segunda-feira, 9 de março de 2015

VIROU HISTÓRIA: ATAFONA PRAIA CLUBE SERÁ DEMOLIDO EM SJB


(Foto: Aluysio Abreu Barbosa)
Ponto de encontro de várias gerações de veranistas que escolheram o litoral de São João da Barra na alta temporada, o Atafona Praia Clube deve ser demolido em uma semana. Devido ao avanço do mar que castiga o balneário desde a década de 1970 e já destruiu parte das dependências do clube, a Defesa Civil interditou o prédio e intimou os proprietários a executarem a demolição. A decisão foi publicada no Diário Oficial de sábado (07). Quem tem muitas histórias para contar, tendo como pano de fundo as festas, encontros e bailes de carnaval no APC, vê a medida com tristeza, mas também como uma necessidade.

Eleita “Rainha do Clube”, no início da década de 1960, a aposentada Sônia Ferreira, de 70 anos, relata como foi o período de ascensão e apogeu do clube, que atingiu o ponto alto nas décadas de 70 e 80 do século passado. Segundo ela, o clube elegia sua “rainha” anualmente, reunia campistas que veraneavam em Atafona e, além de festas, oferecia espaço para práticas esportivas. “O grande brilho do clube foi na década de 70, com os bailes de carnaval. Vinham bandas de fora, toda a sociedade campista se encontrava, brincava tranquilamente”, lembra Sônia.

De outra geração, a professora Nelita Campos, de 37 anos, recorda as aventuras de infância e juventude no clube. Os encontros aconteciam após os banhos de mar, horário no qual os amigos se reuniam na piscina. Ela também se lembra dos bailes de carnaval e lamenta a situação do espaço. “Sinto um enorme pesar em ver o clube assim. Dói o coração. Esse prédio é um símbolo da minha infância e juventude e de muita gente também”, comentou Nelita.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil de São João da Barra, Adriano Assis, explicou que o prédio já estava interditado e que a convocação dos proprietários para demolição tem como intuito evitar invasões nas dependências do clube, com risco de desabamento. “Foi feito um chamamento para que o presidente e sócios possam realizar a demolição por conta própria. Se não acontecer, a gente vai dar prosseguimento e entrar com uma ação no Ministério Público para resolver a questão”, explicou Adriano.






Fonte: Folha da Manhã