sexta-feira, 8 de maio de 2026

Carro cai no rio Piabanha e deixa duas pessoas feridas no Centro de Petrópolis


Dois homens, de aproximadamente 20 anos, ficaram feridos após um carro cair no Rio Piabanha, na madrugada desta sexta-feira (8), no Centro de Petrópolis.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o acionamento aconteceu por volta de 00h50, na Rua da Imperatriz, em frente ao Colégio Ipiranga.

As vítimas foram socorridas pelos bombeiros e encaminhadas para o Hospital Santa Teresa com ferimentos considerados moderados.

Até o momento, não há informações sobre as causas do acidente.


quinta-feira, 7 de maio de 2026

Madeleine Dykeman é a nova delegada assistente da 134ª DP, em Campos


A delegada Madeleine Dykeman, é a nova delegada adjunta da 134ª Delegacia Policial, localizada no Centro de Campos. A reportagem  apurou e confirmou a informação nesta quinta-feira (7).

Após passagens pela 146ª DP, 145ª DP e pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos, Madeleine se licenciou do cargo de delegada e foi candidata à Prefeitura de Campos. Passados dois anos, ela retorna às atividades policiais.


Justiça Eleitoral mantém ação contra Garotinho e Rosinha no TRE-RJ


O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu manter na própria Corte a ação penal que investiga o ex-governador Anthony Garotinho, a ex-prefeita Rosinha Garotinho e outros seis acusados por suposto esquema de arrecadação ilegal de dinheiro envolvendo contratos da Prefeitura de Campos dos Goytacazes. A decisão rejeitou o pedido da defesa de Anthony Garotinho para enviar o processo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e confirmou que o caso continuará sendo analisado pelo TRE-RJ.

A decisão foi tomada pelo desembargador Fernando Cerqueira Chagas, relator do processo. O magistrado também determinou a manutenção de todos os atos já praticados pela Justiça Eleitoral de primeira instância, incluindo depoimentos, provas e diligências já realizadas durante a investigação.

O processo está em fase avançada e caminha para a reta final da instrução, faltando apenas os interrogatórios de alguns acusados antes do julgamento.

O principal ponto discutido pelas defesas não era a culpa ou inocência dos investigados, mas sim qual tribunal teria competência para julgar o caso após a recente mudança de entendimento do STF sobre foro especial.

A defesa de Anthony Garotinho sustentava que parte dos fatos investigados teria ocorrido enquanto ele exercia mandato de deputado federal, entre 2011 e 2015. Por isso, pedia que o processo fosse remetido ao Supremo Tribunal Federal.

Já a defesa de Rosinha Garotinho defendia que o caso deveria permanecer no TRE-RJ porque os fatos atribuídos a ela estariam diretamente ligados ao período em que ocupou o cargo de prefeita de Campos dos Goytacazes, entre 2009 e 2016.

Ao analisar o caso, o desembargador fez distinção entre as situações dos dois ex-políticos.

Na decisão, o relator concluiu que as acusações atribuídas a Rosinha Garotinho possuem ligação direta com o exercício do cargo de prefeita. Segundo a denúncia do Ministério Público, ela teria participado de um esquema que utilizava a estrutura da prefeitura para favorecer interesses políticos e financeiros do grupo investigado.

De acordo com a acusação, empresas que mantinham contratos milionários com a Prefeitura de Campos dos Goytacazes teriam sido pressionadas a realizar repasses financeiros para campanhas eleitorais do grupo político ligado ao casal Garotinho.

O Ministério Público afirma que o esquema teria funcionado entre 2009 e 2016 e envolveria contratos nas áreas de construção, limpeza urbana e prestação de serviços públicos.

A denúncia aponta ainda que empresários teriam sido procurados em diferentes eleições — como nos anos de 2010, 2012, 2014 e 2016 — para fazer contribuições destinadas a campanhas eleitorais de Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e aliados políticos.
Relator afasta envio do caso ao STF

Em relação a Anthony Garotinho, o desembargador rejeitou o pedido para envio do processo ao STF. Segundo a decisão, embora parte dos fatos investigados tenha ocorrido durante o período em que ele exercia mandato de deputado federal, as acusações não possuem relação com a atividade parlamentar desempenhada em Brasília.

