quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Contrato do saneamento em Petrópolis vira alvo de ação no TCE-RJ



A relação contratual entre o município de Petrópolis e a concessionária Águas do Imperador, responsável pelos serviços de água e esgoto, passou a ser alvo de questionamentos formais no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

O deputado estadual Yuri Moura e a vereadora Julia Casamasso, ambos do Psol, protocolaram uma representação contra a prefeitura e a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep), apontando possíveis irregularidades administrativas, financeiras e contratuais na prorrogação da subconcessão do saneamento.

O pedido solicita que a Corte de Contas investigue a renovação do contrato e analise a concessão de uma medida cautelar para suspender os efeitos do termo aditivo até a conclusão da avaliação técnica. Segundo os parlamentares, a prefeitura já recebeu R$ 26 milhões em razão da renovação contratual firmada com a concessionária, que integra o grupo Águas do Brasil.


Prorrogação contratual sob questionamento

De acordo com a representação, a prorrogação estendeu o contrato até 2052, apesar de já existir uma renovação firmada pela gestão anterior. Para os autores da ação, a medida foi adotada sem estudos técnicos que comprovassem a necessidade ou a vantajosidade da extensão por quase três décadas.

Yuri Moura afirmou que a renovação pode representar prejuízo ao município e comprometer receitas futuras. Segundo ele, a antecipação de valores não substitui a necessidade de planejamento e responsabilidade fiscal na gestão do serviço de saneamento.

Reajustes e impacto na tarifa

O termo aditivo também prevê alterações na política tarifária. Está previsto um reajuste ordinário da Tarifa Referencial de Água de 7,48% a partir de janeiro de 2026, além de reajustes adicionais anuais de 2,04% entre 2026 e 2033, vinculados ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Na avaliação dos denunciantes, o modelo pode resultar em um impacto aproximado de 10% na conta de água.

Os parlamentares sustentam que a combinação de reajustes ordinários e adicionais gera efeito cumulativo permanente sobre o valor pago pelos usuários, sem demonstração clara do impacto real sobre as famílias e sem garantias proporcionais de melhoria na prestação do serviço. Com base nesses argumentos, também foi proposta uma ação popular contra a renovação contratual.

Histórico de renovações e qualidade do serviço

O histórico apresentado ao TCE-RJ indica que o saneamento em Petrópolis é objeto de sucessivas prorrogações desde a década de 1990. Segundo a denúncia, essas renovações costumam ser acompanhadas de reajustes tarifários e mudanças relevantes nas condições originalmente estabelecidas.

Ainda conforme a representação, o modelo adotado tem recomposto o equilíbrio econômico do contrato principalmente por meio de aumentos na tarifa paga pela população, sem que haja garantias proporcionais de melhoria na qualidade do serviço.

O documento menciona reclamações recorrentes sobre intermitência no abastecimento de água, falhas no tratamento de esgoto e atraso na execução de obras estruturais, incluindo estações de tratamento vinculadas ao Comitê Piabanha.

Controle social e participação popular

Outro ponto levantado pelos denunciantes é a ausência de audiência pública específica ou de consulta ampla à população antes da prorrogação contratual. Para eles, a decisão altera de forma profunda e duradoura a prestação de um serviço essencial e deveria ter sido precedida de debate público.

A vereadora Julia Casamasso disse que a renovação tem impacto direto na conta de água e defendeu maior controle público sobre o serviço. Segundo ela, a falta de discussão com a sociedade compromete a transparência e a legitimidade do ajuste, especialmente diante do aumento das tarifas e da extensão do prazo contratual.



Prefeitura anuncia obra de R$ 8,2 milhões na histórica sede do Bola Preta


A sede do Centro Cultural Cordão do Bola Preta, no Centro do Rio, vai passar por uma ampla reforma após a prefeitura autorizar a abertura de licitação para obras de reconstrução parcial e restauração do imóvel histórico. O investimento previsto é de R$ 8,2 milhões e foi oficializado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (4).

