respiratórias e coceiras inexplicáveis. Este tipo de comportamento é caracterizado como intolerância ambiental idiopática ou, simplesmente, doença ambiental.

“Há um grupo de pessoas que tende a atribuir esses sintomas a causas ambientais e isso é o que chamamos de ‘preocupações modernas de saúde’”, disse o especialista ao site Engadget. Segundo ele, a sociedade tende a “assumir que se há um sintoma físico, então com certeza existe uma causa fisiológica por trás”.

Isso não significa, porém, que as pessoas que afirmam que se sentem desconfortáveis por conta de radiações eletromagnéticas devem ser completamente ignoradas já que sintomas psicológicos podem fazer com que a pessoa acredite que equipamentos como torres de transmissão, smartphones e roteadores possam realmente causar desconforto.

Segundo Van den Bergh, esses sintomas realmente existem. Estudos científicos mostram que os pacientes que afirmam sentir desconforto com este tipo de tecnologia realmente ativam partes do cérebro que emitem sinais ao corpo e ao sistema nervoso. Coceira, dor de cabeça e náusea são alguns tipos desses sinais.

Mas este tipo de sintoma não é uma exclusividade das redes 5G ou de mesmo por ondas eletromagnéticas. Pesquisadores afirmam que as pessoas se sentiam desconfortáveis na presença de objetos feitos com vidro durante alguns anos na Idade Média. “As pessoas tendiam a acreditar que se tornariam transparentes”, afirma Van Den Bergh.

O problema aqui é que problemas reais como os mencionados pelo pesquisador da Bélgica estão sendo utilizados para auxiliar na disseminação de fake news a respeito do 5G, a nova tecnologia de transmissão de dados pela internet em alta velocidade.

Um exemplo recente veio justamente com o novo coronavírus. Durante as primeiras semanas após o anúncio oficial da OMS sobre o estado de pandemia causado pelo vírus SARS-CoV-2, grupos de pessoas se reuniram para destruírem antenas utilizadas para a transmissão do sinal de internet sem fio de quinta geração em diferentes regiões do planeta.

O rumor de que a covid-19 teria alguma relação com a quinta geração de internet móvel parece ter sido disseminado inicialmente em um texto sem qualquer base científica publicado no dia 20 de janeiro em um site francês de teor conspiratório. O artigo culpava a construção de torres do 5G em Wuhan, na China, pelo surgimento do vírus.









Fonte: Exame

Semana do Meio Ambiente em São João da Barra


A Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos de São João da Barra está promovendo, de 01 a 05 de junho, a Semana do Meio Ambiente, com uma programação virtual e concurso audiovisual para os alunos das escolas do município, em parceria coma Secretaria Municipal de Educação e Cultura. O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho, a principal data da Organização das Nações Unidas (ONU) para promover conscientização ambiental.

As atividades serão realizadas on-line, levando em consideração as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), de manter o distanciamento social devido à pandemia da Covid-19. 

Durante toda a semana a população poderá acompanhar pelas redes sociais da Prefeitura ações da Secretaria como plantio de mudas, limpeza de mananciais, exibição de vídeos sobre os biomas e uma live com o tema, com a participação da secretária da pasta, Marcela Toledo, e o diretor do Núcleo de Controle de Zoonoses e vigilância Ambiental, Marcos Moreira Machado, abordando o tema “Qual a relação do meio ambiente com a pandemia”, na sexta-feira às 10h.

De acordo com a secretária, Marcela Toledo, a programação tem objetivo de chamar a atenção para a conscientização e cuidados diários com o ecossistema. 

“Não poderíamos deixar essa data passar em branco e hoje a internet é uma aliada nesse processo de isolamento social que estamos vivendo . Essa reflexão se faz tão importante para chamar a atenção da população para os problemas ambientais e a necessidade da preservação dos nossos recursos naturais”, justificou. 

Concurso - Em sua primeira edição, o concurso virtual para os estudantes da Educação Básica (primeiro e segundo segmentos do Ensino Fundamental e Ensino Médio) tem como tema "Conhecer para preservar, em tempos de Covid-19”. O objetivo é a produção de conteúdos audiovisuais de até 1 minuto, que tenham como pano de fundo a preservação dos patrimônios naturais de São João da Barra, Lagoa Salgada, Reserva Particular de Proteção Natural (RPPN) Fazenda Caruara e Parque Estadual Lagoa do Açu (Pelag), por meio de perspectivas diferentes e criativas dos estudantes.