O relator destacou que a própria denúncia do Ministério Público descreve Garotinho como uma espécie de “prefeito de fato” em Campos dos Goytacazes, exercendo influência política sobre contratos públicos, pagamentos da prefeitura e articulações administrativas mesmo sem ocupar oficialmente o cargo de prefeito.

De acordo com o entendimento do TRE-RJ, a suposta atuação atribuída a Anthony Garotinho estaria ligada principalmente à sua influência política no Estado do Rio de Janeiro, à presidência estadual do então Partido da República e à relação com a administração municipal por ser marido da prefeita Rosinha Garotinho.

A decisão também observa que alguns fatos investigados ocorreram em períodos nos quais Anthony Garotinho sequer exercia mandato parlamentar, como episódios narrados em 2010.
Acusação envolve suposto caixa dois e lavagem de dinheiro

Segundo a denúncia do Ministério Público Eleitoral, o grupo investigado teria criado um sistema permanente de arrecadação ilegal de recursos junto a empresas contratadas pela prefeitura.

Os valores arrecadados seriam usados para financiar campanhas eleitorais próprias e de aliados políticos. A acusação aponta ainda suspeitas de ocultação da origem do dinheiro por meio de contratos simulados entre empresas privadas, além da omissão desses recursos nas prestações de contas eleitorais apresentadas à Justiça Eleitoral.

O grupo responde por acusações relacionadas a corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e falsidade eleitoral.
Todos os réus continuarão no mesmo processo

Além de Anthony e Rosinha Garotinho, também são réus no processo Ney Flores Braga, Antônio Carlos Ribeiro da Silva, Suledil Bernardino da Silva, Thiago Soares de Godoy, Antônio Carlos Rodrigues e Fabiano Rosas Alonso.

Embora os demais acusados não tenham foro especial, o TRE-RJ decidiu manter todos no mesmo processo por entender que os fatos investigados estão diretamente conectados.

Segundo o relator, separar os julgamentos poderia gerar decisões conflitantes e dificultar a análise conjunta das provas.

Ao final da decisão, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas confirmou oficialmente a competência do TRE-RJ para processar e julgar toda a ação penal, validou os atos já praticados pela primeira instância e determinou o prosseguimento do caso.

Com isso, o tribunal deverá marcar os interrogatórios restantes dos acusados antes do encerramento da instrução e da futura sentença do processo.


Anvisa manda recolher produtos da marca Ypê e suspende fabricação por risco sanitário


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de diversos produtos de limpeza da marca Ypê após identificar falhas consideradas graves no processo de fabricação da empresa. A medida atinge detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados pela Química Amparo na unidade industrial localizada em Amparo, no interior de São Paulo.

A decisão também suspende temporariamente a fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos afetados em todo o país.

Segundo a Anvisa, o recolhimento envolve exclusivamente os lotes cuja numeração termina com o dígito 1.

A medida foi oficializada por meio da Resolução 1.834/2026, publicada na edição desta quinta-feira (7) do Diário Oficial da União.

Inspeção encontrou falhas em áreas críticas da fábrica

De acordo com a agência reguladora, a decisão foi tomada após avaliação técnica de risco sanitário realizada em conjunto com órgãos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

A fiscalização ocorreu na última semana e contou com participação do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e da Vigilância Sanitária de Amparo.

Durante a inspeção, os técnicos identificaram irregularidades em etapas consideradas essenciais do processo produtivo.

Segundo a Anvisa, foram constatadas falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade da unidade industrial.

A agência afirma que os problemas encontrados comprometem o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação exigidas para produtos saneantes.

O principal risco apontado pelos fiscais é a possibilidade de contaminação microbiológica dos produtos, com eventual presença de microrganismos patogênicos.

Consumidores devem suspender uso imediatamente

A Anvisa orientou consumidores que tenham produtos afetados em casa a interromper imediatamente o uso dos itens.

