terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

PF prende ex-presidente do Rioprevidência em operação no Rio


O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira (3) em uma ação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O local da prisão não foi divulgado pelas autoridades.

O Rioprevidência é o Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais.

Antunes havia renunciado ao cargo em 23 de janeiro, após ser alvo de uma operação da PF que investiga suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção no fundo previdenciário. As apurações envolvem investimentos realizados no Banco Master.


Fraude investigada

Durante a gestão de Deivis Marcon Antunes e de outros dois ex-diretores, o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, títulos considerados de alto risco e que não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo a Polícia Federal, as investigações se concentram em nove aplicações feitas entre 2023 e 2024, que teriam colocado em risco os recursos destinados às aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores públicos estaduais.

Há mais de um ano, os aportes do Rioprevidência no Banco Master estão sob análise do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Em outubro de 2025, o órgão determinou a proibição de novos investimentos em títulos administrados pela instituição financeira e alertou para possível gestão irresponsável dos recursos públicos.



Vereadores do Recife votam início do impeachment do prefeito nesta terça


O Legislativo municipal do Recife decide, nesta terça-feira (3), se aceita a tramitação de um pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A pauta central da denúncia foca em uma possível fraude na convocação de candidatos aprovados em concurso para a Procuradoria do Município.

O requerimento foi apresentado originalmente em dezembro de 2025 pelo vereador Eduardo Moura, do partido Novo. Segundo as regras definidas pela Procuradoria da Câmara, a continuidade do processo depende do aval do plenário, sendo necessários 19 votos favoráveis para atingir a maioria simples.


Em declaração ao Jornal da Oeste, do portal Oeste na segunda-feira (2), o parlamentar Thiago Medina (PL) confirmou que a deliberação deve ocorrer conforme o planejado. O vereador reiterou a expectativa para a votação:

“Amanhã, vamos votar a abertura do pedido de impeachment do João Campos; precisa da maioria simples de vereadores”.

A base da acusação reside em uma mudança ocorrida no desfecho de um certame público homologado em dezembro de 2022. Na ocasião, apenas o advogado Marko Venício dos Santos Batista obteve aprovação para a vaga destinada a Pessoas com Deficiência (PCD).


O prefeito, porém, acabou nomeando Lucas Vieira Silva, que havia ficado na 63ª posição na lista de ampla concorrência. Lucas é filho de um magistrado e de uma procuradora do Ministério Público de Contas do estado.

Quase três anos após a seleção, em maio de 2025, o candidato apresentou um laudo indicando transtorno do espectro autista (TEA) para justificar sua inclusão na cota de PCD.

Embora três procuradoras de carreira tenham se manifestado de forma contrária ao pedido, a solicitação foi chancelada pelo procurador-geral do município, Pedro Pontes, que é ocupante de cargo de confiança indicado pelo prefeito. Após a situação ganhar visibilidade em todo o país, João Campos optou por revogar a decisão e nomear o primeiro colocado original da vaga.



Governo do Estado decreta ponto facultativo no Carnaval: 13, 16 e 18 de fevereiro


Um decreto publicado nesta terça-feira (3) estabelece que as repartições públicas do estado não terão expediente normal nos dias 13, 16 e 18 de fevereiro, ampliando o período de folga para os servidores estaduais.

O decreto foi assinado pelo governador em exercício Ricardo Couto, presidente do Tribuna de Justiça, e se aplica aos órgãos e entidades integrantes da administração pública estadual direta, autárquica e fundacional. A medida considera facultativo o funcionamento nesses três dias, tradicionalmente ligados à movimentação do carnaval.


Apesar da liberação, o texto do decreto prevê exceções. As repartições cujas atividades sejam consideradas essenciais para a prestação imediata de serviços públicos à população fluminense deverão manter o expediente normal. Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde ficará responsável por editar uma resolução específica para regulamentar o funcionamento das unidades da rede pública estadual.

O decreto entrou em vigor na data de sua publicação, em 2 de fevereiro de 2026, e integra o calendário especial de funcionamento do estado durante o período carnavalesco. A decisão acompanha práticas adotadas em anos anteriores, quando o governo estadual costuma flexibilizar o expediente em razão das festividades.