O prédio abriga a mais antiga manifestação carnavalesca em atividade no Rio de Janeiro e é considerado um dos símbolos mais tradicionais do carnaval de rua da cidade. A intervenção vai além de uma simples recuperação estética. De acordo com o projeto apresentado, as obras incluem a restauração das fachadas, além de adequações estruturais e funcionais no edifício.


A autorização foi assinada pelo secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos, e marca o início do processo licitatório que vai definir a empresa responsável pela execução das obras. A proposta prevê a reconstrução parcial de áreas comprometidas do imóvel, preservando as características históricas da construção, ao mesmo tempo em que busca adequá-la às necessidades atuais de uso do espaço.

Localizada no Centro do Rio, a sede do Bola Preta funciona não apenas como ponto de encontro durante o carnaval, mas também como espaço cultural ao longo do ano. A expectativa é que a reforma contribua para a preservação do patrimônio histórico da cidade e para a valorização da região central, que vem sendo alvo de diferentes iniciativas de revitalização urbana.

Com a abertura da licitação, os próximos passos envolvem a definição dos prazos, a escolha da empresa vencedora e, posteriormente, o início das obras. Ainda não há uma data oficial para a conclusão da reforma, que deverá ocorrer após o cumprimento de todas as etapas administrativas previstas em lei.


Câmara do Recife rejeita pedido de impeachment de João Campos


A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta terça-feira (3), o pedido de abertura de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB), apresentado em dezembro de 2025 por causa da alteração no resultado de um concurso para procurador do município.

O requerimento precisava de maioria simples entre os 37 vereadores, mas foi arquivado após receber 9 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção. Três parlamentares não votaram.


A iniciativa foi apresentada pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que apontou possível crime de responsabilidade e improbidade administrativa na mudança do resultado do certame.

O caso envolve o concurso para procurador municipal. Inicialmente, o advogado Marko Venício dos Santos Batista foi o único aprovado na cota para pessoas com deficiência (PCD), mas deixou de ser nomeado após revisão do resultado.

A vaga passou a ser ocupada por Lucas Vieira Silva, que não havia se inscrito como PCD. Dois anos depois da inscrição, ele solicitou reinscrição após receber diagnóstico de autismo.

Três procuradoras concursadas se manifestaram contra o pedido. Mesmo assim, o procurador-geral do município, Pedro Pontes, nomeado pelo prefeito, acolheu a solicitação.

Após a repercussão negativa e críticas de entidades como a Associação Nacional das Procuradoras e dos Procuradores Municipais (ANPM) e a Associação dos Procuradores do Município do Recife (APMR), a prefeitura voltou atrás e nomeou o candidato inicialmente aprovado.

O pedido de impeachment também citava a atuação do juiz Rildo Vieira da Silva, pai do candidato beneficiado, que foi promovido em 2025 para uma vara especializada em crimes contra a administração pública e teria arquivado um processo ligado à Operação Barriga de Aluguel.

Com a rejeição em plenário, o pedido foi definitivamente arquivado e não haverá investigação no âmbito legislativo.

VOTAÇÃO

Votaram a favor:
Alcides Teixeira Neto (Avante); Alef Collins (PP); Davi Muniz (PSD); Felipe Alecrim (Novo); George Bastos (Novo); Gilson Machado Filho (PL); Paulo Muniz (PL); Thiago Medina (PL); Fred Ferreira (PL).

Votaram contra:
Aderaldo Pinto (PSB); Carlos Muniz (PSB); Chico Kiko (PSB); Cida Pedrosa (PCdoB); Eduardo Mota (PSB); Eriberto Rafael (PSB); Fabiano Ferraz (MDB); Felipe Francismar (PSB); Gilberto Alves (PRD); Hélio Guabiraba (PSB); Júnior Bocão (PSD); Júnior de Cleto (PSB); Kari Santos (PT); Liana Cirne (PT); Luiz Eustáquio (PSB); Natália de Menudo (PSB); Osmar Ricardo (PT); Professora Ana Lúcia (Republicanos); Rinaldo Júnior (PSB); Rodrigo Coutinho (Republicanos); Romerinho Jatobá (PSB); Samuel Salazar (MDB); Tadeu Calheiros (MDB); Wilton Brito (PSB); Zé Neto (PSB).

