quarta-feira, 6 de maio de 2026

Petrópolis pode perder verba milionária para controle de enchentes


A possibilidade de Petrópolis perder um dos principais investimentos previstos para reduzir impactos de enchentes voltou a mobilizar autoridades e acendeu um alerta sobre a condução de projetos estruturais no município. A cidade corre o risco de ficar sem acesso a recursos federais já assegurados para obras de drenagem na bacia do Rio Quitandinha.

O projeto, incluído no Novo PAC – Cidades Sustentáveis e Resilientes, prevê um investimento total de R$ 229,7 milhões, sendo R$ 100 milhões já garantidos pelo Governo Federal. Apesar disso, a liberação dos recursos depende da entrega de documentação técnica completa, exigida pela Caixa Econômica Federal, que ainda não foi apresentada.

Prazo chega ao limite

De acordo com informações o município permanece em situação pendente desde 2023 por não cumprir todas as exigências técnicas. O prazo final para regularização se encerra sem previsão de prorrogação.

Segundo o Governo Federal, a Casa Civil não deve conceder novos adiamentos, considerando o tempo já decorrido desde a aprovação do projeto. Caso a documentação não seja entregue, o município pode perder o acesso aos recursos.

Cobrança ao município

Diante do cenário, foi enviado um ofício ao prefeito de Petrópolis solicitando esclarecimentos sobre o andamento do projeto. No documento, o parlamentar pede informações sobre o envio da documentação, os entraves enfrentados e as medidas adotadas para evitar a perda dos recursos.

“A eventual perda de recursos dessa magnitude representa grave prejuízo à população, especialmente diante do histórico recente de desastres socioambientais que impactam o município”, destaca.

Importância da obra

O projeto de macrodrenagem do Rio Quitandinha é considerado essencial para reduzir os impactos das chuvas em áreas como a Coronel Veiga e o entorno da Rua do Imperador, regiões frequentemente atingidas por alagamentos.

A obra pode contribuir para reduzir prejuízos econômicos e aumentar a segurança da população em períodos de chuva intensa.

Impactos e próximos passos

Além dos efeitos diretos na proteção da população, a possível perda dos recursos também pode afetar o desenvolvimento econômico local. Regiões comerciais atingidas por enchentes enfrentam prejuízos frequentes, o que impacta empregos e arrecadação.

Segundo o deputado, novas tentativas de diálogo com o Ministério das Cidades e com a Prefeitura foram realizadas nos últimos dias. A definição sobre o futuro do projeto depende da regularização da documentação dentro do prazo estabelecido.

Caso o envio não seja concluído, Petrópolis pode deixar de executar uma obra considerada relevante para enfrentar problemas históricos relacionados às chuvas na cidade.





Petropolitano Henrique Avancini é campeão do Tour de Gila 2026 nos EUA


Um dos principais nomes do ciclismo brasileiro, Henrique Avancini venceu o Tour de Gila, competição disputada desde 1987 no Estado do Novo México, nos Estados Unidos.

Avancini foi campeão mundial de ciclismo mountain bike em 2018 e 2023 e se aposentou após a conquista do bicampeonato. Ao retomar a carreira passou para as provas de estrada e agora soma sua primeira vitória.

— Sei o gosto de vencer. Venci 140 vezes provas UCI Elite, mas hoje conquistei minha primeira na estrada:

Campeão do Tour of the Gila 2026.


Conquistei muita coisa no esporte, e essa tem um significado muito especial — escreveu o ciclista de 37 anos em suas redes sociais.

Atleta olímpico nos Jogos de Tóquio, quando terminou em 13º lugar, Avancini destacou o recomeço na carreira.

— Depois de 18 meses de aposentadoria, comecei a competir na estrada e 14 meses depois conquisto nossa primeira vitória. Corrida tradicional, em altitude, contra equipes muito mais experientes e estruturadas. Viemos com um objetivo ambicioso: correr pra ganhar. A postura dos parceiros na estrada foi contagiante. Do jeito mais improvável, deixamos uma marca na história do nosso ciclismo.

Para conquistar o título da prova realizada em cinco etapas, o brasileiro foi quarto no contrarrelógio (26 km), quinto na montanha, 15º na estrada, 10º na etapa critério e terceiro na Gila Monster, o último e mais importante dos estágios.

Henrique Avancini é o primeiro brasileiro a ganhar prova e o terceiro sul-americano, após os colombianos José Robles (1993) e Gregorio Ladino (2008).