A combinação dos decretos reforça a expectativa de redução no funcionamento do serviço público nos dias que antecedem e sucedem o carnaval, exigindo atenção da população aos horários de atendimento e ao planejamento de demandas junto aos órgãos estaduais e municipais.


Alerj retoma trabalhos sob disputa pelo comando do governo do Rio


Marcado para esta terça-feira, o início dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2026 prevê a solenidade de praxe da primeira sessão do ano e uma ordem do dia formalmente carregada de temas administrativos. Entre eles estão a regulamentação do ICMS Educacional e a criação de um programa de descarte seguro e reciclagem de vasilhames de vidro de bebidas. Dentro e fora do plenário, porém, o assunto que mobiliza deputados desde o recesso é outro: a sucessão no Executivo estadual.

A iminente saída do governador Cláudio Castro (PL), prevista para até abril, abriu um cenário inédito, diz reportagem do jornal O Globo. Para disputar uma vaga no Senado, Castro terá de se desincompatibilizar do cargo, deixando o Palácio Guanabara sem vice-governador e sem presidente efetivo da Assembleia. Thiago Pampolha renunciou ao posto para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado, enquanto o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso, solto com tornozeleira eletrônica e afastado da função por decisão do Supremo Tribunal Federal, mantendo, no entanto, o mandato parlamentar.


Paralisia estratégica e disputa interna

Nos bastidores, deputados descrevem o momento como de “paralisia estratégica”. A pauta da Casa segue esvaziada, com prioridade para homenagens e concessão de títulos, enquanto as conversas reais se concentram nas regras do jogo para duas definições centrais: quem comandará definitivamente a Alerj e quem será escolhido para exercer o mandato-tampão de governador.

No comando interino do Legislativo está Guilherme Delaroli (PL), que detém o chamado “poder da caneta”. Já Bacellar, afastado da presidência, teria sinalizado a aliados a intenção de retomar o posto, embora, segundo relatos, demonstre receio de voltar ao plenário usando tornozeleira eletrônica.

Eleito há dois anos com apoio unânime dos colegas, Bacellar enfrenta agora uma pressão igualmente ampla para renunciar formalmente à presidência. A saída abriria caminho para uma nova eleição da Mesa Diretora e consolidaria Delaroli como presidente definitivo, com maioria assegurada. Para o grupo governista, esse desfecho seria o cenário ideal: caberia a Delaroli conduzir o rito da eleição indireta para governador e, eventualmente, assumir o Palácio Guanabara por até 30 dias durante o intervalo legal entre a saída de Castro e a escolha do sucessor. Nesse período, o presidente da Alerj poderia influenciar nomeações e a liberação de verbas em pleno ano eleitoral.


Judiciário na linha sucessória

Se Bacellar não renunciar e a Assembleia seguir sem um presidente de fato, a sucessão muda de rota. Nesse caso, quem assume o governo interinamente é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro, terceiro e último na linha sucessória. O magistrado ficaria até 30 dias à frente do Executivo e conduziria o processo da eleição indireta.

Atualmente ocupando o governo de forma interina até 7 de fevereiro, Couto de Castro já sinalizou que não pretende aprovar projetos de interesse político que não sejam considerados urgentes. Deputados temem que, sob o comando do Judiciário, percam poder de barganha sobre o orçamento estadual. Por isso, parte expressiva da Casa prefere a consolidação de Delaroli na presidência da Alerj e maior protagonismo do Legislativo na escolha do futuro governador. O obstáculo continua sendo Bacellar.


Regras do jogo e mudança de prazos

Na retomada do ano legislativo, o debate central gira em torno das regras para a eleição indireta do governador, tratadas em um substitutivo a projeto do decano Luiz Paulo (PSD). O texto propõe substituir o voto secreto pelo voto aberto, sob o argumento de atender a exigências de transparência do STF.