Abstenção e ausências:
Jô Cavalcanti (PSOL) se absteve; Agora é Rubem (PSB) e Flávia de Nadegi (PV) não votaram.



Vitor Junior recua e permanece na liderança do PDT após conversa com Rodrigo Neves


No início da noite desta terça-feira (03), o deputado estadual Vitor Junior divulgou uma nota informando que voltou atrás na decisão de deixar a liderança do PDT na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo a nota, a mudança de posição ocorre após um pedido do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. O parlamentar se reuniu no último fim de semana com Neves para tratar do impasse político dentro da legenda.


“Desde que assumiu a liderança, o parlamentar tem contribuído para a articulação da bancada, a defesa das pautas históricas do PDT e o aprimoramento do debate legislativo”, diz ainda o comunicado.

Fim de semana de desgaste

A permanência de Vitor Junior no cargo acontece depois do desgaste interno provocado pelo lançamento da candidatura do ex-prefeito de Niterói Axel Grael à Câmara dos Deputados. O movimento levou o deputado a ameaçar deixar o partido e a liderança da bancada na Casa, já que também disputará um vaga de deputado federal.

Antes do recuo, Vitor Junior havia comunicado à presidência do diretório regional do partido a intenção de entregar a função. A avaliação era de que as divergências internas haviam tornado sua permanência no posto politicamente difícil.

Crise interna no PDT

O problema se intensificou quando Vitor Junior criticou diretamente Grael e à atuação de sua colega de partido Martha Rocha. As manifestações aprofundaram o distanciamento entre o deputado e setores da direção partidária, ampliando a tensão dentro da bancada.

Apesar do recuo, o parlamentar não chegou a formalizar desfiliação do PDT. Em seu primeiro mandato como deputado estadual, ele foi eleito em 2022 com mais de 43 mil votos e afirma que seguirá atuando de forma ativa no Parlamento fluminense.

Vitor Junior está em seu primeiro mandato como deputado estadual e obteve mais de 43 mil nas eleições de 2022.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Rodrigo Bacellar, pede licença do mandato de deputado estadual


O presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), pediu licença mais uma vez do mandato de deputado estadual nesta terça-feira (3). Bacellar justificou o pedido alegando motivos pessoais, e, por isso, não participou da primeira sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que marcou o início do ano legislativo.


O afastamento vai até o próximo dia 11. Ele não compareceu à primeira sessão que marcou o início do ano legislativo, alegando tratar de assuntos pessoais. Em dezembro, Bacellar já havia solicitado afastamento do cargo por dez dias e emendou o período com o recesso da Casa.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar também está afastado do cargo de presidente da Alerj e faz uso de tornozeleira eletrônica. Atualmente, quem ocupa a presidência da Alerj é o vice, Guilherme Delaroli (PL).


Jogo de empurra da prefeitura de Campos: Museu Histórico quarenta dias no escuro

Foto: Ralph Braz | Pense Diferente

O Museu Histórico de Campos atravessa uma quarentena de 40 dias sem energia elétrica, após o furto de cabos de cobre ocorrido em 25 de dezembro. A instituição museística, única administrada pelo município, está em risco, assim como seu importante acervo, durante todo esse período.

“A falta de iluminação apropriada e de controle climático compromete a integridade física das obras, contrariando as boas práticas museológicas e as normas de preservação do patrimônio histórico e artístico (...) impede o atendimento ao público visitante, prejudica o cumprimento da agenda institucional de exposições, visitas educativas e ações culturais, além de impactar diretamente os agentes culturais da cidade que utilizam o museu como espaço para o desenvolvimento de suas atividades, projetos e eventos”, disse Graziela Escocard, diretora do Museu.


De quem é a responsabilidade?