Os vídeos selecionados serão divulgados nas redes sociais oficiais da prefeitura e os clipes selecionados recebem uma premiação em forma de créditos para telefonia móvel, independente da operadora. As inscrições podem ser feitas a partir da 00h do dia 2 de junho até as 23h59 do dia 4 de junho de 2020 pelo e-mail: forum.semec.sjb@gmail.com ou WhatsApp (22) 98831-4350. O regulamento completo pode ser consultado no link ao final da matéria.


Semana do Meio Ambiente 2020 - 01 a 05 de junho

Programação virtual:

01/06 
8h - Limpeza da Lagoa de Grussaí
9h - Vídeos biomas locais - Parque Estadual Lagoa do Açu (Pelag)

02/06 
9h - Plantio de árvores no Parque Estadual Lagoa do Açu (Pelag)
15h - Video biomas locais - Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Caruara

03/06 
9h - Plantio de mudas na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Caruara
15h - Vídeos biomas - Lagoa Salgada


04/06 - Plantio de mudas
8h - Atafona
13h - São João da Barra
16h - Grussaí


05/06 
10h - Live - Qual a relação do meio ambiente com a pandemia - com a secretária de Meio Ambiente e Serviços Públicos, Marcela Toledo, e o diretor do Núcleo de Controle de Zoonoses e vigilância Ambiental, Marcos Moreira Machado





Hospitais de Campanha em Campos e Casimiro sem prazo de conclusão


Em meio às investigações e suspeitas de diversas irregularidades em contratos sem licitação para compras relacionadas ao combate da pandemia do novo coronavírus, a Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS) e o Governo do Estado ainda não garantem a construção dos hospitais de campanha em Campos dos Goytacazes e Casimiro de Abreu. As informações foram divulgadas na noite desta segunda-feira, 1 de junho, pela Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão oficial do governo federal, que segue em “pé-de-guerra” com o governo fluminense, e se referem a uma reunião entre o governador Wilson Witzel (PSC) e representantes do IABAS.

Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) recomendou a paralisação dos pagamentos feitos pelo Estado para a OS, responsável pelas pela construção e operação de 7 hospitais de campanha em território fluminense. A reunião entre o governo estadual e representantes do IABAS teria terminado sem acordo para a conclusão das obras dos hospitais de campanha, mas a OS teria aceitado a decisão de transferir a gestão das unidades para um consórcio privado. Em contrapartida, a OS se comprometeria a apenas concluir as obras, dentre as quais, as de Campos e Casimiro, mas os representantes do consórcio solicitaram mais detalhes sobre as unidades e sobre o contrato estabelecido com o Governo do Rio.

“O próximo passo é a questão legal, documental. As áreas jurídicas do IABAS e do consórcio privado precisam conversar e haverá visitas técnicas a partir de amanhã (2). Precisamos de uma resposta rápida para a população. Não é uma negociação fácil, mas estamos trabalhando para conseguir o mais brevemente possível. Queremos o aval dos órgãos de controle para fazer essa ação e estamos chamando o Ministério Público do Estado do Rio para participar”, contou o secretário estadual de Saúde, Fernando Ferry, à Agência Brasil, na noite desta segunda. O problema para região é que, de acordo com a reportagem, o IABAS teria garantido a entregar ainda esta semana apenas as obras dos hospitais de campanha de São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Nova Friburgo, deixando de fora das prioridades as unidades de Campos e Casimiro.

Com uma verba de mais de 830 milhões de reais, todos os hospitais de campanha do Estado deveriam ter sido entregues no final de abril, mas apenas a unidade do Maracanã está funcionando, mas sem a capacidade máxima. Tanto em Campos quanto em Casimiro, o prazo inicial para a entrega das obras era para o dia 30 de abril, mas, mesmo antes das investigações da Polícia Federal (PF) que levaram à troca do secretário estadual de Saúde do Rio, o prazo acabou adiado duas vezes, primeiro para 25 de maio, e agora para 12 de junho.






segunda-feira, 1 de junho de 2020

Acabou o dinheiro: Rafael Diniz afirma que os recursos da Prefeitura de Campos estão esgotados


Entre uma crise do mercado de óleo e gás, despesas extraordinárias causadas pela pandemia do novo coronavírus e o pagamento de dívidas, o prefeito de Campos Rafael Diniz (CDN) decretou: “o dinheiro acabou”. A constatação se seguiu ao recebimento da menor participação especial do petróleo da história do Município, no último dia 13, e foi confirmada, esta semana, pela suspensão do fornecimento de energia elétrica de 10 prédios da Prefeitura, incluindo equipamentos culturais importantes como o Teatro Trianon e o Museu Histórico.