A recomendação é que os clientes procurem o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para receber orientações sobre o procedimento de recolhimento e substituição dos produtos.

Além disso, a agência determinou que vigilâncias sanitárias estaduais e municipais reforcem a fiscalização em estabelecimentos comerciais para impedir a continuidade da circulação dos lotes atingidos pela medida.

As ações deverão ocorrer de forma coordenada dentro do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

Veja os produtos atingidos pela decisão

O recolhimento envolve apenas lotes terminados em número 1 dos seguintes produtos:

Lava Louças Ypê Clear Care
Lava Louças com Enzimas Ativas Ypê
Lava Louças Ypê
Lava Louças Ypê Toque Suave
Lava-Louças Concentrado Ypê Green
Lava-Louças Ypê Clear
Lava-Louças Ypê Green
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
Lava Roupas Líquido Ypê Express
Lava Roupas Líquido Ypê Power Act
Lava Roupas Líquido Ypê Premium
Lava Roupas Tixan Maciez
Lava Roupas Tixan Primavera
Desinfetante Bak Ypê
Desinfetante de Uso Geral Atol
Desinfetante Perfumado Atol
Desinfetante Pinho Ypê
Lava Roupas Tixan Power Act


Pressão por cassação de Thiago Rangel cresce na Alerj após decisão do STF


A confirmação de maioria no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter a prisão do deputado Thiago Rangel (Avante) provocou reação imediata na Assembleia Legislativa do Rio, nesta quinta-feira (07).

Em plenário, parlamentares de oposição passaram a defender abertamente a cassação do mandato, reforçando a cobrança já apresentada pela deputada Martha Rocha (PDT), que protocolou um requerimento contra Rangel.

A deputada Renata Souza (Psol) levou o tema no fim do plenário após receber a informação sobre o julgamento na Primeira Turma do STF. Segundo ela, a decisão impede que a Assembleia discuta a soltura do parlamentar e exige uma resposta interna da Casa.


“Precisamos, no caso do deputado Thiago Rangel, chamar os trabalhos desta Casa para verificar a sua cassação”, afirmou Renata.

Rangel é acusado de envolvimento em irregularidades em obras destinadas a escolas estaduais do Rio. A Alerj informou, na quarta-feira (06), que cumprirá integralmente a decisão do STF e adotará todas as medidas determinadas pela ordem judicial.

Pressão por cassação

Carlos Minc (PSB) também se manifestou durante a sessão e disse que se somava às deputadas Martha Rocha e Renata Souza na defesa de uma resposta da Assembleia. “Uma forma de defesa é não contaminar a Alerj com maus exemplos. Se há um mau exemplo, apuramos, punimos e continuamos tocando”, declarou.

Minc afirmou ainda que o Legislativo precisa agir para preservar sua imagem institucional. “A melhor forma da Assembleia se prevenir, a melhor forma da Assembleia se garantir, como disse a Deputada Martha ontem e a Deputada Renata Souza agora, é assumirmos o nosso papel de investigar, punir, afastar”, disse.

Resposta da Mesa

O primeiro vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), que conduzia os trabalhos, respondeu aos parlamentares e afirmou que a Casa seguirá os procedimentos internos antes de qualquer decisão. “O Parlamento nunca foi omisso. A gente tem que seguir o Regimento da casa. ”, afirmou Delaroli.

Ele também destacou que a decisão judicial será cumprida, mas que o caso precisa passar pela análise técnica da Assembleia. “Decisão judicial, ela se cumpre, mas tem que ser analisada por técnicos, pela Procuradoria, pelos advogados da Casa que são muito bem capacitados”, disse.

Ao comentar a responsabilidade individual de cada parlamentar, Delaroli foi direto: “Cada pessoa e cada deputado tem seu CPF e responde pelos seus atos.”

Minc concordou que o processo deve seguir as regras internas, mas defendeu urgência. “A gente tem que agir seguindo a lei, seguindo a norma, seguindo o Regimento. Ponto. E é o que a Assembleia seguramente vai fazer”, afirmou.