O reparo dos danos causados pelo furto não é de responsabilidade da concessionária de energia, a Enel, no caso do Museu. A Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), como responsável pela administração do Museu, deve acionar a Superintendência de Iluminação Pública para que execute a reposição dos equipamentos e restabeleça a energia no local.

No habitual jogo de empurra da prefeitura de Campos, principalmente no que diz respeito aos equipamentos culturais, o Museu permanece 40 dias no escuro. A FCJOL, embora tenha status de secretaria, não possui a estrutura orçamentária e de pessoal para funcionar adequadamente, e depende permanentemente do apoio — não raro negado — de outros órgãos municipais.

Consultada, a FCJOL diz que solicitou urgência e que aguarda o reparo para após o carnaval: “eles (Sup. Iluminação Pública) já providenciaram a parte de documentação, estão no processo de abertura orçamentária para reposição de energia elétrica do Museu, esse é o andamento atual”, disse Fernando Machado, vice-presidente da Fundação.


A cultura no escuro e no fim da fila

Em cidades que se pretendem minimamente civilizadas, museus não podem permanecer no escuro por semanas. Não se trata apenas de iluminação, mas de responsabilidade institucional com a memória, com o patrimônio público e com o direito da população ao acesso à cultura.

Ademais, há a fragilidade de segurança e do acervo. O tempo e a temperatura, no caso de acervos históricos, não são detalhes, mas elementos determinantes para sua preservação e acessibilidade. Mantê-los 40 dias sem energia é um abandono inaceitável sob qualquer critério cultural. Em relação à segurança da instituição, do acervo e dos funcionários, a situação se mostra evidentemente frágil e impossibilita o monitoramento por câmeras, além de impor condições insalubres para quem trabalha no Museu.

Em Veneza, a quarentena protegia a cidade da morte. Em Campos, a quarentena do Museu expõe o quanto a cultura segue tratada como um corpo estranho, isolado, à espera de que o problema desapareça sozinho. Mas a história ensina: quando a luz não volta a tempo, o dano.





Com informações: Blog do Edmundo Siqueira | Folha da Manhã

Servidores protestam por reajuste salarial na abertura do ano legislativo da Alerj


A abertura do ano legislativo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta terça-feira (3), foi marcada por protestos de servidores públicos que ocuparam as galerias do Palácio Tiradentes para cobrar recomposição salarial. A manifestação trouxe tensão à sessão solene e evidenciou a pressão de pautas salariais logo no início dos trabalhos parlamentares. Com informações do portal Tempo Real.

A sessão foi conduzida pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL). O governador Cláudio Castro (PL) não participou da cerimônia por estar em viagem oficial e informou que enviará posteriormente à Alerj a mensagem com o plano de governo para 2026. Também esteve presente o governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Ricardo Couto de Castro, que acabou não lendo a mensagem do Executivo estadual, como havia sido anunciado.


Gritos por recomposição salarial

Logo no início da solenidade, servidores públicos lotaram a galeria em frente à Mesa Diretora e passaram a entoar gritos de “recomposição”, em referência à reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos. Com o aumento das manifestações durante as falas, Delaroli acionou a segurança da Casa e determinou a retirada do grupo, alegando que os protestos interferiam no andamento da sessão solene.

A decisão provocou reação imediata dos servidores, que responderam com gritos de “vergonha!”. Após o encerramento da transmissão oficial da cerimônia, o presidente em exercício recuou e autorizou a permanência dos manifestantes nas galerias, desde que as manifestações ocorressem apenas nos intervalos entre as falas dos deputados. Também ficou acordado que o grupo poderia acompanhar a primeira sessão ordinária do ano.


Debate sobre pautas educacionais

Durante a discussão de projetos relacionados ao ICMS Educacional, o deputado Luiz Paulo (PSD) manifestou apoio aos servidores que protestavam nas galerias e defendeu o direito de manifestação no espaço da Assembleia. O parlamentar afirmou que a reivindicação por recomposição salarial reflete perdas acumuladas ao longo dos últimos anos.