Mais sensível, porém, é a possibilidade de reduzir o prazo de desincompatibilização dos candidatos ao governo estadual de 180 dias para apenas 30 dias. A manutenção da regra atual excluiria nomes já colocados no tabuleiro, como Douglas Ruas, secretário estadual de Cidades; Nicola Miccione, secretário estadual da Casa Civil; e o ex-presidente da Alerj André Ceciliano (PT), hoje secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal.

Com isso, ganhariam força candidaturas fora do Executivo. Entre elas, circula o nome do prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli, irmão do atual presidente interino da Assembleia.


Fogo amigo e disputas partidárias

O prazo de desincompatibilização promete ser o ponto mais quente das discussões. Interlocutores afirmam que Guilherme Delaroli tende a defender a manutenção dos 180 dias, o que atingiria diretamente o primeiro escalão de Castro e também as pretensões de Ceciliano. O petista ainda enfrenta resistências internas: o vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá, tem atuado para enfraquecer sua candidatura, buscando preservar uma relação estável com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD).

Uma regra adicional incluída no substitutivo exige que candidatos ao mandato-tampão sejam formalmente indicados pelos presidentes de seus partidos, concentrando poder nas cúpulas e dificultando ainda mais caminhos alternativos.

Enquanto isso, parte da bancada do PL e deputados aliados aposta em nomes do Legislativo ou prefeitos próximos como opção de “porto seguro”. Outro grupo tenta costurar apoios para viabilizar Nicola Miccione, homem de confiança de Cláudio Castro. Há resistência. Parlamentares veem Miccione como símbolo de um acordo de não agressão entre Castro e Eduardo Paes, algo rejeitado pela ala mais ideológica do PL em ano eleitoral. Já Douglas Ruas enfrenta críticas de perfil.

Entre os veteranos, o receio é que a juventude de Ruas venha acompanhada de dificuldades de articulação política.


Contas públicas entram no jogo

A incerteza política contaminou até pautas fiscais. O projeto que selaria um acordo sobre a dívida bilionária de ICMS entre o estado e a Prefeitura do Rio, acumulada desde 1997, foi retirado de pauta no mesmo dia em que foi incluído. A proposta reduzia o prazo de pagamento de 112 para 52 anos, com o objetivo de proteger municípios do interior que também devem à capital.

O texto, porém, virou refém da disputa política. Parlamentares ligados aos grupos de Bacellar e dos Delaroli reagiram ao benefício que a medida traria a Eduardo Paes em ano eleitoral. Nas redes sociais, o prefeito elevou o tom, acusando o antigo comando da Alerj e seus “pitbulls tchutchucas” de travarem o acordo por birra. Entre os opositores estão políticos de cidades que teriam redução de repasses, como São Gonçalo e Itaboraí.

Como gesto de compensação aos prefeitos, a Assembleia colocou em pauta a regulamentação do ICMS da Educação. O Rio foi o único estado a perder o prazo de implementação dos novos critérios do Fundeb, o que custou cerca de R$ 100 milhões às prefeituras em 2025. Mesmo com eventual aprovação agora, os recursos só começarão a ser distribuídos em 2027.

Linha sucessória sob pressão

A Constituição estadual segue o modelo federal ao limitar a linha sucessória à chapa eleita e aos chefes dos outros poderes. Investigações policiais e rearranjos políticos, porém, romperam esse fluxo. Com Pampolha no TCE e Bacellar afastado, Delaroli assumiu a presidência da Alerj de forma interina. Pelas regras do Rio, o presidente interino da Assembleia não pode assumir o governo em caso de vacância. Assim, a sucessão temporária salta diretamente de Cláudio Castro para o presidente do Tribunal de Justiça, hipótese vista com desconfiança pela maioria dos deputados.

Enquanto isso, a Assembleia retoma oficialmente seus trabalhos. Mas, no plenário, o que está em jogo não são projetos de rotina, e sim quem dará as cartas no curto e disputado mandato que se aproxima.


Biblioteca Municipal de Petrópolis abre novo período para devolução de livros em atraso


A Prefeitura de Petrópolis, por meio do Instituto Municipal de Cultura, promove mais uma edição do Mês do Perdão para devolução de livros retirados e não devolvidos à Biblioteca Municipal Gabriela Mistral. A ação se repete em 2026 e acontece entre os dias 2 de fevereiro, próxima segunda-feira, e 21 de março, totalizando 30 dias úteis para que os leitores regularizem sua situação sem qualquer tipo de penalidade ou suspensão.