Confira o Top 5 do Tour de Gila:


1 - Henrique Avancini (BRA) 12h29min06seg

2 - Kieran Haug (EUA) - 12h29min30seg

3 - Diego Camargo (COL) - 12h29min43seg

4 - Samuel Florez (COL - 12h30min22seg

5 - Robinson López (COL) - 12h30min44seg

Caixa eletrônico é arrombado na rodoviária de Campos e ladrão acaba preso



Um homem, foi preso na madrugada desta quarta-feira (6) após uma tentativa de furto a um caixa eletrônico na Rodoviária Roberto Silveira, no Centro de Campos.

De acordo com informações da polícia, os agentes foram até o local após denúncia de que dois bandidos tentavam arrombar um terminal bancário. Ao chegarem, os policiais encontraram um dos suspeitos forçando o equipamento com uma barra de ferro, enquanto o outro permanecia ao lado. (Leia mais 

Com a aproximação da viatura, um dos envolvidos fugiu e não foi localizado. O outro tentou se afastar do local, mas foi abordado e detido.

O homem foi preso e encaminhado para a 134ª DP/Centro, onde foi autuado por tentativa de furto qualificado e permaneceu preso.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Marcos Brandão é preso apontado como “laranja” de Thiago Rangel

Foto: Silvana Rust

A Operação Unha e Carne teve continuidade nas prisões em Campos. Marcos Aurélio Brandão Alves, apontado como possível “laranja” no esquema de contratos fraudulentos de reformas em escolas estaduais, foi preso nesta terça-feira (5). Marcos Aurélio foi conduzido para a Delegacia da Polícia Federal em Campos, e em seguida encaminhado para a casa de custódia.


De acordo com a decisão de Alexandre de Moraes, Marcos Aurélio atualmente é procurador da conta bancária da empresa VML Comércio e Serviços Eireli, e, por diversas vezes, recebeu recursos de contratos fraudulentos de reformas em escolas estaduais, repassando os valores para contas de outras empresas, administradas por Luis Fernando, apontado como operador financeiro do deputado Thiago Rangel.

Em várias ocasiões, Marcos Aurélio realizou saques de altos valores em dinheiro, como R$ 500 mil, R$ 151 mil em espécie e também realizou depósitos no valor de R$ 50 mil na conta da empresa de postos de combustíveis de Luiz Fernando.


PF prende Luiz Fernando Passos, operador financeiro de Thiago Rangel

Foto: Silvana Rust

Luiz Fernando Passos de Souza, apontado como principal operador financeiro do deputado estadual Thiago Rangel, também foi alvo da operação Unha e Carne, e foi preso nesta terça-feira (4). De acordo com a decisão de Alexandre de Moraes, Luis Fernando era o responsável pelo provisionamento, recebimento e repasses de valores ilícitos, sob o comando o parlamentar. Ele teria utilizado empresas registradas em nomes de terceiros para repassar valores desviados, incluindo recursos da Secretaria estadual de Educação.

De acordo com a investigação, Luiz Fernando discute diretamente com Thiago Rangel sobre a liberação de obras em escolas estaduais, chegando a enviar uma planilha com procedimentos licitatórios e valores de desvio e empresas participantes.


As empresas E H Almeida Reformas e Construções Ltda e E H Almeida de Souza Casas de Festas, em nome de sua esposa, funcionavam como receptoras dos recursos. O dinheiro vinha de empresas como a VML Comércio e Serviços e a Var Construtora, sendo esta última apontada como uma das principais contratadas nas reformas das escolas, que recebiam diretamente do poder público. Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas empresas do casal.

Luiz Fernando e sua esposa são sócios do Posto de Combustíveis Beira Valão de Campos. Entre setembro e outubro de 2024, em pleno fervor das suspeitas de fraude, o posto provisionou saques em espécie no valor de R$ 4 milhões. Desse total, quase R$ 3 milhões foram efetivamente sacados por Luiz Fernando, que, assim como os demais envolvidos, se recusou a informar a finalidade dos valores às instituições financeiras.

Na operação desta terça-feira (4), também foram presos Rui Carvalho Bulhões Júnior, Júlia Gomes de Souza Figueiredo e Vinícius de Almeida Rodrigues.


Ricardo Couto exonera, além da filha, a irmã do deputado Thiago Rangel

 


O governador em exercício Ricardo Couto segue atuante na reestruturação dos primeiros escalões do estado. Nesta terça (05), porém, após a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), Couto mostrou não ter apenas uma ‘caneta de ouro’, mas também uma ‘varinha mágica’. Isso porque o governador exonerou, um dia antes da operação da PF, não só Thamires Rangel (PMB), filha de Thiago Rangel, como também Marilucia Rangel Lima, irmã do parlamentar.