A afirmativa retoma e aposenta um antigo bordão de Rafael, em sua passagem pela Câmara, como vereador da bancada de oposição ao governo Rosinha Garotinho (PROS): “dinheiro tem, falta gestão”. Há tempo a Prefeitura dá sinais de dormir com cobertor curto. Atraso no pagamento de terceirizados e de repasse a hospitais da rede contratualizada são apenas dois dos indícios mais recentes.

Mas, especialistas e atores da economia local temem que isso possa comprometer a atuação do Município justamente em um momento em que se espera que o Poder Público aja como indutor da recuperação econômica no pós-pandemia.

Matemática

Em maio, a Prefeitura de Campos recebeu participação especial no valor de R$ 1.113.664,6. Trata-se, segundo o Município, do menor repasse da história, com redução de 81% quando comparado ao recebido no trimestre anterior, de R$ 5.873.604,08, e de 96,5% se comparado ao mesmo trimestre do ano passado, R$ 32.025.198,5.

Dados da Prefeitura mostram um total de perdas de R$ 108 milhões na arrecadação de royalties e participações especiais em 2020, na comparação com o ano passado. O que reforça uma tendência de queda, já que, em 2019, as compensações do petróleo já haviam somado R$ 491 milhões. O valor é menos de um terço do total arrecadado em 2014, quando entram nos cofres do Município R$ 1,6 bilhão — incluindo R$ 250 milhões de uma operação de antecipação de créditos futuros oriundos da exploração da commodity.

Isso representa uma frustração de receitas de mais de 53% em relação à previsão de arrecadação que consta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2020, que estima a receita e fixa as despesas da Prefeitura no ano.

Adicionalmente, a Prefeitura vem arrecadando menos tributos em razão da pandemia do novo coronavírus. Com os vencimentos prorrogados, os Impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU) e sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSqn) renderam, respectivamente, 40% e 20% a menos.


De acordo com o economista Ranulfo Vidigal, mais do que uma frase de efeito, com o objetivo de desviar denúncias semelhantes às que fazia no plenário da Câmara quando vereador, a constatação do prefeito é matemática.

“O Legislativo autorizou, em janeiro último, o Executivo a gastar um total de R$ 1,8 bilhão. Entretanto, a queda da atividade produtiva nacional, estadual e local tende a tirar algo em torno de R$ 100 milhões na forma de transferências federais e estaduais. Além disso, a derrocada da indenização petrolífera tende a retirar outros R$ 250 milhões”, enumera.

Vidigal afirma que o pagamento dos Encargos da Dívida e o repasse de auxílio federal sancionado nesta semana “trazem alívio de algo em torno de R$ 80 milhões”, mas não resolvem o problema de caixa da Prefeitura.

“Liquidamente, o orçamento real do Poder Público vai atingir, no máximo, R$ 1,5 bilhão, contra um compromisso, somente com a folha salarial de 20 mil servidores ativos e inativos, no montante de R$ 1,1 bilhão. Temos, ainda, serviços essenciais como coleta de lixo, iluminação pública, aquisição de medicamentos, merenda escolar etc. Daí que, realmente, o dinheiro acabou”, avalia.

Menos royalties e impostos

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Felipe Quintanilha afirma que a queda na arrecadação forçou uma redução “drástica” nas despesas de custeio da Prefeitura desde o início do mandato do prefeito Rafael Diniz, em 2017. Segundo ele, isso ocasionou “a suspensão de diversas despesas que não eram sustentáveis e a diminuição da máquina pública”.

“A redução do custeio impactou diretamente na falta de investimentos. Ainda com o agravante de que a gestão anterior deixou obras inacabadas, como o Parque Saraiva, o Shopping Popular, escolas, UBSs para serem custeadas na atual gestão”, diz o secretário, que reconhece na folha de pagamento “a principal despesa do município”.

Quintanilha afirma que, com o início da pandemia do novo coronavírus, recursos federais têm permitido manter o atendimento à população.

“Esperamos que os repasses continuem ocorrendo, uma vez que os atendimentos de média e alta complexidade são também de responsabilidade dos Governos do Estado e Federal. A Prefeitura não é isolada nesta responsabilidade”, defende.

Depois do vírus

Ranulfo Vidigal estima que a pandemia pode colocar em risco até sete em cada dez vagas de emprego formal de Campos.

“Ao atingir em cheio setores como comércio, serviços não essenciais, entretenimento, lazer, bares e restaurantes e construção civil, a pandemia coloca em risco as micro, pequenas e médias empresas, que respondem por algo em torno de 70% da oferta de empregos na cidade”, prevê o economista.

