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| Foto: Silvana Rust |
A Polícia Federal investiga a origem de R$ 500 mil apreendidos em espécie durante uma operação realizada na região da Pelinca, no dia dia 15 de julho, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O dinheiro foi encontrado com um empresário do setor da construção civil e um ex-vereador de São Francisco de Itabapoana, e que poderia ter relação com a investigação que resultou na prisão do deputado estadual Thiago Rangel na época da apreensão, o que está sendo descartado, já que apareceu o nome de outro deputado nas investigações.
No decorrer das investigações o que foi descoberto é que o dinheiro pertence realmente a um deputado da Alerj, mas não Rangel, mas outro com base eleitoral em Campos, com ligações em São Francisco de Itabapoana, São João da Barra e Secretaria do Estado.
O que se sabe é que 15 minutos antes da Polícia Federal realizar a apreensão do dinheiro, havia nos registros do celular de um dos envolvidos, ligação realizada para esse deputado.
As investigações continuam em andamento e ao que tudo indica teremos novas prisões envolvendo deputado estadual e ex-prefeito da região antes do pleito eleitoral de outubro.
Quem Empresário e o ex-vereador de SFI envolvidos
Os nomes envolvidos na operação da Polícia Federal que apreendeu, na quarta-feira (15/07), R$ 500 mil em espécie, na Pelinca, são do empresário José Geraldo Soares, proprietário de uma empresa que fabrica ladrilhos, e do ex-vereador de São Francisco de Itabapoana, Fábio das Neves Moreira, o Fabinho do Estaleiro.
A Inteligência da Polícia Federal soube de um saque programado, com antecedência, dado o alto volume de dinheiro em espécie, na agência do Itaú Personnalité, na Rua Alvarenga Filho, na região da Pelinca, área nobre de Campos. Os policiais fizeram campana em frente à agência e apreenderam o dinheiro assim que José Geraldo e Fábio saíram do banco.
Eles foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos, onde foram ouvidos e liberados. O dinheiro ficou apreendido. A suspeita da Polícia Federal, dado o volume de dinheiro em espécie, é que o montante fosse usado para a prática de corrupção.


