domingo, 1 de fevereiro de 2026

Coral de Petrópolis retoma atividades em 2026 e abre inscrições para novas vozes


Depois de um breve período de descanso, o Coral de Petrópolis anuncia a retomada de suas atividades em 2026 com um convite aberto à comunidade: é hora de renovar e ampliar o coro. As inscrições para novos integrantes já estão abertas, e o processo de seleção tem início no dia 2 de fevereiro, marcando uma nova fase para uma das mais tradicionais instituições musicais da cidade.


A principal novidade deste ano é a criação de uma segunda formação, o Coro de Formação, voltado especialmente para iniciantes. A proposta é acolher pessoas que têm vontade de cantar e aprender, mesmo sem experiência ou formação musical prévia. Este novo grupo será regido pelo maestro Breno Mendes e terá ensaios semanais às quartas-feiras, das 18h às 20h30, na Catedral de São Pedro de Alcântara.

Já o coral principal, sob a regência do maestro Rodrigo d’Avila, segue direcionado a cantores com experiência e/ou formação em canto. Para integrar esse grupo, é necessário ter domínio de teoria musical, leitura de partituras e técnica vocal. Os ensaios acontecem às segundas-feiras, das 18h30 às 20h30, no salão paroquial da Igreja de Nossa Senhora do Rosário.


As inscrições devem ser feitas por meio de formulário online, disponível neste link, que também pode ser acessado pela bio das redes sociais do Coral de Petrópolis. Após a inscrição, a diretoria fará contato com os candidatos selecionados. As audições presenciais serão realizadas ao longo de todo o mês de fevereiro, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e na Catedral de São Pedro de Alcântara. Informações adicionais podem ser obtidas pelo WhatsApp (24) 99951-6716.

Fundado em 27 de setembro de 1989, o Coral de Petrópolis é uma entidade sem fins lucrativos com forte atuação no cenário artístico-cultural da cidade. Ao longo de sua trajetória, construiu um repertório que transita entre o sacro, o erudito e o popular, com apresentações dentro e fora de Petrópolis, incluindo participações internacionais.

Além dos concertos e da presença mensal na missa do terceiro domingo, o coral desenvolve ações de caráter educativo e social, levando música a escolas públicas, museus, casas de repouso, hospitais, igrejas e diversos espaços de convivência. Em constante movimento, o Coral de Petrópolis segue buscando parcerias públicas e privadas para ampliar sua estrutura e fortalecer ainda mais sua missão cultural.


Depois de "falha" equipe do IML recolhe membro de vítima no local de acidente na BR-356


Depois da falha absurda, a equipe do Instituto Médico Legal realizou, neste sábado 31, o recolhimento de um membro de uma das vítimas do grave acidente ocorrido na BR-356, na localidade de Cajueiro, em São João da Barra. O procedimento foi feito após a mãe da jovem encontrar o membro no local, ao lado do advogado da família.

A ida ao ponto do acidente aconteceu depois que a mãe sentiu um forte mau cheiro na área. Ao verificar a origem do odor, junto com o advogado, foi constatada a presença do membro da vítima no local da colisão. Após a identificação, o IML foi acionado para realizar o recolhimento.


O trabalho da equipe foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais, mostrando o procedimento no mesmo ponto onde ocorreu o acidente.

A colisão aconteceu na última terça feira 28, quando a motocicleta em que o casal estava foi atingida por um carro conduzido por um médico. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

O episódio deste sábado ampliou a comoção e a indignação da família, que continua cobrando respostas, providências e responsabilização pelos fatos relacionados ao acidente e aos desdobramentos posteriores da ocorrência.


Milhões jogados no "lixo" com o CEPOP : Carnaval em Campos segue fora do calendário


“Quando o Carnaval sai da data oficial, ele perde força, visibilidade e entra em um ciclo de irregularidade que enfraquece a festa”. A análise do pesquisador e carnavalesco Marcelo Sampaio, que acompanha o Carnaval de Campos desde os anos 1980, ajuda a explicar como a maior celebração popular do país foi, aos poucos, perdendo sua melodia, ritmo e harmonia pelas ruas da cidade. Mais uma vez, Campos não terá Carnaval na data oficial.

A cidade, que por décadas manteve viva a tradição dos desfiles de escolas de samba, blocos e bois pintadinhos, foi deslocando a folia do calendário nacional ao longo dos anos. Perdeu espaço e identidade, tornando-se um evento fora de época e cercado de incertezas.


As dúvidas em torno do Carnaval campista não são recentes. Elas se acumulam há quase uma década, antes mesmo da pandemia. Segundo o especialista, a falta de recursos, aliada à decisão de sucessivas gestões de não destinar verbas públicas diretas às escolas de samba e agremiações, por exemplo, comprometeu a realização dos desfiles tanto na data oficial quanto fora dela.

Desde 2009, quando a festa foi transferida do calendário nacional, o Carnaval de Campos passou a viver de altos e baixos. A mudança, inicialmente justificada por fatores pontuais, acabou se tornando permanente. Com isso, a cidade deixou de integrar o circuito tradicional do Carnaval.

Às vésperas do Carnaval, marcado para os dias 14 a 17 de fevereiro, o cenário segue indefinido. A menos de duas semanas da data, não há confirmação sobre desfiles, estrutura ou apoio às agremiações, reforçando a sensação de que a festa segue sem planejamento contínuo.


Para o pesquisador, a ausência de subvenção direta do poder público foi determinante para o enfraquecimento da festa. “Durante muitos anos, a Prefeitura participou diretamente do financiamento dos desfiles. Hoje, as agremiações dependem quase exclusivamente de editais, o que não sustenta uma festa tradicional como o Carnaval”, afirma.


Carnaval fora do Centro

Marcelo também aponta que a retirada dos desfiles do centro da cidade foi outro erro estrutural. Segundo ele, o Carnaval precisa ocupar áreas centrais para provocar impacto urbano, social e simbólico. Além disso, afirmou que o deslocamento para o Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (CEPOP) trouxe problemas de acesso, transporte e esvaziamento do público, apesar de, nos primeiros anos, o espaço ter recebido grandes públicos e atrações nacionais.

Outro fator citado é a perda do vínculo comunitário. Com desfiles fora de época, muitas escolas passaram a terceirizar mão de obra, fantasias e alegorias, reduzindo a participação local. “Carnaval sem comunidade perde sua essência. Assim como o futebol, precisa de povo”, resume.

A redação solicitou um posicionamento da Prefeitura de Campos para saber se existe planejamento, estudo ou diálogo em andamento sobre a realização dos desfiles das agremiações carnavalescas neste ano. Até o fechamento desta edição, na última sexta-feira (30), não houve retorno.

A equipe de reportagem procurou o presidente da Associação de Bois Pintadinhos de Campos Dos Goytacazes (Aboipic), Marciano da Hora, mas ele não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta edição.