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, José Francisco Rodrigues aponta o comércio como “o setor que mais sofre” com o aumento dos casos de covid-19 em Campos. “Mesmo assim, estamos tentando manter empregos e pensando em alternativas para a pós pandemia. No futuro os gestores municipais terão que ser mais disciplinados fiscalmente falando e focar na geração de novos investimentos para gerar novos impostos”.

O secretário de Desenvolvimento Econômico garante que, mesmo com menos recursos que no passado, a Prefeitura ainda terá um papel a cumprir na recuperação do Município após a emergência sanitária.

“O grande ponto durante e pós-pandemia é valorizar produtos e serviços que são de Campos. Fazer com que o dinheiro circule na cidade. Vamos buscar parcerias público-privadas para a Agricultura, especialmente para o nosso Polo Agroalimentar, grande vetor de desenvolvimento agrícola. Também buscamos parcerias para trazer a usina fotovoltaica, que vai empregar muita gente na construção e depois vai tornar Campos um vetor de desenvolvimento através de energia limpa. Estamos buscando trazer empresas para o Município, criando ferramentas para atrair esse polo de investimento, considerando a nossa condição de logística e valorizando o que temos de tecnologia, conforme os diversos programas e projetos de apoio às Start-Ups, empresas de tecnologia, Viva a Ciência, Viva a Ciência na Escola, além do Fundecam valorizando o pequeno negócio”, finaliza Quintanilha.






Fonte: Terceira Via

Urgente: Doação de sangue para paciente com Covid-19 em SJB


Uma das oito pacientes internadas no Hospital Campanha Covid-19, a moradora de Grussaí, Kátia Rodrigues Ribeiro, de 63 anos, está precisando de doação de sangue com urgência. Segundo informações de sua filha Cynthia Gomes, o caso da mãe é considerado gravíssimo.

Kátia enfrenta uma anemia severa (uma diminuição do volume de glóbulos vermelhos no seu sangue. Os glóbulos vermelhos e a hemoglobina são responsáveis pelo transporte de oxigênio no seu sangue), o que agrava o quadro de saúde.

Quem pode doar

De acordo com informações do Hemocentro, pessoas saudáveis, com idade entre 16 e 60 anos, ou até 69 anos (caso tenham doado antes dos 60 anos de idade) e peso acima de 50 quilos podem doar sangue, bastando comparecer ao hemocentro munido de documento original com foto.

Para doar, é necessário estar descansado e não ter praticado atividades físicas intensas pelo menos cinco horas antes. Em relação à alimentação, é preciso estar bem nutrido, com refeições leves e sem gordura nas 3 horas anteriores à doação de sangue.

A doação de sangue, ainda segundo o Hemocentro, deve ser realizada com intervalo mínimo de 60 dias para homens e 90 dias para as mulheres. Assim, é possível doar sangue até quatro vezes por ano para os homens e três para as mulheres. Os intervalos são diferentes devido à reposição dos estoques de ferro, que nas mulheres é mais demorada por conta das perdas durante os ciclos menstruais.

O Hemocentro funciona todos os dias, inclusive finais de semana e feriados, das 7h às 18h, no Hospital Ferreira Machado, que fica situado na rua Rocha Leão, n° 2, no bairro Caju, em Campos dos Goytacazes, e fornece bolsas de sangue para um total de 25 instituições hospitalares, sendo nove em Campos e mais 16 unidades hospitalares em 14 municípios.






Fonte: Parahybano

Prefeitura de Campos anuncia plano de retomada das atividades econômicas e sociais

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
A Prefeitura de Campos dos Goytacazes, apresentou novo modelo para o isolamento social no município.

O plano de retomada de atividades econômicas e sociais foi debatido com representantes das instituições do comércio e indústria na noite de ontem (30), foi apresentado o modelo de transição gradual das medidas de isolamento social em Campos, frente à pandemia da Covid-19.

"Buscamos sempre o equilíbrio entre salvar vidas e encontrar alternativas para a economia. Pensando nisso, criamos o plano de retomada de atividades econômicas e sociais, que chamamos de Campos Daqui Para Frente", disse o chefe do executivo.

Foi estabelecido cinco níveis divididos pelas cores; vermelho, laranja, amarelo, verde e branco. Ainda segundo o prefeito, partir de terça-feira (02), a cidade entrará no nível laranja, que significa lockdown parcial, com a adoção de medidas que serão anunciadas nesta segunda-feira (01).