A irmã do deputado estadual, preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, foi exonerada do cargo de assistente II da Subsecretaria de Conscientização Ambiental, onde recebia, mensalmente, um salário de R$ 11,5 mil, e era subordinada da própria sobrinha, nomeada por Cláudio Castro (PL) como subsecretária adjunta. A decisão foi publicada nesta terça-feira (5) no Diário Oficial.


PF investiga um suposto esquema de “caixa 2”

Ainda durante a investigação, a Polícia Federal apontou a existência de um suposto esquema de “caixa 2” que teria sido prometido por Rodrigo Bacellar (União) a Thiago Rangel para financiar a campanha eleitoral de sua filha, Thamires Rangel, à Câmara de Campos dos Goytacazes, em 2024.

Segundo a PF, os valores teriam chegado a R$ 2,9 milhões.


PF diz que Bacellar prometeu R$ 2,9 milhões para campanha da filha de Thiago Rangel


A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal que Rodrigo Bacellar, deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, teria se comprometido a repassar R$ 2,9 milhões para financiar campanhas de aliados do deputado estadual Thiago Rangel, preso nesta terça-feira (5) durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne.


Segundo a PF, parte do valor teria como destino a campanha de Thamires Rangel, filha de Thiago Rangel. Ela foi eleita vereadora em Campos dos Goytacazes em 2024, aos 18 anos, e ficou conhecida como a vereadora mais jovem do país. A investigação também aponta que o dinheiro seria usado para outros candidatos ligados à base política do parlamentar.


A suspeita aparece em material compartilhado da Operação Postos de Midas, que já apurava a atuação de um suposto esquema criminoso ligado a Thiago Rangel. Para a Polícia Federal, os elementos reunidos indicam a existência de financiamento eleitoral ilícito, tratado na investigação como possível caixa dois.

Em trecho da representação enviada ao STF, a corporação afirma que há evidências de crimes violentos e de apoio financeiro irregular no valor de R$ 2,9 milhões envolvendo Rodrigo Bacellar. A PF sustenta que o dinheiro teria sido direcionado para a campanha da filha de Rangel e de outros nomes da base do deputado.Trecho do documento citado na investigação.



O ponto é considerado relevante pelos investigadores porque ajuda a estabelecer a ligação política entre Bacellar e Thiago Rangel. Rangel é apontado pela PF como líder de uma organização criminosa suspeita de direcionar obras em escolas públicas do Rio de Janeiro, desviar recursos e lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis.

A investigação que resultou na operação desta terça-feira começou a partir da análise de um computador apreendido no gabinete de Rodrigo Bacellar, nas fases anteriores da Operação Unha e Carne. No equipamento, os investigadores encontraram uma planilha chamada “PEDIDOS EM 12-04-23”.


De acordo com a Polícia Federal, o arquivo continha uma relação de deputados estaduais acompanhada de campos como “o que tem” e “o que está pedindo”. Para os investigadores, a planilha fazia referência à indicação e ocupação de cargos em órgãos públicos estaduais considerados estratégicos.

Ainda segundo a PF, a planilha indicava que Thiago Rangel tinha influência sobre cargos no Detran de Campos dos Goytacazes, na Alerj e no Ipem-RJ, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro.

A Polícia Federal cruzou essas informações com dados da Operação Postos de Midas e passou a investigar indícios de desvio de recursos públicos, direcionamento de obras em escolas estaduais e lavagem de dinheiro. O grupo, segundo a apuração, teria usado empresas e postos de combustíveis para movimentar valores de origem suspeita.

A filha de Thiago Rangel, Thamires Rangel, também teve passagem recente pelo governo estadual. Ela chegou a assumir, aos 19 anos, o cargo de subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade do Rio, durante a gestão de Cláudio Castro. Na semana passada, deixou o posto após uma série de exonerações promovidas pelo governador interino Ricardo Couto.


Rodrigo Bacellar já estava preso em desdobramentos anteriores da Operação Unha e Carne, mas recebeu novo mandado de prisão preventiva nesta fase. Thiago Rangel também foi preso nesta terça-feira. A decisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Além das prisões, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra alvos ligados ao esquema investigado. A operação também determinou o afastamento de Thiago Rangel das funções públicas enquanto a apuração estiver em andamento.

