Aberta em 1871 e considerada uma das cinco indústrias têxteis mais antigas do Brasil, a histórica Fábrica São Pedro de Alcântara, no Centro de Petrópolis, está prestes a ganhar uma nova função, desta vez, voltada ao turismo, gastronomia e economia criativa.

A proposta prevê a revitalização do imóvel histórico, que operou por mais de um século utilizando a força das águas represadas do Rio Quitandinha para movimentar sua produção têxtil. Agora, a ideia é reaproveitar o espaço industrial como um ambiente voltado ao turismo de experiência, tendência que vem ganhando força em cidades históricas brasileiras.
Mercado gourmet e filial da Churrascaria Lago Sul
O complexo também terá pequenas fábricas de alimentos artesanais em modelo colaborativo e uma filial da disputada Churrascaria Lago Sul, que ocupará uma das maiores áreas do espaço. A inauguração está prevista entre o fim deste ano e o início de 2027. Segundo os idealizadores, cerca de 80% dos espaços destinados às fábricas já foram comercializados.
“Durante muitos anos, o turismo em Petrópolis ficou concentrado em visitas rápidas. O turista vinha de manhã, almoçava e voltava para o Rio. O desafio agora é criar motivos para que as pessoas permaneçam mais tempo na cidade, consumam mais e retornem outras vezes”, afirmou Leonardo.
Fábrica São Pedro de Alcântara
Fundada no Segundo Império a pedido de Dom Pedro II, a Imperial Fábrica de Tecidos São Pedro de Alcântara é um dos símbolos da industrialização brasileira. Movida pela força hidráulica do Rio Quitandinha, a fábrica chegou a produzir cerca de 3,5 mil metros de tecido por dia e operava com máquinas importadas de Manchester, na Inglaterra, segundo registros do Instituto Histórico de Petrópolis.
Ao longo de quase 150 anos de história, o complexo teve sete controladores diferentes e virou uma referência na cidade, até mesmo pelo apito da fábrica, que funcionava como um “relógio” para os moradores.