Não existe um prazo de permanência para cada estágio, a decisão de alteração será feita pelo Gabinete de Crise definido pela Prefeitura de Campos, a partir de índices de evolução da pandemia e capacidade de atendimento do sistema de saúde.

No boletim divulgado ontem (30) a cidade registrou 711 casos de covid-19 e 49 óbitos, destes 35 já foram confirmados como sendo vítimas da doença, outros 14 aguardam resultado.






Fonte: G1

Justiça suspende decreto de Crivella que permite abertura de igrejas no RJ

(Fabio Teixeira/NurPhoto/Getty Images)
A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu nesta sexta-feira a realização de cultos religiosos na cidade que tinham sido autorizados por decreto esta semana pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), informou o Ministério Público do Rio de Janeiro.

O pedido de suspensão dos efeitos do decreto municipal foi acatado pelo juiz Bruno Bodart.

“O juiz suspendeu a eficácia do decreto municipal 47.461/2020, que se contrapôs às medidas restritivas sanitárias estabelecidas em âmbito estadual ao garantir o funcionamento de tempos religiosos para a realização de cultos”, afirmou.

Segundo o MP, caberá ao município fiscalizar a suspensão do decreto.

“O município terá que se abster de editar atos administrativos relacionado ao enfrentamento da pandemia em desacordo com a legislação federal e estadual de regência, notadamente quanto ao funcionamento de cultos religiosos presenciais; e fiscalizar de forma efetiva o cumprimento das medidas de isolamento social, em especial no que se refere a esses cultos religiosos”, frisou o MP.

Muitos segmentos religiosos vêm realizando desde o início da pandemia cultos virtuais via rádio, TV e internet para evitar a aglomeração de pessoas e risco de contágio e transmissão da covid-19.

Nesta sexta-feira, o Brasil somou mais de 26 mil novos casos de infecções pelo novo coronavírus, um novo recorde.

O MPRJ ressaltou ainda, na mesma ação, que o direito ao culto em nenhum momento foi suprimido, uma vez que é viável a sua realização por meio remoto, como vêm procedendo diversas organizações religiosas, de forma a garantir a segurança de seus fiéis.

E que a medida de flexibilização adotada pelo município, e agora derrubada pela Justiça, viola diversos princípios constitucionais, como a razoabilidade, precaução e prevenção na saúde, podendo, ainda, ser considerada, no mínimo, erro grosseiro, uma vez que é contrária a estudos técnicos epidemiológicos.

Prefeitura e Estado do Rio de Janeiro tem planos para uma reabertura gradual das atividades econômicas a partir de junho, que levarão em conta níveis de óbitos, casos de Covid-19, taxa de transmissão e de ocupação dos hospitais.

O Estado contabilizou nessa sexta-feira mais 223 mortes por coronavírus e agora, já são 5.079 mortes. O coronavírus já infectou 47.953 pessoas no Estado.







Fonte: Exame

São João da Barra prorroga isolamento social

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
A Prefeitura de São João da Barra prorrogou as medidas de isolamento social até o próximo domingo, 7, quando o Comitê de Crise volta a se reunir para decidir as próximas medidas. 

O novo decreto, publicado neste sábado, 30, autoriza o funcionamento de novos setores do comércio e serviços. As regras de distanciamento, higienização e proteção pessoal são as mesmas determinadas para os demais que já estavam autorizados por decretos anteriores. A Prefeitura também decretou mudanças para o setor da construção civil.

Continuam valendo as restrições que constam no decreto nº 80/20, de 25 de maio, mas o novo decreto amplia as autorizações de funcionamento, incluindo os seguintes setores:

- Transporte alternativo (topiques, vans, táxis e serviços de aplicativos);
- Comércio ambulante de alimentos de ponto fixo, que já tenha cadastro na Prefeitura;
- Sorveterias e açaiterias (à meia-porta, sem permissão para self-serfice e consumo no interior do estabelecimento);
- Lojas de tintas;
- Marmorarias;
- Vidraçarias.

O transporte público intermunicipal fica restrito aos passageiros que desempenham atividades e serviços essenciais realizados por profissionais da Saúde, Segurança Pública, Assistência Social, cuidadores de idosos e demais atividades autorizadas no município. Também está autorizado para moradores com residência fixa em São João da Barra e por pessoas não residentes no município, mediante comprovação. 

A Prefeitura também publicou novo decreto autorizando pequenas obras, reformas e reparos no município. As atividades estavam suspensas desde 11 de abril, quando foi publicado o decreto 48/20, que trata especificamente do setor da construção civil. 

Confira os decretos 91/20 e 92/20 (aqui).