A iniciativa tem como objetivo principal incentivar a retomada do vínculo da população com a biblioteca, além de permitir que os exemplares em atraso.


Mês do Perdão: Biblioteca Municipal abre novo período para devolução de livros em atraso

Campanha acontece entre 2 de fevereiro e 24 de março e permite a devolução sem penalidades

A Prefeitura promove mais uma edição do Mês do Perdão para devolução de livros retirados e não devolvidos à Biblioteca Municipal Gabriela Mistral. A ação acontece entre os dias 2 de fevereiro e 21 de março. Serão 30 dias úteis para que os leitores regularizem a situação sem qualquer tipo de penalidade ou suspensão.

A iniciativa tem como objetivo principal incentivar a retomada do vínculo da população com a Biblioteca, além de permitir que os exemplares em atraso retornem ao acervo e voltem a circular entre os leitores. “Essa é uma oportunidade para que as pessoas devolvam os livros com tranquilidade e voltem a frequentar a Biblioteca. Quando os exemplares retornam, ampliamos o acesso ao acervo e fortalecemos o hábito da leitura na cidade”, destacou a coordenadora da Biblioteca Municipal Gabriela Mistral.


O prefeito Hingo Hammes ressaltou o caráter educativo e cultural da campanha. “A Biblioteca Municipal é um patrimônio de Petrópolis e essa ação tem um papel fundamental ao aproximar novamente os leitores desse espaço tão importante. Queremos estimular o uso da Biblioteca, garantir que os livros circulem e reforçar o acesso democrático à leitura”, afirmou.

Para o presidente do Instituto Municipal de Cultura, Adenilson Honorato, a campanha também reforça o compromisso do município com a formação cultural da população. “Estimular a leitura é investir em educação, cidadania e cultura. A Biblioteca Gabriela Mistral é um equipamento histórico e essencial, especialmente para estudantes, pesquisadores e leitores em geral. Nosso desejo é ver esse espaço cada vez mais vivo e frequentado”, destacou.

A Biblioteca Municipal Gabriela Mistral funciona no Centro de Cultura Raul de Leoni, na Praça Visconde de Mauá (Praça da Águia), no Centro. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Com quase 150 anos de história, a Biblioteca guarda um acervo relevante, incluindo documentos históricos de grande importância para Petrópolis.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Nova polêmica com Peninha: "evangélicos não devem votar "


O escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, afirmou em um vídeo publicado em seu canal no YouTube que os evangélicos não deveriam votar e fez ataques ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A gravação foi divulgada nos últimos dias e circulou nas redes sociais.

O escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, afirmou em um vídeo publicado em seu canal no YouTube que os evangélicos não deveriam votar e fez ataques ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A gravação foi divulgada nos últimos dias e circulou nas redes sociais.


No vídeo, Peninha diz que o conservadorismo no Brasil é representado por evangélicos, a quem chama de falsos conservadores. Ele afirma que esse grupo não deveria ter atuação política e deveria se limitar às atividades religiosas.

Durante a fala, o escritor questiona a participação de evangélicos nas eleições e defende que eles não escolham representantes políticos. Para ele, o voto não deveria ser permitido a esse público.

– Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar no templo, tem que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor. Se eles não escolhem nem o pastor deles, eles escolhem a igreja, tem o pastor, mas não foi eles que botaram aquele pastor lá. Por que que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, para deputado federal, para senador, para presidente? Não, eles não têm que votar – declarou.


Em outro trecho do vídeo, Peninha cita o deputado Nikolas Ferreira, ao comentar uma caminhada promovida pelo parlamentar de Minas Gerais até o Distrito Federal, que reuniu milhares de pessoas.

Na sequência, ele faz ataques pessoais ao deputado e volta a criticar pastores e evangélicos.