STF já tem maioria para manter prisão de Thiago Rangel e limita atuação da Alerj



A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira, para manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), investigado por suspeita de participação em um esquema de desvios na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela continuidade da prisão, acompanhando integralmente o entendimento do relator do caso, informa O Globo. O julgamento ocorre em ambiente virtual e ainda aguarda o voto da ministra Cármen Lúcia, com previsão de conclusão ainda hoje.


Rangel foi preso no âmbito da Operação Unha e Carne, que apura irregularidades na gestão de recursos públicos da área educacional fluminense. A maioria formada indica que a Corte deve confirmar a decisão de Moraes, que determinou a prisão sem necessidade de aval da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Moraes critica atuação das assembleias

Em seu voto, Alexandre de Moraes sustentou que a possibilidade de revisão de prisões por assembleias legislativas não deve ser aplicada neste caso. Segundo ele, esse mecanismo vem sendo distorcido e utilizado para favorecer a impunidade.

O ministro foi enfático ao afirmar que a regra tem sido usada de maneira inadequada: “Efetiva e lamentavelmente, as assembleias legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento desse Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”.

Moraes também apresentou dados para reforçar sua crítica. De acordo com ele, em 13 casos de prisão de parlamentares estaduais por crimes sem relação com o mandato, 12 foram revertidos pelas assembleias — sendo oito apenas no Rio de Janeiro.
Precedentes e possível mudança de entendimento

O ministro ainda sugeriu que o Supremo reveja sua posição sobre a possibilidade de assembleias interferirem em decisões judiciais envolvendo parlamentares. Atualmente, o STF admite essa prerrogativa, mas Moraes avalia que o uso recorrente do instrumento compromete a eficácia das investigações.

Um dos exemplos citados no contexto recente foi o caso do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, cuja prisão chegou a ser revogada pela Casa Legislativa em dezembro, após suspeitas de vazamento de informações. Ele acabou sendo preso novamente meses depois.


Crianças do projeto social Pequena Tribo visitam pontos turísticos de Petrópolis


Museu de Cera

Para muitas crianças atendidas pelo projeto social Pequena Tribo, a última semana foi marcada por uma experiência inédita e única: conhecer pontos turísticos da própria cidade. O projeto levou alunos da sede própria, no Vale do Carangola, e da Escola Municipal Major Júlio Koeler, no bairro Retiro, para um passeio pelo Centro Histórico de Petrópolis. As crianças visitaram o Museu de Cera, a Casa de Santos Dumont e o Relógio das Flores, locais que, até então, faziam parte apenas do imaginário de grande parte do grupo.


A atividade reuniu as turmas da manhã e da tarde e proporcionou, para a maioria dos pequenos, o primeiro contato com esses espaços. Alguns deles nunca haviam saído dos próprios bairros ou visitado os cartões-postais da cidade, o que tornou o passeio ainda mais significativo.

A animação tomou conta do grupo desde a chegada. Curiosas e atentas, as crianças observavam cada detalhe e faziam perguntas o tempo todo. No Museu de Cera, o encantamento foi imediato. Impressionadas com o realismo das esculturas, os comentários espontâneos revelavam a importância e o impacto de experiências culturais como essa. As reações eram de surpresa diante das estátuas: “parece de verdade”, “eu quero tirar foto de tudo”, “foi a primeira vez que vejo um lugar assim”, diziam as crianças durante o passeio.

Relógio das Flores

Entre os destaques, os bonecos de Senna e Batman foram os mais disputados. O passeio também despertou curiosidade pelo universo da música. As crianças tiveram contato com nomes importantes do cenário musical mundial, como os Beatles, e ficaram empolgadas em conhecer um pouco da história e tirar fotos com os artistas. A experiência ampliou o repertório cultural do grupo, trazendo diferentes referências da música brasileira e internacional.

Mais do que um passeio, a atividade também se transformou em uma experiência de aprendizado. No Museu de Cera, as crianças puderam conhecer um pouco mais da história brasileira e mundial por meio de personagens importantes, como o físico Albert Einstein e o inventor Santos Dumont. Logo após essa imersão, o grupo seguiu para a visita à Casa de Santos Dumont, conhecendo na prática a história do pai da aviação.