A sessão inaugural, marcada por protestos e negociações para manter o rito institucional, antecipou um ambiente de debates intensos na Alerj ao longo de 2026, com a pauta salarial dos servidores públicos despontando como uma das principais pressões sobre o Parlamento fluminense neste início de ano legislativo.


Vítor Junior deixa liderança do PDT na Alerj após crise interna no partido


O deputado estadual Vítor Junior formalizou, nesta terça-feira (3) a saída da liderança do PDT na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A decisão ocorre após semanas de desgaste interno provocado pelo lançamento da candidatura do ex-prefeito de Niterói Axel Grael à Câmara dos Deputados, movimento que levou o parlamentar a ameaçar deixar a legenda.

A entrega do cargo foi comunicada à presidência do diretório regional do PDT. A avaliação é de que a permanência de Vítor Junior na liderança se tornou insustentável diante das divergências abertas com a direção partidária e com integrantes da bancada.


Críticas e desgaste político

Durante o impasse, Vítor Junior chegou a criticar publicamente a escolha de Axel Grael como candidato e também a postura de sua colega de partido Martha Rocha, o que aprofundou a crise interna.

As manifestações ampliaram o distanciamento entre o deputado e a condução política do PDT no estado, levando à decisão de deixar a função de liderança, embora sem formalizar, até o momento, a desfiliação partidária.

“Durante o período em que esteve à frente da liderança, o parlamentar contribuiu para a articulação da bancada, a defesa das pautas históricas do PDT e o aprimoramento do debate legislativo”, descreveu no documento que formalizou sua saída.


Apesar da saída do posto, o deputado informou que seguirá atuando de forma ativa no Parlamento. Em nota, destacou o compromisso com as pautas que orientam sua trajetória política e com os interesses da população fluminense, além da defesa de temas ligados ao desenvolvimento social e econômico do estado. Vítor Junior está em seu primeiro mandato como deputado estadual e foi eleito em 2022 com mais de 43 mil votos.



Princípio de incêndio é registrado em restaurante Detroit no Partage Campos

Um princípio de incêndio foi registrado na tarde desta terça-feira (3) restaurante Detroit no Partage Campos. Segundo informações iniciais apuradas junto ao Corpo de Bombeiros, os agentes foram acionados após uma fumaça branca sair pela área da cozinha.


Até o momento, não há registro de feridos. O estabelecimento ocupa uma parte externa do shopping, o que assustou pessoas que passavam pelo local e notaram a fumaça saindo em grande quantidade.

A ocorrência segue em andamento.

A imprensa procurou o shopping e o estabelecimento em busca de um posicionamento sobre o ocorrido. Ainda não houve retorno.



Integrantes do SEPE fazem manifestação em frente ao Palácio da Cultura em Campos


Integrantes do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) Campos, junto com auxiliares de turma, se reuniram em frente ao Palácio da Cultura, com aproximadamente 100 profissionais participando do ato.

O ato, que iniciou às 8h, teve o objetivo de mobilização pública para pressionar a prefeitura para realizar a implementação da Lei Federal 15.326/26, que é o reconhecimento dos Auxiliares de creche como profissionais do magistério.


"A prefeitura criou um cargo concursado em 2014 com nome de Auxiliar de creche. Manobra política para não colocar 2 Professores formados em sala para não pagar o piso para dois profissionais. Desde 2020 nós lutamos para que a prefeitura altere a lei que criou o cargo, coloque a exigência de formação como formação de professores, pois o cargo foi criado com exigência apenas de nível médio. Quando a lei vigente na época a LDB 9396/1996 já obrigava a ter somente profissionais formados como professores dentro da sala de aula", explicou a diretora do Sepe Campos, Andressa Lopes, que ficou à frente da manifestação desta quarta.

Andressa explicou o que é a lei 15.326."Essa lei 15.326, que nos dá mais respaldo para a alteração do cargo, foi sancionada pelo presidente no dia 6 de Janeiro de 2026. O Sepe enviou ofício ao prefeito e à secretária de educação para nos receber sobre esse assunto e a mobilização foi para pressionar essa reunião e a implementação da lei", finalizou a diretora do sindicato.