– O Nikolas Ferreira, ele nasceu numa comunidade, numa favela chamada Pai Tomás. Filho de um pastor evangélico. Sabe que pastor é o cara que pasta, né? O nome indica pastor, é um cara que pasta, né? Tá ligado ao gado. Há pastores decentes, há pastores dignos, há pastores progressistas ou senão ligados às causas humanitárias e tal. Eu suponho que o pastor Edésio, pai dessa criatura, não possa ser um desses, porque senão ele não teria deixado esse guri virar o que virou, esse guri de m&rd@, porque é um guri de m&rd@, né? É um guri de m&rd@.



TCU recomenda barrar R$ 1 mi para escola de Niterói que levará enredo sobre Lula


O quadro técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a suspensão de um repasse federal de R$ 1 milhão à escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levará ao Sambódromo um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval de 2026. A sugestão de medida cautelar ainda precisa ser analisada e chancelada pelo relator do processo, ministro Aroldo Cedraz.

Segundo os auditores, há indícios de risco no uso de recursos públicos para promoção pessoal de autoridade pública, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. A recomendação não impede o desfile nem o conteúdo artístico do enredo, mas propõe o bloqueio do repasse até que o mérito da representação seja julgado pelo tribunal, informa UOL.

Representação de parlamentares motivou análise


A análise técnica do TCU foi provocada por uma representação apresentada por parlamentares do Partido Novo. Os congressistas questionaram a legalidade do acordo que prevê o repasse federal e pediram, inicialmente, que o tribunal impedisse a escola de desfilar com o enredo ou determinasse a devolução dos recursos públicos.

A unidade técnica do TCU descartou a possibilidade de interferir diretamente no conteúdo artístico da apresentação. Para os auditores, uma eventual proibição do desfile ou censura ao enredo configuraria violação à liberdade de expressão e à autonomia cultural das escolas de samba.

Bloqueio do repasse é considerado medida adequada

Apesar disso, os técnicos consideraram cabível a adoção de uma medida cautelar para suspender temporariamente o repasse de recursos. Na avaliação do corpo técnico, o bloqueio do dinheiro público é uma alternativa proporcional, que preserva a liberdade artística enquanto evita um possível uso indevido de verbas federais.

Em trecho do parecer, os auditores destacam que “o que está em jogo é o uso de dinheiro público para fins que podem caracterizar promoção política”, o que exigiria cautela redobrada por parte da administração pública. O processo segue em análise no TCU, e a decisão final caberá ao relator, com posterior deliberação do plenário, se necessário.



Carros arrastados e ruas alagadas durante forte temporal em Itaperuna


A tarde desta segunda-feira (2) trouxe ao município de Itaperuna, no Norte Fluminense, um forte temporal que causou danos significativos à estrutura da cidade e da população. Diversas ruas, em diferentes pontos da cidade, ficaram alagadas com aproximadamente uma hora de chuva, o que resultou em carros, caçambas, entre outros materiais, sendo arrastados pelas vias. (Vídeo)

Ainda não há informações sobre feridos nem sobre o número de famílias afetadas. O Manchete RJ busca contato com a Prefeitura de Itaperuna, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre a tempestade.

Pelas imagens e relatos enviados a nossa equipe, bairros como Cehab, Cidade Nova, Vinhosa, além de diversos pontos do Centro da cidade sofreram com a forte chuva.


Prefeitura de SJB afasta médico envolvido em acidente fatal na BR 356

Foto:  Ralph Braz  | Pense Diferente

A Prefeitura de São João da Barra afastou temporariamente o médico Sandiano Brum Mello, envolvido no acidente que vitimou Leandson Conceição da Silva e Kailla Victória Elias da Silva, em um acidente na BR-356, no dia 27 de janeiro. A medida foi publicada no Diário Oficial (DO) do Município, publicado nesta segunda-feira (2).


O médico exercia funções no Centro de Saúde do Pescador, em Atafona. De acordo com a publicação do DO, o afastamento possui “natureza exclusivamente preventiva e administrativa, destinado à proteção da coletividade, da equipe de saúde e da regularidade do serviço público, não configurando sanção disciplinar”.