Na casa do inventor, outro momento que chamou atenção foi a escada de acesso à residência, construída de forma que só permite subir começando com o pé direito. A curiosidade virou brincadeira entre os alunos, enquanto aprendiam mais sobre a trajetória de um dos nomes mais importantes do Brasil. O passeio incluiu ainda uma parada no Relógio das Flores, onde as crianças puderam tirar fotos no cartão-postal, conhecido pelo cuidado paisagístico e pelo colorido das flores.

De acordo com Rodrigo Ribas, coordenador da Pequena Tribo, a proposta vai além do lazer. “Esses momentos fazem parte do desenvolvimento das crianças. Muitas delas estão tendo aqui a oportunidade de conhecer a própria cidade pela primeira vez. Isso amplia o olhar, desperta curiosidade e cria memórias que elas levam para a vida toda”, afirma.

Assim como nas atividades realizadas no dia a dia do projeto, o passeio também reforça o compromisso da Pequena Tribo com o desenvolvimento integral das crianças, aliando aprendizado, cultura e vivências práticas que estimulam a autonomia, a criatividade e o conhecimento. Todas as atividades do projeto podem ser acompanhadas na página do Instagram @pequenatribo.


Polícia fecha fábrica clandestina de sabão em pó e prende oito pessoas



Sete homens e uma mulher foram presos na noite desta quarta-feira (06) em uma fabrica clandestina de sabão em pó na Rua Projetada, próximo ao Areal, no bairro da Pecuária, em Campos dos Goytacazes. O local foi fechado em uma ação conjunta das Polícias Civil da 134º Delegacia de Centro e Militar.

Segundo apurado pelo J3News, os agentes receberam informações sobre a existência de um galpão clandestino utilizado para adulteração e reembalagem de sabão em pó. Durante o monitoramento no local, os policiais observaram oito pessoas dentro do imóvel, os quais apresentavam resíduos de uma substância azul nas mãos.

Após a abordagem, os suspeitos informaram que trabalhavam no local. Dentro do galpão foi encontrada uma grande quantidade de embalagens abertas da marca ULTRALAR, bem como diversas caixas abertas e fechadas da marca OMO contendo substância semelhante a sabão em pó misturada com produto verde não identificado. Também foi localizada uma caixa d’água contendo mistura de sabão em pó com substância esverdeada.

Os envolvidos relataram que o produto da marca ULTRALAR era entregue por caminhão e que a atividade desempenhada consistia na retirada do produto das embalagens originais, mistura com substância verde e posterior acondicionamento em embalagens da marca OMO, sendo os produtos posteriormente carregados em caminhões para destino desconhecido.

Diante da constatação da possível prática de adulteração e falsificação de produto destinado ao comércio, foi acionada perícia técnica no local e os envolvidos foram conduzidos à unidade policial para apreciação da autoridade policial.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Martha Rocha pede cassação de Thiago Rangel na Alerj após decisão do STF


Depois de critica em plenário a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre o caso do deputado estadual Thiago Rangel, a deputada estadual Martha Rocha (PDT) protocolou nesta quarta-feira (06), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), um pedido de cassação do mandato do parlamentar.

A representação foi apresentada após a prisão preventiva de Thiago Rangel no âmbito da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal e envolve suspeitas investigadas pela corporação.

No documento encaminhado à Assembleia, Martha Rocha argumenta que a gravidade dos fatos apontados nas investigações exige uma resposta rápida do Parlamento fluminense. “O teor das investigações ultrapassa qualquer limite ético e moral. O mandato é um compromisso com a sociedade”, afirmou a deputada.

Pedido de cassação

Na representação, Martha Rocha pede que o caso seja enviado diretamente ao Conselho de Ética da Alerj, sem necessidade de uma etapa prévia de sindicância interna. Segundo a parlamentar, os fatos descritos nas investigações já seriam suficientes para justificar a abertura imediata do processo de cassação.

