O mercado imobiliário em Campos dos Goytacazes no cenário pós-eleições de 2026 demonstra resiliência e estabilidade, com o comportamento ditado pelas taxas de juros e o crédito e não pelo calendário político. O ciclo eleitoral gerou apenas uma breve desaceleração pontual de três semanas entre os turnos, e o setor na "Planície Goitacá" segue sua dinâmica própria de valorização.
O setor imobiliário brasileiro costuma registrar uma breve desaceleração durante os períodos eleitorais, mas os dados históricos indicam que esse movimento é menos intenso do que se imagina.
É o que aponta Leandro da Dora, corretor, sobre mercado imobiliário, que analisou o comportamento das vendas de imóveis na última eleição presidencial.
Segundo Leandro, existe uma crença amplamente difundida de que o mercado imobiliário congela completamente em anos de eleição, impulsionada pela insegurança das pessoas diante das incertezas políticas. No entanto, ao observar as vendas efetivamente registradas, o cenário se mostra diferente.
Para Leandro, o fator que verdadeiramente impacta o mercado imobiliário não é o resultado das eleições, mas sim a taxa de juros. "Você tem que acompanhar como está a taxa de juros", orientou.
"Tem uma crença muito grande sobre esse congelamento de mercado imobiliário por conta da insegurança das pessoas", afirmou.
Itaú e Bradesco aumentam juros da casa própria
O Itaú Unibanco elevou a taxa mínima de juros do financiamento imobiliário para 12,95% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), a partir desta quinta-feira (29). A mudança ocorre poucos dias depois de outro banco de grande porte, o Bradesco, anunciar um reajuste expressivo nas taxas do crédito habitacional, em um movimento que encarece a compra da casa própria nos dois maiores bancos privados do segmento.