Sandiano está impedido de atuar em unidades da rede municipal de saúde durante o período de afastamento cautelar, definido inicialmente com prazo de 30 dias. Ainda segundo a publicação, o prazo “será objeto de reavaliação periódica pela autoridade administrativa, à vista da evolução das circunstâncias que a motivaram”.


Paes elogia Delaroli e ataca Bacellar após pauta do ICMS na Alerj


O prefeito do Rio, Eduardo Paes, usou as redes sociais nesta segunda-feira (02) para parabenizar o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Guilherme Delaroli (PL), pela inclusão na ordem do dia desta terça-feira (03) do Projeto de Lei 6.658/25, de autoria do Poder Executivo, que regulamenta a compensação do repasse de ICMS ao município do Rio.

Na mesma manifestação, Paes criticou duramente o deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Casa por decisão do Supremo Tribunal Federal. Em publicação, o prefeito afirmou que a proposta estava pronta desde 2024 e atribuiu a demora à condução anterior da Alerj.


“Só para o devido registro histórico: acordo proposto pela prefeitura do Rio desde de 2024 e que por pura birra do antigo comando da Alerj e seus pitbulls tchutchucas, não foi votada naquele mesmo ano”, escreveu Paes.

Ele acrescentou que “o Governador teve que ser ameaçado pelo STF para avançar com esse acordo ‘Casas Bahia’ proposto por nós para encaminhar esse projeto de lei”.

Na sequência, Paes ampliou as críticas ao relacionar a paralisação do tema a outros prejuízos aos municípios.

“Aliás, essa birra política e irresponsável também levou a Alerj a não votar a proposta que regularizava a situação dos municípios do Estado na educação tirando cerca de R$150 mi para a educação de vários municípios fluminenses”, continuou.

Ao final, elogiou a atual condução do Legislativo. “Parabéns ao novo presidente Guilherme Delaroli por avançar de forma republicana e não perder tempo com os tchutchucas pitbull de seu antecessor!”


Projeto entra em votação

O PL 6.658/25 regulamenta a compensação do repasse de ICMS ao município do Rio. Isto porque a capital fluminense não foi contemplada com recursos do tributo entre 1997 e 2024, período que se estende desde a criação do imposto, regulado pela Lei Complementar Federal 87/96. Caso o texto receba emendas parlamentares, a proposta sairá de pauta.

A compensação se refere à parcela de 25% da arrecadação do ICMS que, pela Constituição Federal, deve ser repassada aos municípios. A Lei Estadual 2.664/96, que disciplinou a divisão do imposto no Rio, excluiu integralmente a capital da partilha. Trechos dessa norma foram considerados inconstitucionais pelo STF no julgamento do Recurso Extraordinário 401.953.

Na decisão, a Corte registrou que “Não pode a legislação estadual, sob o pretexto de resolver as desigualdades sociais e regionais, alijar por completo um município da participação em tais recursos”.

Como funcionará a compensação

A prefeitura do Rio estima perdas superiores a R$ 8 bilhões em razão da ausência de repasses ao longo de quase três décadas. A proposta estabelece critérios para calcular o valor histórico recebido a mais pelos municípios do interior e a parcela que deveria ter sido transferida à capital.

Os montantes serão atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e pagos ao Rio em 52 parcelas anuais, a partir de 2026. Para viabilizar a compensação, os valores recebidos a mais pelos municípios do interior ao longo de 28 anos serão abatidos dos novos repasses, também diluídos em 52 anos.

O projeto foi elaborado por um Grupo de Trabalho criado pelo Decreto 47.531/21, conforme determinação do STF, e teve seus prazos e índices discutidos com mediação da Alerj, com o objetivo de evitar impactos abruptos nas finanças municipais.

Além de tratar da compensação, o texto redefine os parâmetros de distribuição dos 25% do ICMS entre as prefeituras fluminenses nos próximos anos. Os municípios permanecem agrupados por regiões — Capital, Baixadas Litorâneas, Centro-Sul, Litoral Sul Fluminense, Médio Paraíba, Metropolitana, Norte, Noroeste e Serrana — com repasses iguais dentro de cada região, seguindo cinco critérios: população, área, receita própria, cota mínima e ajuste econômico.