“Não há o que esperar quando os fatos são públicos, documentados e de extrema gravidade”, declarou. A deputada também defendeu que a Assembleia dê uma resposta institucional diante das acusações envolvendo o parlamentar.

Críticas sobre funcionamento do gabinete

Outro ponto levantado por Martha Rocha é a manutenção do funcionamento do gabinete de Thiago Rangel mesmo após a decisão do STF que determinou o afastamento dele.

Para a deputada, a continuidade da estrutura parlamentar gera um cenário contraditório diante da medida tomada pelo Supremo. “Na prática, o deputado continua atuando indiretamente na Casa”, afirmou.

Segundo ela, manter o gabinete em funcionamento significa preservar influência política dentro do Parlamento mesmo após as decisões judiciais relacionadas ao caso.
Investigação da Polícia Federal

O pedido de cassação tem como base as investigações da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A operação resultou na prisão preventiva de Thiago Rangel por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Martha Rocha citou no documento suspeitas relacionadas ao uso do mandato parlamentar e afirmou que a Assembleia precisa agir para preservar a imagem institucional da Casa.

“Usar essa cadeira para desviar dinheiro da educação, planejar atentados e negociar cargos com traficantes é inaceitável”, declarou a deputada. A representação agora deverá ser analisada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio.

Moraes mantém Thiago Rangel preso e barra possibilidade de Alerj reverter decisão



A prisão do deputado estadual Thiago Rangel foi mantida nesta quarta-feira pelo ministro Alexandre de Moraes, que também afastou a possibilidade de a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) derrubar a medida, como ocorreu anteriormente no caso do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar.

Na decisão, Moraes determinou que a prisão preventiva do parlamentar deve ser mantida “independentemente de manifestação” da Alerj. O ministro ainda pediu que o caso seja submetido à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal para referendo.

Thiago Rangel foi preso na terça-feira durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal para investigar supostas fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.


Moraes critica “sistema de impunidade”

O trecho mais contundente da decisão foi a crítica direta feita por Moraes ao que chamou de desvirtuamento das garantias constitucionais destinadas ao Poder Legislativo.

Segundo o ministro, assembleias legislativas estaduais passaram a utilizar entendimentos anteriores do STF para sustentar um “sistema de total impunidade” para parlamentares investigados por crimes sem relação com o exercício do mandato.

“Efetiva e lamentavelmente, as Assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento desse Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”, escreveu Moraes.

O magistrado destacou ainda que, das 13 prisões de deputados estaduais analisadas recentemente, 12 acabaram revertidas pelas assembleias — oito delas no Rio de Janeiro.

A manifestação é interpretada nos bastidores jurídicos e políticos como um recado direto à Alerj, que em dezembro derrubou a prisão de Rodrigo Bacellar após votação em plenário.

Planilha apreendida ampliou investigação

A investigação que resultou na prisão de Thiago Rangel ganhou força após a análise de um computador apreendido na Alerj, ligado ao gabinete de Rodrigo Bacellar.

Segundo a Polícia Federal, os agentes encontraram uma planilha contendo nomes de deputados estaduais e indicações para cargos estratégicos no governo estadual. Entre os registros atribuídos a Thiago Rangel apareceria a Superintendência Regional do IPEM em Campos dos Goytacazes.

De acordo com os investigadores, o esquema envolveria direcionamento de obras de reforma em escolas públicas do Norte Fluminense para empresas previamente escolhidas.

A defesa do parlamentar informou ter recebido “com surpresa” a decisão da PF e afirmou que Thiago Rangel nega qualquer irregularidade. Os advogados sustentam que o deputado irá prestar esclarecimentos no curso da investigação e defenderam o respeito ao devido processo legal.
Decisão amplia tensão institucional no Rio

A nova decisão do STF aprofunda a crise institucional que já envolve o cenário político fluminense nas últimas semanas, marcado por operações policiais, disputas na Alerj e embates judiciais sobre sucessão e poder político no estado.

Nos corredores do parlamento estadual, a avaliação predominante é de que o Supremo endureceu sua posição diante de possíveis tentativas de reversão política de medidas cautelares impostas a deputados investigados.