A Assembleia Legislativa informou que está à disposição das instituições para colaborar com o esclarecimento dos fatos. A defesa de Thiago Rangel afirmou que recebeu a notícia da operação com surpresa, que está tomando conhecimento do teor da investigação e que o deputado nega a prática de qualquer ilícito.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular. A Polícia Federal ainda deve detalhar a participação atribuída a cada alvo no decorrer da investigação.


Frederico Barbosa Lemos, de SFI é exonerado por Ricardo Couto: recebia mais de R$ 8 mil



O ex-prefeito de São Francisco de Itabapoana, Frederico Barbosa Lemos, apareceu na lista da “varredura” do governador em exercício, Ricardo Couto, quando teve sua exoneração publicada no Diário Oficial no último dia 30 de abril. Marido de Francimara Barbosa Lemos e suplente de deputado estadual, o político ocupava o cargo de assessor na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e tinha remuneração de R$ 8.167,37 por mês.


Frederico foi nomeado para o cargo de assessor de relações intermunicipais em novembro de 2024. Ou seja, ocupou a vaga por 1 ano e 5 meses.

Cabe ressaltar que, desde que assumiu o Executivo, o desembargador Ricardo Couto tem feito um pente-fino nas contas do estado do Rio e já exonerou mais de 1.500 servidores. O governo já confirmou que as exonerações em massa vão continuar.

Couto exonera filha de Thiago Rangel, um dia antes prisão pela Polícia Federal


O governador em exercício Ricardo Couto exonerou Thamires Rangel (PMB), filha do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), um dia antes da deflagração da operação da Polícia Federal que prendeu o parlamentar e outros seis suspeitos de integrar uma rede de fraudes na Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). A decisão foi publicada às 8h da manhã desta terça-feira (5) no Diário Oficial.


Durante a investigação, a PF apontou a existência de um suposto esquema de “caixa 2” que teria sido prometido por Rodrigo Bacellar (União) a Thiago Rangel para financiar a campanha eleitoral de sua filha em 2024.

Os valores teriam chegado a R$ 2,9 milhões e também podem ter sido destinados a outros candidatos ligados à base do deputado em Campos, como Dimisson Bombeiro (PMB).


Filha de Thiago Rangel foi nomeada por Castro aos 19 anos

Em outubro do ano passado, o então governador Cláudio Castro (PL) nomeou Thamires Rangel para o cargo de subsecretária adjunta de Conscientização Ambiental, quando ela tinha 19 anos.

Após deixar o posto, a jovem anunciou nas redes sociais seu retorno ao mandato de vereadora de Campos dos Goytacazes.


STF determina que Thiago Rangel seja afastado já do mandato após operação



A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) incluiu também o afastamento imediato do parlamentar de suas funções na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A medida, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, vale ainda para outros dois investigados presos na operação desta terça-feira (5) e permanece em vigor até a conclusão das investigações criminais.

Também foram afastados de seus cargos públicos Júcia Gomes de Souza Figueiredo, diretora regional de Educação Noroeste, e Fábio Pourbaix Azevedo, assessor e chefe de gabinete de Rangel na Alerj.


A ação integra a quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudes em processos de compras públicas e contratação de serviços, incluindo obras de reforma na rede estadual de ensino. Além dos três presos, outros seis investigados são alvos de mandados expedidos no âmbito da operação.
Planilha e indicações políticas

De acordo com a decisão, as investigações avançaram a partir de dados extraídos de um computador apreendido na Alerj, vinculado ao gabinete do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar. Entre os arquivos, foi encontrada uma planilha com nomes de deputados estaduais e indicações para cargos em órgãos estratégicos do governo, acompanhadas de anotações como “o que tem” e “o que está pedindo”.

No caso de Rangel, segundo a apuração, consta a indicação para a Superintendência Regional do IPEM em Campos dos Goytacazes — nomeação que teria sido efetivada poucos dias após a data do documento apreendido.
Suspeita de fraudes em obras

A partir do cruzamento de dados, a investigação reuniu elementos que apontam para um esquema de direcionamento de contratos na Secretaria estadual de Educação. Conforme a Polícia Federal, o grupo atuaria para favorecer empresas previamente escolhidas em licitações de obras de reforma em escolas públicas, especialmente no Norte Fluminense, região de influência política dos investigados.

Após a contratação, ainda segundo os investigadores, haveria o repasse de parte dos recursos públicos às pessoas envolvidas no esquema, configurando um possível desvio de verbas. As apurações seguem em andamento e devem embasar novas medidas judiciais nos próximos desdobramentos da operação.